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Paciente perde a visão de um dos olhos após passar por cirurgia estética, leva caso à Justiça e médico responsável pelo procedimento acaba condenado a pagar indenização
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 11/08/2026 às 15:27
Atualizado em 11/08/2026 às 15:28
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Cirurgia estética realizada em abril de 2021 terminou com cegueira no olho esquerdo e perda grave no direito; perícia apontou anemia aguda e falha no pós-operatório.
Em 30 de abril de 2021, Shirin Saraeian entrou para realizar três procedimentos estéticos: lipoaspiração, abdominoplastia e enxerto de glúteo. Dias depois, ela recebeu um diagnóstico que mudaria definitivamente sua rotina.
A paciente perdeu completamente a visão do olho esquerdo e cerca de dois terços da capacidade visual do olho direito. Posteriormente, uma perícia judicial relacionou o quadro a uma anemia aguda ocorrida após a cirurgia.
Anos depois, a Justiça de São Paulo condenou o cirurgião plástico. A sentença determinou pagamento de R$ 162,1 mil por danos morais, ressarcimento de despesas e pensão vitalícia equivalente a três salários mínimos.
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Cirurgia estética reuniu lipoaspiração, abdominoplastia e enxerto de glúteo
Antes do procedimento, Shirin, gerente de vendas estrangeira naturalizada brasileira, conheceu o médico pelas redes sociais.
Posteriormente, ela realizou uma consulta na Clínica Femme e decidiu fazer os três procedimentos estéticos na mesma ocasião.
Assim, em 30 de abril de 2021, a cirurgia foi realizada. Segundo informações presentes no processo, houve uma queda súbita da pressão arterial durante o procedimento.
Contudo, conforme o relato apresentado nos autos, o médico informou posteriormente que a intercorrência havia sido controlada.
Tontura e olhos arroxeados surgiram no dia seguinte ao procedimento
Já no primeiro dia após a cirurgia, enquanto permanecia internada, Shirin afirmou ter apresentado sinais que chamaram sua atenção.
Segundo o processo, ela relatou tontura e olhos arroxeados ao cirurgião.
Apesar disso, o quadro continuou evoluindo nos dias seguintes.
Essa sequência passou a ter importância central posteriormente, porque a Justiça analisou justamente o acompanhamento oferecido durante o período pós-operatório.
Perda da visão começou dois dias depois da cirurgia estética
Dois dias após o procedimento, a situação se agravou.
Shirin perdeu subitamente a visão do olho esquerdo. Segundo o processo, ela tentou entrar em contato com o cirurgião, mas não conseguiu retorno.
No dia seguinte, surgiu outro sinal preocupante. A paciente começou a apresentar dificuldade também para enxergar com o olho direito.
Consequentemente, o problema deixou de afetar somente um dos olhos e passou a comprometer severamente a capacidade visual da paciente.
Anemia aguda foi relacionada pela perícia à lesão dos nervos ópticos
Durante a análise judicial do caso, uma perícia buscou identificar o que havia provocado a perda visual.
Segundo a conclusão pericial, a paciente apresentou anemia aguda, condição associada posteriormente à lesão dos nervos ópticos.
A perícia relacionou esse quadro aos danos permanentes sofridos pela paciente.
Além disso, a sentença concluiu que houve negligência no acompanhamento pós-operatório, especialmente pela falta de diagnóstico e tratamento adequado da anemia.
Alta médica ocorreu em 6 de maio com perda permanente da visão
A sequência dos acontecimentos chegou a um ponto crítico em 6 de maio de 2021, menos de uma semana após a cirurgia.
Naquela data, Shirin recebeu alta apresentando cegueira permanente no olho esquerdo.
Ela já havia perdido aproximadamente dois terços da visão do olho direito.
Dessa forma, aquilo que começou como uma cirurgia estética terminou com uma deficiência visual permanente reconhecida posteriormente no processo judicial.
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Caio Aviz
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Justiça determinou indenização de R$ 162,1 mil e pensão vitalícia
Após analisar as provas e a perícia, a Justiça de São Paulo responsabilizou o cirurgião pelo acompanhamento realizado depois da operação.
Consequentemente, o cirurgião foi condenado a pagar R$ 162,1 mil por danos morais.
Além disso, a decisão determinou o ressarcimento das despesas relacionadas ao caso.
A sentença também estabeleceu uma pensão vitalícia equivalente a três salários mínimos, retroativa a 30 de abril de 2021, data da cirurgia.
Decisão judicial ainda pode ser contestada por recurso
Embora a sentença reconheça a responsabilidade do médico, o processo ainda admite recurso.
A defesa do cirurgião manifestou discordância das conclusões apresentadas na decisão e informou que pretende recorrer.
O caso foi divulgado por diversos veículos, que apresentaram informações baseadas no processo e na decisão judicial.
A cronologia do caso mostra como sintomas surgidos logo após uma cirurgia estética se transformaram em uma disputa judicial anos depois. No centro da sentença está a conclusão de que a anemia aguda não recebeu diagnóstico e tratamento adequados durante o pós-operatório, segundo a perícia considerada pela Justiça.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

