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Pai acolheu cinco irmãos para impedir que fossem separados, perdeu o marido de 29 anos para a dengue, enfrentou incertezas sobre a guarda e passou a vender pudins nas ruas para sustentar sozinho a família e continuar criando os filhos
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 13/08/2026 às 13:37
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Daniel Rocha Braz vive em Rio Claro com os cinco irmãos acolhidos por ele e Jhonatan Wiliantan da Silva. Depois de perder o companheiro, o pai conseguiu formalizar a guarda, registrar os filhos com os nomes dos dois homens e encontrou na produção de pudins uma fonte de renda familiar.
O pai Daniel Rocha Braz perdeu o marido, Jhonatan Wiliantan da Silva, aos 29 anos, vítima de dengue hemorrágica. A morte deixou Daniel sozinho na rotina dos cinco filhos e trouxe incerteza sobre a continuidade da família que o casal havia construído.
Segundo o ND Mais, em 4 de março de 2023, Daniel manteve as crianças em casa, enfrentou os trâmites necessários para assegurar a guarda e conseguiu registrar os filhos com os nomes dos dois pais. Atualmente, a produção e a venda de pudins ajudam no pagamento de alimentação, material escolar e outras despesas da casa em Rio Claro.
Daniel Rocha deixou o Ceará depois de sofrer rejeição familiar
Natural de Canindé, no Ceará, Daniel Rocha conta que saiu de casa ainda jovem após enfrentar preconceito dentro da própria família. A mudança para São Paulo não trouxe estabilidade imediata: antes de conseguir trabalho, ele chegou a dormir sob viadutos e precisou reconstruir a vida sem apoio familiar permanente.
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O primeiro emprego em uma pizzaria e o acolhimento oferecido por uma mulher abriram uma fase mais estável. Anos depois, já vivendo em Rio Claro, Daniel conheceu Jhonatan e começou a construir com ele uma nova referência de família. O futuro pai encontrou nessa relação a segurança que não havia recebido em casa.
Jhonatan decidiu acolher os irmãos para evitar a separação
Jhonatan descobriu que cinco crianças de sua família biológica viviam em situação de extrema vulnerabilidade. Diante da possibilidade de elas serem separadas, ele decidiu intervir e apresentou a Daniel Rocha a ideia de receber todos os irmãos na mesma casa.
Daniel não se considerava preparado para assumir a paternidade naquele momento. A preocupação envolvia dinheiro, espaço e a responsabilidade de criar cinco crianças de uma vez. Mesmo com o receio inicial, o casal decidiu preservar o vínculo entre os irmãos e assumir a nova família.
Cinco irmãos passaram a viver com o casal
Em 2022, Daniel Rocha e Jhonatan acolheram os cinco irmãos para impedir que seguissem caminhos separados. A chegada das crianças transformou a rotina doméstica e colocou o casal diante de despesas maiores, decisões escolares e cuidados que precisavam ser divididos todos os dias.
Jhonatan sempre havia demonstrado o desejo de ser pai, enquanto Daniel precisou aprender a ocupar esse lugar durante a convivência. A casa passou a reunir sete pessoas ligadas por uma decisão de proteção, antes que a perda de um dos responsáveis alterasse completamente essa organização.
Morte de Jhonatan deixou Daniel sozinho com os cinco filhos
Jhonatan tinha 29 anos quando morreu em decorrência da dengue hemorrágica. A perda retirou de Daniel Rocha o companheiro com quem dividia as responsabilidades financeiras, domésticas e emocionais, ao mesmo tempo que deixou as crianças inseguras sobre o próprio futuro.
Daniel afirma que os filhos chegaram a perguntar se seriam abandonados depois da morte de Jhonatan. Ele respondeu que permaneceria com todos e continuou buscando a regularização necessária para representá-los. A prioridade passou a ser manter os cinco filhos juntos e protegidos dentro da mesma casa.
Guarda definitiva em 2024 garantiu o registro dos dois pais
Em 2024, Daniel Rocha conseguiu a guarda definitiva das crianças. A decisão encerrou uma fase de insegurança e permitiu que a relação familiar construída no cotidiano também tivesse reconhecimento nos documentos dos cinco filhos.
As crianças passaram a carregar oficialmente o sobrenome de Jhonatan, preservando a presença do pai falecido no registro familiar. Os documentos ficaram com os nomes dos dois homens, resultado que manteve juridicamente a composição da família formada antes da perda.
Pudins se transformaram em fonte de renda em Rio Claro
Sem o apoio financeiro que dividia com Jhonatan, Daniel Rocha começou a produzir pudins artesanais para ajudar nas despesas da casa. A venda dos doces passou a contribuir com alimentação, material escolar e contas domésticas, embora não tenha sido divulgado quanto a atividade rende mensalmente.
Os pudins são oferecidos inteiros e em porções, enquanto a divulgação feita por Daniel ajuda a alcançar novos clientes em Rio Claro. Mais de 243 mil pessoas acompanham a rotina familiar e o trabalho. A produção dos doces permanece ativa e funciona como uma fonte de renda para o pai solo.
Pai solo mantém a família unida e continua ampliando a renda
Atualmente, Daniel Rocha concilia a produção de pudins com os cuidados dos cinco filhos. O trabalho representa uma saída financeira construída depois da perda, mas a continuidade da família também dependeu da regularização da guarda e do apoio recebido ao longo do processo.
O pai mantém os irmãos juntos, preserva o nome de Jhonatan nos documentos e segue trabalhando em Rio Claro para atender às necessidades da casa. A situação atual combina proteção familiar, renda e segurança jurídica.
Na sua opinião, o que deveria receber mais suporte em casos semelhantes: renda, assistência jurídica, acompanhamento psicológico ou acolhimento familiar? Conte nos comentários qual dessas frentes deveria ser priorizada.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

