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Pai de cinco filhos cresceu em uma família rural pobre na Nigéria, trabalhou como técnico em eletrônica na Grécia, começou como assistente hospitalar e, aos 64 anos, formou-se em Enfermagem após dois cursos de dois anos enquanto estudava na mesma universidade que o filho e conquistou uma vaga de enfermeiro no mesmo hospital

Pai de cinco filhos cresceu em uma família rural pobre na Nigéria, trabalhou como técnico em eletrônica na Grécia, começou como assistente hospitalar e, aos 64 anos, formou-se em Enfermagem após dois cursos de dois anos enquanto estudava na mesma universidade que o filho e conquistou uma vaga de enfermeiro no mesmo hospital

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Pai de cinco filhos cresceu em uma família rural pobre na Nigéria, trabalhou como técnico em eletrônica na Grécia, começou como assistente hospitalar e, aos 64 anos, formou-se em Enfermagem após dois cursos de dois anos enquanto estudava na mesma universidade que o filho e conquistou uma vaga de enfermeiro no mesmo hospital

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 03/08/2026 às 19:10

Curiosidades

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Trajetória atravessa três países, uma mudança radical de carreira e duas formações consecutivas, revelando como estudo, trabalho e apoio institucional levaram um pai de cinco filhos a ocupar uma nova função no hospital onde iniciou sua transformação profissional duradoura e consistente.

Aos 64 anos, John Adesoye concluiu a formação que o tornou enfermeiro registrado no Reino Unido e garantiu uma vaga no mesmo hospital onde havia começado a mudança de carreira em uma função de apoio, após décadas dedicadas a outro setor.

Antes de chegar à área da saúde, o pai de cinco filhos havia construído uma trajetória profissional completamente diferente, marcada pelo interesse por equipamentos eletrônicos, pela experiência como técnico e por uma sequência de mudanças que atravessou três países.

Criado em uma família rural pobre na Nigéria, Adesoye desenvolveu ainda na infância curiosidade pelo funcionamento dos aparelhos, interesse que começou com o rádio usado em casa e, anos depois, acabou se transformando em profissão.

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Já na vida adulta, ele passou a morar na Grécia, onde trabalhou como técnico em eletrônica e realizava manutenção em equipamentos, até que uma nova mudança o levou ao Reino Unido e abriu espaço para outra direção profissional.

Da eletrônica ao trabalho no Southmead Hospital

A entrada no ambiente hospitalar ocorreu quando Adesoye decidiu abandonar a carreira técnica para trabalhar diretamente com pessoas, movimento iniciado em 2013 e consolidado no ano seguinte, ao ser contratado como assistente de saúde no Southmead Hospital, em Bristol.

Nessa função, o contato diário com pacientes, equipes clínicas e diferentes rotinas de atendimento ampliou sua compreensão sobre o trabalho hospitalar, enquanto a experiência prática mostrava possibilidades que não existiam em sua antiga atividade ligada à eletrônica.

Pai de cinco filhos muda de carreira, forma-se em Enfermagem aos 64 anos e conquista vaga no mesmo hospital onde começou, no Reino Unido.

Segundo a UWE Bristol, fonte principal desta reportagem, o profissional avançou de um posto de nível Band 2 até tornar-se enfermeiro registrado, percorrendo uma formação estruturada em dois programas de aprendizagem vinculados ao emprego e realizados em parceria com o hospital.

Cada etapa durou dois anos, começando pelo curso de Nursing Associate, voltado à assistência de Enfermagem, e seguindo pelo Nurse Degree Apprenticeship, programa universitário que combina conteúdo acadêmico, simulações, prática clínica e atuação profissional dentro da instituição.

Formação em Enfermagem conciliada ao trabalho

Durante a segunda formação, Adesoye frequentava o campus de Glenside, da UWE Bristol, um dia por semana, enquanto nos demais permanecia no Southmead Hospital, aplicando em situações reais parte do conteúdo aprendido nas aulas e nas simulações.

Essa organização exigia que ele conciliasse estudo universitário, trabalho em tempo integral e responsabilidades familiares, sem interromper a carreira hospitalar, ao mesmo tempo em que avançava por áreas diferentes e assumia tarefas cada vez mais próximas da prática clínica.

Ao longo do programa, a experiência profissional incluiu passagens por cardiologia, nefrologia, ortopedia, emergência e terapia intensiva, além de atividades de Enfermagem comunitária, o que ampliou seu contato com diferentes perfis de pacientes e necessidades de cuidado.

Enquanto Adesoye avançava na graduação, seu filho Daniel também estudava na UWE Bristol, matriculado em Tecnologia Musical Criativa, situação que fez pai e filho frequentarem a mesma universidade no mesmo período, embora seguissem cursos e rotinas acadêmicas completamente distintos.

Por ser o aluno mais velho da turma, ele convivia com colegas de gerações diferentes, mas afirmou que essa diferença não o afastou do curso e, ao contrário, ajudou a sustentar a motivação durante uma formação exigente.

Diploma universitário aos 64 anos

O segundo programa foi concluído com classificação 2:1, correspondente à faixa superior da segunda classe no sistema universitário britânico, resultado que garantiu a Adesoye o título de bacharel com honras em Enfermagem e abriu o caminho para o registro profissional.

Realizada no Bristol Beacon, a cerimônia marcou a conclusão de uma trajetória acadêmica construída ao lado do trabalho hospitalar, e aos 64 anos o antigo técnico em eletrônica recebeu o diploma após duas etapas consecutivas de dois anos.

Logo depois da formação, a mudança de função tornou-se concreta, porque Adesoye conquistou uma vaga de enfermeiro registrado no Southmead Hospital, mesma instituição em que havia iniciado sua transição profissional como assistente de saúde dentro da equipe clínica.

A contratação permitiu que ele permanecesse no ambiente onde acumulou experiência, agora com habilitação para assumir responsabilidades clínicas mais amplas e participar do cuidado aos pacientes em uma posição diferente daquela ocupada no início da trajetória.

Ao comparar as duas carreiras, Adesoye explicou que a satisfação antes vinha de recuperar equipamentos que haviam parado de funcionar, enquanto na Enfermagem passou a encontrar sentido no acompanhamento dos pacientes e na melhora das pessoas atendidas.

Aprendizagem profissional abriu caminho para a universidade

O acesso ao ensino superior foi viabilizado pela modalidade de aprendizagem vinculada ao emprego, alternativa que permitiu estudar sem abandonar a renda e que, segundo Adesoye, tornou possível frequentar a universidade enquanto mantinha suas responsabilidades profissionais.

Quando surgiu a oportunidade, ele iniciou o primeiro curso e continuou avançando até a graduação, aproveitando uma estrutura que combinava formação acadêmica, prática clínica e permanência no trabalho, em vez de exigir uma interrupção completa da carreira.

Responsáveis pelo programa universitário destacaram que a formação de um enfermeiro aprendiz exige estudo em tempo integral combinado ao trabalho habitual, além da administração de compromissos familiares e de outras responsabilidades mantidas fora da universidade.

Para Adesoye, esse período também modificou a maneira de atender os pacientes e de se relacionar com colegas e gestores, porque as aulas reuniam atividades em grupo, simulações clínicas e conteúdos teóricos diretamente ligados à rotina hospitalar.

Uma mudança construída por etapas

Sem ocorrer de maneira imediata, o percurso avançou gradualmente: primeiro, ele entrou no hospital como assistente de saúde; depois, concluiu a formação de Nursing Associate; por fim, ingressou no programa universitário que permitiu obter o diploma e o registro profissional.

Ao atravessar diferentes países e ambientes de trabalho, sua trajetória ligou a infância na Nigéria, a atuação técnica na Grécia e a mudança para o Reino Unido, onde encontrou no setor de saúde um novo caminho profissional.

Mesmo depois de assegurar a nova vaga, Adesoye indicou interesse em continuar estudando e afirmou que pretende buscar uma qualificação em saúde no nível de mestrado, caso surja uma oportunidade compatível com o trabalho e as responsabilidades familiares.

Quantas pessoas poderiam transformar a própria carreira ao encontrar uma oportunidade de estudar sem abandonar o trabalho e perceber que a idade, por si só, não encerra a possibilidade de construir um novo caminho profissional?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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