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Pai de seis filhos deixa rotina de 70 horas semanais na Amazon porque quase não via a família, aprende agricultura acompanhando por seis semanas um produtor holandês de 85 anos, compra uma fazenda de tulipas e transforma fileiras de flores no trabalho que o mantém perto dos filhos e ajuda a construir um legado familiar

Pai de seis filhos deixa rotina de 70 horas semanais na Amazon porque quase não via a família, aprende agricultura acompanhando por seis semanas um produtor holandês de 85 anos, compra uma fazenda de tulipas e transforma fileiras de flores no trabalho que o mantém perto dos filhos e ajuda a construir um legado familiar

9 min de leitura

Pai de seis filhos deixa rotina de 70 horas semanais na Amazon porque quase não via a família, aprende agricultura acompanhando por seis semanas um produtor holandês de 85 anos, compra uma fazenda de tulipas e transforma fileiras de flores no trabalho que o mantém perto dos filhos e ajuda a construir um legado familiar

Escrito por Carla Teles

Publicado em 03/08/2026 às 14:42

Atualizado em 03/08/2026 às 14:43

Curiosidades

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A história do pai de seis filhos Andrew Miller, que deixa a Amazon, compra fazenda de tulipas e aproxima trabalho e família. Imagem: Divulgação.

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O pai de seis filhos Andrew Miller abandonou o emprego corporativo na Amazon, acompanhou por seis semanas um produtor holandês experiente, adquiriu uma fazenda de tulipas em Washington e converteu o cultivo em um negócio familiar que aproxima filhos, esposa, comunidade e visitantes durante os festivais anuais da região local.

O pai de seis filhos Andrew Miller deixou uma rotina corporativa de até 70 horas semanais na Amazon porque quase não conseguia conviver com a família. Depois de retornar ao estado de Washington, nos Estados Unidos, ele aprendeu sobre o cultivo de tulipas, adquiriu uma propriedade rural e transformou a atividade no trabalho que hoje realiza perto da esposa e dos filhos.

A trajetória é descrita pela Tulip Valley Farms e por um relato pessoal publicado em 4 de fevereiro de 2026, além de uma reportagem em vídeo da emissora King 5. Os materiais mostram como Andrew saiu da empresa em 2015, comprou a primeira fazenda em 2018 e passou a administrar um negócio de flores conectado ao turismo e à comunidade do Vale de Skagit.

Rotina começava às quatro da manhã

Imagem: Reprodução/Tulip Valley Farms/YouTube.

Antes de entrar no campo, Andrew trabalhava em uma função corporativa na Amazon. Segundo seu relato, algumas semanas chegavam a 70 horas e começavam por volta das quatro da manhã.

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A carga de trabalho não era o único problema. O pai de seis filhos percebia que raramente encontrava tempo para acompanhar a rotina familiar, situação que o levou a questionar o caminho profissional que havia escolhido.

Família precisava de sua presença

Andrew havia passado 14 anos na Força Aérea e na Guarda Nacional antes de seguir para o setor privado. Durante esse período, sua família cresceu até chegar a oito integrantes.

Dois dos filhos são autistas, e Andrew avaliava que precisava estar mais presente em casa. Embora não tivesse sido enviado para uma missão no exterior, sabia que essa possibilidade existia enquanto permanecesse na carreira militar.

Emprego na Amazon parecia uma saída

Depois de deixar as forças armadas, Andrew conseguiu trabalho na Amazon. Inicialmente, a mudança parecia oferecer uma alternativa para construir uma nova trajetória profissional.

Com o tempo, entretanto, o desgaste aumentou. A convivência familiar continuava limitada, e o pai de seis filhos concluiu que seu papel mais importante não estava apenas no escritório, mas dentro de casa.

Demissão ocorreu em 2015

Em 2015, Andrew decidiu deixar o emprego. A esposa, Holly, apoiou a escolha ao perceber que ele estava esgotado e havia perdido parte do senso de propósito.

A saída da Amazon não significava que o casal já possuía um plano rural completamente definido. A decisão inicial foi interromper uma rotina que afastava Andrew da família e procurar uma alternativa mais compatível com seus objetivos.

Retorno levou a família a Washington

Imagem: Reprodução/Tulip Valley Farms/YouTube.

Andrew e Holly decidiram voltar para Washington, estado onde ambos haviam crescido. A família mudou-se para o Vale de Skagit, região conhecida pela agricultura e pelos festivais de flores.

O local também oferecia a proximidade com parentes e um ambiente que o casal considerava adequado para criar os filhos. O retorno aproximou a família de suas origens e colocou Andrew novamente diante das paisagens de tulipas que conhecia desde a infância.

Vale de Skagit já tinha tradição com flores

A região abriga um festival anual de tulipas realizado há mais de quatro décadas. Os campos floridos atraem visitantes interessados em caminhar pelas plantações e acompanhar a primavera.

Andrew percebeu, porém, que a área dedicada às tulipas havia diminuído ao longo do tempo. Segundo seu relato, o condado já tivera cerca de 4 mil acres cultivados, número que havia caído para aproximadamente 500.

Ideia surgiu durante trabalho regional

Após voltar para Washington, Andrew assumiu uma função estratégica ligada ao desenvolvimento econômico do condado. O trabalho envolvia crescimento regional e questões de equidade.

Ao observar a combinação entre agricultura, turismo e atividades ao ar livre, ele começou a imaginar um modelo diferente de fazenda. A proposta não seria apenas produzir flores, mas criar um espaço onde as pessoas desejassem permanecer.

Agricultura precisava virar experiência

Imagem: tulipvalley

O projeto começou com perguntas que iam além do plantio. Andrew queria entender quantas tulipas poderiam ser cultivadas e como os campos poderiam ser organizados para receber turistas.

Ele também avaliava quais experiências poderiam ser oferecidas aos visitantes. O futuro negócio deveria conciliar produção agrícola, organização visual, circulação de pessoas e conexão com a comunidade.

Produtor holandês virou professor

Para se preparar, Andrew acompanhou por seis semanas um produtor holandês de 85 anos que cultivava tulipas desde 1984.

O agricultor e a esposa afirmaram que haviam recusado 16 compradores antes de aceitar Andrew. O pai de seis filhos teve contato direto com uma experiência acumulada durante décadas, em vez de depender apenas de cursos ou pesquisas teóricas.

Compra envolveu terra e negócio

Em 2018, Andrew e um antigo sócio adquiriram uma propriedade rural de 30 acres. O negócio, incluindo terra e operação, custou US$ 1,6 milhão.

A compra foi viabilizada com capital levantado entre amigos. Para Andrew, a preparação mostrou que muitos desafios agrícolas também eram problemas de gestão, financiamento e experiência do consumidor.

Primeiros meses foram de aprendizado

Andrew não havia nascido em uma família de agricultores. Sua entrada no setor foi conduzida pela curiosidade e pela disposição de aprender durante o trabalho.

Cada etapa exigia compreender solos, bulbos, cronogramas e comportamento dos visitantes. A mudança de carreira não eliminou o trabalho intenso, mas alterou o significado e o local onde esse esforço acontecia.

Pandemia chegou antes da abertura

A pandemia atingiu o projeto apenas dez dias antes da abertura planejada da fazenda. As restrições impediram que o modelo original começasse como previsto.

A equipe precisou mudar rapidamente e passou a enviar flores. Quando as limitações foram reduzidas, também foram criadas experiências em que os próprios visitantes podiam escolher e colher tulipas.

Nova abordagem atraiu visitantes

O modelo de colheita pelo público ajudou a diferenciar a fazenda. Andrew afirmou que não conhecia outra operação semelhante no condado naquele momento.

A proposta transformava o visitante em participante. Em vez de apenas observar os campos, as pessoas podiam caminhar entre as flores, selecionar exemplares e levar parte da experiência para casa.

Parceria comercial chegou ao fim

Embora a nova abordagem tenha funcionado, a parceria inicial não continuou. Divergências de visão levaram Andrew e o antigo sócio a seguir caminhos separados.

Depois disso, ele comprou uma segunda propriedade, a Tulip Valley Farms, que administra atualmente. A fazenda havia pertencido a um agricultor de batatas de 70 anos que também cultivava aveleiras.

Tulip Valley Farms virou projeto familiar

Imagem: Reprodução/Tulip Valley Farms/YouTube.

A operação passou a envolver diretamente a esposa e os filhos. Holly assumiu responsabilidades relacionadas ao desenho dos campos, escolha das variedades e organização das combinações de cores.

Como Andrew tem daltonismo para vermelho e verde, Holly ganhou o título informal de “diretora de cores”. Ela pesquisa variedades, planeja fileiras e define padrões que orientam a experiência visual dos visitantes.

Quase um milhão de bulbos exigiram planejamento

Em uma das etapas relatadas pela família, foram recebidos cerca de 979 mil bulbos, distribuídos em caixas com aproximadamente 500 unidades.

Holly precisou pesquisar cada variedade porque muitas embalagens traziam apenas os nomes, sem fotografias. Ela escolhia o que seria plantado, enquanto Andrew assumia grande parte do trabalho de colocar os bulbos no campo.

Filhos participam da rotina

O negócio também criou oportunidades de aprendizado para os filhos. Um deles aprendeu a operar uma empilhadeira aos 15 anos e continuava utilizando a habilidade aos 23.

A irmã de Andrew passou a trabalhar com gestão empresarial e comunicação. A fazenda tornou-se um espaço no qual diferentes integrantes da família contribuem com conhecimentos próprios.

Trabalho continua começando cedo

A mudança de carreira não resultou em uma rotina leve. Andrew afirma que ainda trabalha das cinco da manhã até a hora de dormir durante períodos intensos.

A diferença, segundo ele, está na proximidade. O pai de seis filhos permanece em casa, participa da vida da comunidade e consegue acompanhar mais de perto o crescimento da família.

Flores passaram a conectar pessoas

Imagem: tulipvalley

Os campos são planejados tanto para produção quanto para experiências. Visitantes utilizam o espaço para fotografias, encontros familiares e pedidos de casamento.

Andrew descreve a satisfação de observar pessoas caminhando com baldes cheios de flores. Os sorrisos dos visitantes reforçaram a percepção de que o trabalho poderia gerar valor para além da venda das tulipas.

Daltonismo mudou a forma de observar

Andrew afirma não deixar de enxergar as cores, mas percebê-las de maneira diferente. Essa condição influenciou a parceria com Holly e o modo como o casal organiza a fazenda.

Os filhos também brincam com situações em que ele não identifica corretamente as tonalidades. A diferença visual foi incorporada à identidade do projeto, inclusive em um livro infantil relacionado à fazenda.

Fazenda ajudou a reconstruir propósito

Andrew relata conviver com transtorno de estresse pós-traumático ligado à antiga carreira. Para ele, o trabalho com a terra passou a ter um efeito terapêutico.

A possibilidade de acompanhar o desenvolvimento das plantas e construir um ambiente próprio trouxe uma nova relação com o trabalho. A agricultura tornou-se uma forma de produzir, receber pessoas e reorganizar a vida familiar.

Número de visitantes continuou crescendo

Segundo Andrew, a quantidade de visitantes dobrou ano após ano durante três anos consecutivos.

O avanço indica que a combinação entre campos floridos, participação do público e atividades familiares encontrou demanda. A fazenda passou a oferecer diferentes atrações durante as temporadas de tulipas e narcisos.

Legado está além da propriedade

Andrew deseja que os filhos acompanhem não apenas os resultados, mas também as pressões, riscos e decisões envolvidas na construção do negócio.

Eles presenciaram reuniões informais, dificuldades financeiras e a necessidade de começar do zero. Para o pai de seis filhos, esse aprendizado faz parte do legado que pretende deixar.

Família construiu o negócio em conjunto

Assista o vídeo

Holly afirma que a fazenda foi construída pelos dois e que nenhum deles conseguiria desenvolver o projeto sozinho.

A participação familiar aparece no planejamento das flores, na administração e na rotina dos campos. O empreendimento tornou-se uma combinação entre experiência profissional, trabalho agrícola e colaboração doméstica.

Mudança aproximou trabalho e vida pessoal

Ao deixar o ambiente corporativo, Andrew não abandonou jornadas exigentes. Ele substituiu um trabalho distante da família por uma atividade intensa realizada ao lado dela.

Essa proximidade permitiu que os filhos acompanhassem os riscos e as conquistas. A fazenda não eliminou os desafios, mas integrou a vida profissional à familiar de uma maneira que a rotina anterior não permitia.

Fileiras de flores simbolizam nova escolha

A trajetória começou com uma decisão tomada diante do esgotamento e da ausência dentro de casa. Anos depois, os campos de tulipas se tornaram o centro do novo projeto profissional.

O pai de seis filhos trocou semanas de 70 horas em um escritório por dias igualmente longos na terra, mas afirma ter encontrado proximidade, propósito e legado. Você deixaria uma carreira corporativa estável para construir um negócio que permitisse acompanhar mais de perto sua família? Conte sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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