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Pai viaja 700 km de Foz do Iguaçu a Campo Grande para doar o próprio rim à filha e o reencontro dos dois no hospital emociona a internet
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 27/08/2026 às 11:12
Atualizado em 27/08/2026 às 11:13
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Deoclécio Vechi, de 61 anos, percorreu mais de 700 quilômetros de Foz do Iguaçu a Campo Grande para doar um rim à filha Anna Laura, de 30 anos. O transplante ocorreu em 14 de dezembro de 2021, encerrou a hemodiálise dela e aproximou pai e filha após 14 anos separados.
Deoclécio Vechi, de 61 anos, saiu de Foz do Iguaçu, no Paraná, e percorreu mais de 700 quilômetros até Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, para doar um rim à filha, Anna Laura Barros Vechi, de 30 anos. Compatível e considerado apto para a doação, ele participou do transplante realizado na Santa Casa de Campo Grande.
Segundo reportagem publicada pelo Só Notícia Boa em 16 de agosto de 2023, assinada por Rinaldo de Oliveira, pai e filha haviam passado 14 anos sem convivência próxima, morando em cidades diferentes e se encontrando principalmente nas férias. Depois do transplante e da recuperação, um novo encontro entre os dois foi registrado em vídeo.
Pai e filha viviam separados por mais de 700 quilômetros
Deoclécio morava em Foz do Iguaçu, enquanto Anna Laura estava em Campo Grande.
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A distância superior a 700 quilômetros fez com que os encontros entre os dois fossem pouco frequentes ao longo dos anos.
Segundo a reportagem, a experiência do transplante fortaleceu novamente a convivência entre pai e filha.
Anna Laura foi diagnosticada com doença renal crônica em 2018
Anna Laura recebeu o diagnóstico de doença renal crônica em 2018.
A condição fez com que ela dependesse de sessões regulares de hemodiálise.
O transplante passou a representar a possibilidade de deixar esse tratamento e retomar uma rotina semelhante à que tinha anteriormente.
Hemodiálise exigia quatro horas, três vezes por semana
Antes da cirurgia, Anna Laura enfrentava uma rotina intensa de tratamento.
As sessões de hemodiálise duravam quatro horas e eram realizadas três vezes por semana.
“É um tratamento bastante exaustivo. Passava todo esse tempo sentada numa poltrona conectada à máquina”, relatou.
Família se ofereceu para participar da busca por um doador
Desde o início, familiares se colocaram à disposição para verificar a possibilidade de doação.
Anna Laura afirmou que já desconfiava de que o pai poderia ser compatível por terem o mesmo tipo sanguíneo e porque Deoclécio era saudável.
“Desde o início meus familiares se prontificaram a serem meus doadores, mas, ali eu já sabia que poderia ser o meu pai, por termos o mesmo tipo sanguíneo e ele ser uma pessoa saudável, atendendo às principais exigências”, afirmou.
Deoclécio tinha 61 anos e atendia aos critérios para doar
Deoclécio foi considerado compatível com a filha e atendia às exigências necessárias para seguir como doador.
Segundo a reportagem, ele era saudável, apresentava função renal normal e não tinha doenças que impedissem o procedimento.
Essas condições permitiram que o processo de transplante avançasse.
Anna Laura tinha receio de submeter o pai à cirurgia
A possibilidade de receber o rim de Deoclécio também gerava preocupação para a filha.
Anna Laura contou que preferia inicialmente que surgisse um órgão proveniente de um doador não vivo porque não queria expor o pai a uma cirurgia.
“Ele sempre quis, desde o início, ser meu doador. Falava muito que queira ser. Eu queria que aparecesse um órgão de doador não vivo, porque não queria submeter meu pai à cirurgia, me sentia muito responsável e preocupada”, lembrou.
Processo de transplante começou em 2019
Pai e filha estavam envolvidos no processo para realização do transplante pela Santa Casa de Campo Grande desde 2019.
A reportagem descreve o caminho como composto por várias etapas e marcado por procedimentos lentos e burocráticos.
O processo seguiu até que os dois estivessem preparados para a cirurgia.
Transplante foi realizado em 14 de dezembro de 2021
A cirurgia aconteceu em 14 de dezembro de 2021, na Santa Casa de Campo Grande.
Segundo a família, o transplante renal foi bem-sucedido.
Depois do procedimento, tanto Deoclécio quanto Anna Laura seguiram bem de saúde.
Novo rim permitiu encerrar sessões de hemodiálise
O resultado do transplante mudou diretamente a rotina de Anna Laura.
Com a cirurgia bem-sucedida, ela conseguiu encerrar o ciclo de sessões de hemodiálise que fazia três vezes por semana.
Desde o transplante, segundo a reportagem, Anna Laura passou a conseguir levar uma vida saudável.
Anna Laura voltou a Foz do Iguaçu depois da recuperação
Após o período necessário para recuperação da cirurgia, Anna Laura viajou para visitar o pai em Foz do Iguaçu.
O encontro entre os dois foi registrado em vídeo.
As imagens mostram pai e filha se abraçando depois de terem atravessado juntos o processo de transplante.
Experiência reforçou campanha de Anna Laura pela doação de órgãos
Depois da cirurgia, Anna Laura passou a intensificar seu incentivo à doação de órgãos.
“Avisem seus familiares em vida. Doem órgãos. Salve uma vida. Esse é um dos maiores gestos de amor que você pode fazer”, declarou.
A mensagem foi divulgada após ela própria receber um rim do pai e deixar a hemodiálise.
Pai e filha seguem bem após transplante
Deoclécio e Anna Laura estavam bem e com saúde quando a história foi publicada em agosto de 2023.
O transplante realizado em dezembro de 2021 permitiu que Anna Laura deixasse a hemodiálise, enquanto a experiência aproximou pai e filha depois de anos vivendo em cidades separadas.
Para você, histórias como a de Deoclécio e Anna Laura ajudam a ampliar a conscientização sobre a importância da doação de órgãos? Deixe sua opinião nos comentários.
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doação de rim de pai para filha
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

