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Para aproveitar melhor cada gota de combustível, Omoda e Jaecoo criam motor híbrido com injeção de até 350 bar, 143 cv e eficiência térmica máxima declarada de 44,5%

Para aproveitar melhor cada gota de combustível, Omoda e Jaecoo criam motor híbrido com injeção de até 350 bar, 143 cv e eficiência térmica máxima declarada de 44,5%

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Para aproveitar melhor cada gota de combustível, Omoda e Jaecoo criam motor híbrido com injeção de até 350 bar, 143 cv e eficiência térmica máxima declarada de 44,5%

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 29/08/2026 às 23:39

Atualizado em 29/08/2026 às 23:40

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Propulsor de 1,5 litro pesa 106 kg, utiliza ciclo Deep Miller e injeção direta de até 350 bar para trabalhar com sistemas híbridos convencionais e plug-in

O motor híbrido 1.5 TGDI desenvolvido para o sistema SHS da Omoda & Jaecoo entrega 143 cv e 215 Nm, pesa 106 kg e, segundo a fabricante, alcança eficiência térmica máxima de 44,5%. O propulsor equipa diferentes SUVs eletrificados das duas marcas, incluindo modelos híbridos convencionais e plug-in.

Denominado internamente H4J15, o motor a gasolina pertence à quinta geração da família DHE, sigla em inglês para motor dedicado a sistemas híbridos. O bloco foi projetado para funcionar em conjunto com motores elétricos, bateria e transmissão híbrida, em vez de ser uma mecânica convencional posteriormente adaptada à eletrificação.

Conforme o comunicado oficial da Omoda & Jaecoo, publicado em 25 de agosto de 2026, o propulsor pode atuar em sistemas que combinam funcionamento em série e em paralelo. A estratégia utilizada depende da arquitetura do veículo e das condições de condução.

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Motor híbrido tem 1.498 cm³ e bloco de alumínio

O H4J15 é um motor de quatro cilindros com 1.498 cm³, turbocompressor e injeção direta de gasolina. A potência máxima declarada é de 105 kW, equivalente a 143 cv, atingida a 5.200 rpm. O torque máximo chega a 215 Nm a 2.500 rpm.

A potência específica é de aproximadamente 70 kW por litro. O conjunto mede 567 milímetros de comprimento, 607 milímetros de largura e 671 milímetros de altura.

A fabricante informa que o emprego de liga de alumínio e o trabalho de redução de massa permitiram limitar o peso do motor a 106 kg. O diâmetro dos cilindros é de 72 milímetros, enquanto o curso dos pistões chega a 92 milímetros.

O propulsor também apresenta relação de compressão de 14,5:1. Essa característica trabalha em conjunto com tecnologias voltadas ao controle da combustão, da temperatura e das perdas mecânicas.

Eficiência de 44,5% é índice declarado pela fabricante

O principal número apresentado pela Omoda & Jaecoo é a eficiência térmica máxima de 44,5%. Esse índice representa a parcela da energia presente no combustível que o motor consegue transformar em trabalho mecânico útil, enquanto o restante é perdido principalmente na forma de calor, atrito e gases de escape.

Os 44,5% são um dado declarado pelo próprio grupo Chery. A página internacional do sistema Chery Super Hybrid também apresenta o H4J15 como um motor ACTECO de quinta geração, com 105 kW de potência e 215 Nm de torque.

A empresa atribui esse desempenho ao ciclo Deep Miller, que busca ampliar o aproveitamento da expansão dos gases no interior dos cilindros e reduzir perdas durante a compressão. O funcionamento é combinado com turbocompressor de alta eficiência e controle variável das válvulas de admissão e escape.

O sistema de combustão i-HEC utiliza injeção direta com pressão de até 350 bar e ignição de alta energia de 120 mJ. Segundo a marca, essas soluções favorecem uma pulverização mais fina e homogênea do combustível.

O motor também conta com recirculação refrigerada dos gases de escape, gerenciamento inteligente de temperatura, fornecimento variável de óleo, intercooler refrigerado a água e coletor de escape integrado ao cabeçote.

Funcionamento muda conforme velocidade e carga da bateria

Dentro do sistema Super Hybrid System, o motor a combustão não permanece necessariamente ligado durante todo o percurso. Em velocidades mais baixas, o veículo pode priorizar a propulsão elétrica, dependendo do modelo e da carga disponível na bateria.

Quando entra em funcionamento, o H4J15 pode gerar eletricidade, colaborar com o motor elétrico ou enviar força diretamente às rodas. A central eletrônica escolhe a configuração levando em consideração fatores como velocidade, necessidade de potência e nível de carga.

A Autonoción destaca que o projeto busca manter o motor térmico por mais tempo nas faixas em que trabalha com maior eficiência. Essa integração é especialmente importante em automóveis híbridos, nos quais o propulsor a gasolina pode ligar, desligar e alterar seu regime com frequência.

Propulsor equipa híbridos convencionais e plug-in

O H4J15 é utilizado com transmissões híbridas dedicadas de uma ou três relações. Na configuração 1DHT, aparece nos Omoda 5 SHS, Omoda 7 SHS, Jaecoo 5 SHS e Jaecoo 7 SHS.

A transmissão 3DHT, de três relações, é destinada aos modelos maiores e plug-in, como Omoda 9 SHS e Jaecoo 8 SHS. Portanto, embora o motor esteja presente na ofensiva de híbridos convencionais das marcas, sua aplicação não se limita aos veículos que dispensam recarga externa.

O desenvolvimento reúne a experiência da ACTECO, empresa de sistemas de propulsão ligada ao grupo Chery Auto. A fabricante chinesa começou a produzir motores próprios em 1999 e posteriormente expandiu sua atuação para transmissões híbridas, sistemas elétricos e outras tecnologias de propulsão.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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