Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Parecem pedras comuns, mas estas formações vivas na Austrália guardam uma história de mais de 3 bilhões de anos

Parecem pedras comuns, mas estas formações vivas na Austrália guardam uma história de mais de 3 bilhões de anos

3 min de leitura

Parecem pedras comuns, mas estas formações vivas na Austrália guardam uma história de mais de 3 bilhões de anos

Escrito por Andriely Medeiros de Araújo

Publicado em 12/08/2026 às 19:54

Curiosidades

Canal

Descubra como os estromatólitos vivos na Austrália preservam processos microbianos milenares e ajudam a contar a história do oxigênio na Terra. Imagem meramente ilustrativa gerada por IA.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Descubra como os estromatólitos vivos na Austrália preservam processos microbianos milenares e ajudam a contar a história do oxigênio na Terra.

Em águas rasas e hipersalinas de Shark Bay, na Austrália, formações conhecidas como estromatólitos assemelham-se a pedras comuns, mas mantêm um crescimento lento impulsionado por comunidades de cianobactérias.

Essas estruturas calcárias preservam um tipo de construção microbiana com equivalentes no registro geológico de mais de 3 bilhões de anos, revelando como a atividade desses microrganismos transformou profundamente a química e a atmosfera do planeta ao longo dos séculos.

Ecossistemas em miniatura e organização interna

As formações rochosas de Hamelin Pool estão longe de serem estruturas uniformes de calcário. Na verdade, apresentam uma organização em camadas, onde diferentes microrganismos ocupam espaços conforme as condições ambientais.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

A quantidade de luz, o oxigênio disponível e a presença de nutrientes determinam a distribuição dessas comunidades.

Entre elas estão bactérias capazes de utilizar comprimentos de onda incomuns da luz para produzir energia, característica destacada por pesquisas do National Institutes of Health.

Descubra como os estromatólitos vivos na Austrália preservam processos microbianos milenares e ajudam a contar a história do oxigênio na Terra. Imagem meramente ilustrativa gerada por IA.

Fatores de sobrevivência e ameaças ambientais atuais

A abundância dessas estruturas diminuiu globalmente há cerca de 600 milhões de anos devido ao aparecimento de animais pastadores.

Na região da Austrália, contudo, a alta salinidade da água ajudou a afastar predadores e permitiu a preservação dessas relíquias naturais.

Apesar da resistência milenar, o equilíbrio atual depende de fatores como temperatura, pH e estabilidade da salinidade costeira.

Alterações provocadas pelo homem ou variações ambientais colocam em risco essa verdadeira biblioteca viva sobre a origem do oxigênio na Terra, cuja área de Shark Bay foi reconhecida como Patrimônio Mundial da UNESCO em 1991.

O impacto das cianobactérias na atmosfera terrestre

Há cerca de 2,4 bilhões de anos, a Terra passou por uma das transformações mais importantes de sua história: o Grande Evento de Oxigenação.

O fenômeno foi resultado do acúmulo gradual de oxigênio na atmosfera e nos oceanos, alterando profundamente as condições ambientais do planeta.

Esse oxigênio era produzido por cianobactérias por meio da fotossíntese oxigênica, processo que utiliza água e luz solar para gerar energia e liberar o gás. Antes disso, a atmosfera terrestre continha quantidades muito reduzidas de oxigênio livre.

A maior presença de oxigênio modificou ecossistemas que antes não dependiam desse gás, estimulou a criação da camada de ozônio e favoreceu o aparecimento de seres vivos com estruturas biológicas mais elaboradas.

Fonte

Revista Oeste


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

Sair da versão mobile