O ex-deputado estadual Ney Amorim, pré-candidato a deputado federal pelo MDB, declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 3,2 milhões ao registrar sua candidatura nas eleições de 2026. O valor representa um aumento de R$ 2,8 milhões em relação ao patrimônio informado na eleição de 2022, quando disputou uma vaga ao Senado e declarou possuir R$ 450 mil em bens.
Durante o período entre as duas eleições, Ney Amorim também ocupou cargo no governo do Acre como secretário de Estado de Esportes, durante a gestão do ex-governador Gladson Cameli. Os dados da declaração de bens estão disponíveis no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O patrimônio declarado pelo candidato em 2026 está concentrado em dois imóveis. O principal bem é uma casa com 417,6 metros quadrados, avaliada em R$ 2,9 milhões. O segundo imóvel, também uma casa, possui 405 metros quadrados e foi declarado pelo valor de R$ 350 mil.
Ney Amorim, cujo nome completo é Joziney Alves Amorim, tem 49 anos, é natural de Rio Branco, empresário, possui ensino superior completo e disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo MDB. A candidatura aparece no sistema do TSE como “aguardando julgamento”.
O limite legal de gastos para a campanha de deputado federal no Acre, no primeiro turno, é de R$ 3,17 milhões, conforme informado pelo TSE.
Na eleição de 2022, quando concorreu ao Senado pelo Podemos, Ney Amorim declarou patrimônio de R$ 450 mil, formado por uma participação societária na empresa Madeira e Amorim Ltda., no valor de R$ 100 mil, e um imóvel residencial localizado na zona rural de Rio Branco, avaliado em R$ 350 mil.
Naquela campanha, o candidato informou ter recebido R$ 1,72 milhão em recursos, sendo R$ 1,724 milhão repassados pelo diretório nacional do Podemos. As despesas declaradas totalizaram praticamente o mesmo valor.
Entre os principais gastos registrados estavam publicidade com materiais impressos, que consumiu R$ 770,6 mil, produção de programas de rádio, televisão ou vídeo, com R$ 253,1 mil, serviços advocatícios de R$ 200 mil, além de atividades de militância e mobilização de rua.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

