Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Patrões se impressionam com jovem brasileiro que conciliava trabalho e estudos e decidem financiar sua entrada na faculdade nos Estados Unidos

Pesquisadores criam laser capaz de carregar drones durante o voo, sem necessidade de pouso

4 min de leitura

Patrões se impressionam com jovem brasileiro que conciliava trabalho e estudos e decidem financiar sua entrada na faculdade nos Estados Unidos

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 06/08/2026 às 09:09

Atualizado em 06/08/2026 às 09:10

Curiosidades

Canal

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Ao descobrir que Thalles pensava em deixar a empresa de fast food para trabalhar na construção civil, os patrões passaram a reservar dinheiro por cada hora trabalhada, financiaram três anos de faculdade comunitária e ajudaram o brasileiro que chegou aos EUA sem falar inglês a avançar até Yale.

A aprovação de Thalles Winner DeSouza em Yale já havia chamado atenção no Brasil, mas novas informações revelam o papel decisivo desempenhado pelos proprietários da empresa de fast food onde ele trabalhava nos Estados Unidos.

Quando Thalles cogitou abandonar o emprego para receber um salário maior na construção civil, os empresários Usama El-Sehrawey e Ernest Smily apresentaram outra possibilidade: ele continuaria trabalhando enquanto uma quantia adicional seria reservada por cada hora cumprida.

Como mostrou o nypost, o dinheiro acumulado foi suficiente, segundo os relatos divulgados, para financiar três anos de estudos no Cape Cod Community College, em Massachusetts. O apoio permitiu que o brasileiro avançasse academicamente antes de passar pelo Bunker Hill Community College e conquistar a transferência para Yale.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

O Click Petróleo e Gás já havia contado a trajetória de Thalles em junho de 2026, destacando sua mudança do Rio de Janeiro para os Estados Unidos, a chegada sem falar inglês e a bolsa integral conquistada em Yale. A nova repercussão acrescenta informações que não apareciam naquela publicação, especialmente como os patrões financiaram sua entrada na faculdade e acompanharam sua evolução.

Jovem pensava em deixar empresa de fast food

Thalles começou a trabalhar na empresa de fast food ainda adolescente. Durante o ensino médio, recebeu novas responsabilidades e chegou ao cargo de gerente de turno.

Mesmo com a promoção, ele ainda enfrentava dificuldades para financiar os estudos. A possibilidade de trabalhar na construção civil surgiu porque a atividade poderia oferecer uma remuneração maior e permitir que ele começasse a guardar dinheiro para frequentar uma faculdade.

A decisão chegou ao conhecimento de Usama El-Sehrawey e Ernest Smily, responsáveis por sete unidades da empresa de fast food nas regiões de Cape Cod e Plymouth, em Massachusetts.

El-Sehrawey relatou que, ao ouvir os planos do funcionário, ofereceu uma alternativa. Caso Thalles permanecesse no emprego, os empresários garantiriam apoio para que ele entrasse na faculdade.

A proposta mudou o caminho planejado pelo jovem. Em vez de deixar a empresa em busca de um salário maior, ele continuou trabalhando enquanto os proprietários passaram a separar dinheiro para sua formação.

Dinheiro era reservado por cada hora trabalhada

O modelo de ajuda não consistia apenas em uma contribuição isolada. De acordo com o relato divulgado nos Estados Unidos, uma quantia adicional era reservada por cada hora trabalhada por Thalles.

Ao longo do período, o valor acumulado cobriu três anos de mensalidades no Cape Cod Community College. A quantia total destinada pelos empresários não foi informada publicamente.

Essa ajuda é diferente do auxílio financeiro que Thalles recebeu posteriormente para estudar em Yale. Os patrões financiaram sua passagem pela faculdade comunitária, etapa que permitiu ao estudante construir o histórico acadêmico usado posteriormente no processo de transferência.

Em uma publicação pessoal, Thalles afirmou que não compreendia, naquele momento, quanto a oportunidade mudaria sua vida. Ele atribuiu aos empresários a abertura de uma porta que influenciou toda a sua trajetória educacional.

Ernest Smily morreu antes de acompanhar pessoalmente a aprovação em Yale. Na imagem divulgada recentemente, Thalles aparece ao lado de Usama El-Sehrawey e Terry Smily, filho de Ernest, enquanto os dois empresários seguram camisetas da universidade.

Notas máximas e dois anos na liderança estudantil

Os novos relatos também detalham o desempenho de Thalles no Cape Cod Community College. Segundo a reportagem norte-americana, ele obteve notas máximas, criou um grupo religioso no campus e exerceu a presidência do governo estudantil durante dois anos.

Essas atividades ampliaram sua experiência para além das salas de aula. Depois da passagem pela instituição, o brasileiro estudou durante um ano no Bunker Hill Community College, também em Massachusetts.

Foi após essa sequência que ele apresentou sua candidatura para entrar em Yale como aluno transferido. A confirmação da admissão ocorreu em maio de 2026 e foi comemorada com familiares.

A primeira matéria publicada pelo CPG já informava que Thalles havia conciliado estudos com diferentes atividades profissionais durante sua adaptação aos Estados Unidos. O relato recente esclarece que o trabalho na empresa de fast food não representou apenas uma fonte de renda, mas também deu origem ao apoio que financiou os primeiros anos de sua formação superior.

Encontro marcou agradecimento aos patrões

Ao reencontrar os responsáveis pela ajuda, Thalles agradeceu nominalmente a Usama El-Sehrawey, ao falecido Ernest Smily, a Terry Smily e aos demais integrantes da família.

O brasileiro afirmou que a generosidade dos empresários abriu uma oportunidade que transformou sua vida. Também destacou que o apoio surgiu porque pessoas ligadas ao seu trabalho reconheceram seu potencial e decidiram investir em sua educação.

El-Sehrawey, por sua vez, associou a decisão ao esforço demonstrado pelo jovem para aprender inglês, trabalhar e estudar após chegar aos Estados Unidos.

A aprovação em Yale continua sendo o resultado mais visível da trajetória. A informação revelada agora mostra o que aconteceu antes dela: quando Thalles estava prestes a deixar uma empresa de fast food para trabalhar na construção civil, seus patrões criaram uma forma de financiar seus estudos e garantiram três anos de faculdade comunitária.

Tags


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

Sair da versão mobile