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Pedreiro aposentado teria criado máquina que transforma folhas e galhos em tijolos ecológicos para construir casas, mas decomposição da matéria orgânica pode limitar a invenção

Pedreiro aposentado teria criado máquina que transforma folhas e galhos em tijolos ecológicos para construir casas, mas decomposição da matéria orgânica pode limitar a invenção

4 min de leitura

Pedreiro aposentado teria criado máquina que transforma folhas e galhos em tijolos ecológicos para construir casas, mas decomposição da matéria orgânica pode limitar a invenção

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 08/08/2026 às 21:13

Ciência e Tecnologia

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Bloco ecológico com fibras vegetais ilustra a proposta de reaproveitar folhas, galhos e resíduos de poda na construção civil.

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Máquina divulgada nas redes sociais promete transformar restos de poda em blocos sustentáveis, porém composição vegetal levanta dúvidas sobre resistência e durabilidade.

Uma história envolvendo tijolos ecológicos produzidos com folhas e galhos de árvores ganhou destaque recentemente nas redes sociais.

Segundo o relato compartilhado na internet, um pedreiro aposentado teria desenvolvido uma máquina capaz de transformar restos vegetais triturados em blocos para construção.

A proposta despertou curiosidade por reunir reaproveitamento de resíduos, baixo custo e preocupação ambiental.

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Especialistas, porém, apontam um detalhe técnico importante: folhas e galhos possuem matéria orgânica e podem se decompor ao longo do tempo.

Esse processo pode comprometer a resistência dos blocos e limitar sua aplicação segura na construção de casas.

Máquina chama atenção pelo reaproveitamento de restos de poda

A ideia apresentada nas redes sociais parte de um problema bastante conhecido: o descarte de resíduos provenientes da poda de árvores.

Folhas e pequenos galhos seriam triturados e posteriormente utilizados na fabricação dos chamados tijolos “naturebas”.

O conceito ganhou repercussão justamente porque permitiria transformar um material descartado em um possível componente da construção civil.

A proposta também passou a ser associada à redução de resíduos e à busca por alternativas de menor impacto ambiental.

Matéria orgânica representa o principal desafio técnico

O ponto mais delicado da ideia aparece na própria composição dos blocos.

Folhas e galhos são materiais orgânicos, portanto passam naturalmente por processos de degradação.

Umidade também pode favorecer a ação de fungos e bactérias.

A exposição prolongada a essas condições pode acelerar a decomposição e alterar as características do material.

A resistência necessária para uma construção residencial, dessa maneira, pode acabar comprometida.

O uso de resíduos vegetais como componente principal exige, portanto, cuidados técnicos antes de qualquer aplicação estrutural.

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Viviane Alves

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Tijolo ecológico já existe na construção civil

A discussão não significa que tijolos ecológicos sejam apenas uma ideia experimental.

Um dos modelos conhecidos na construção civil é o bloco de solo-cimento.

Esse material utiliza principalmente solo adequado, cimento e água em proporções controladas.

Máquinas realizam a prensagem da mistura durante a fabricação.

Os blocos seguem posteriormente para um período de cura.

Esse processo permite produzir o material sem utilizar fornos para realizar a queima, reduzindo uma etapa de elevado consumo energético.

Solo-cimento segue critérios técnicos de fabricação

Referências acadêmicas da Universidade do Oeste de Santa Catarina já descreviam, em 2018, a produção de tijolos por meio da compactação de solo, cimento e água.

Estudos da Universidade Federal da Grande Dourados também descrevem procedimentos envolvendo prensagem e cura desse tipo de bloco.

A fabricação aparece ainda relacionada à ABNT NBR 10833:2012, voltada à produção de componentes de solo-cimento por prensagem.

Esses critérios ajudam a diferenciar um material tecnicamente consolidado de propostas experimentais baseadas principalmente em resíduos vegetais.

Matéria orgânica faz diferença na composição

A escolha do solo utilizado na fabricação do tijolo de solo-cimento precisa seguir características adequadas.

Materiais técnicos sobre essa tecnologia destacam a importância de controlar sua composição.

A presença de matéria orgânica representa justamente uma diferença importante quando a tecnologia é comparada aos blocos feitos predominantemente com folhas e galhos.

Solo, cimento, água, prensagem e cura formam a base do modelo conhecido de tijolo ecológico.

Resíduos vegetais, por outro lado, continuam sujeitos aos efeitos naturais da decomposição.

Ideia sustentável ainda enfrenta obstáculo para chegar às casas

A história atribuída ao pedreiro aposentado chama atenção principalmente pela tentativa de encontrar uma nova finalidade para restos de poda.

O conceito também amplia a discussão sobre sustentabilidade e reaproveitamento de materiais dentro da construção civil.

O desafio técnico, entretanto, está na durabilidade.

Um material destinado à construção precisa preservar resistência e estabilidade durante longos períodos, mesmo quando exposto às condições ambientais.

A decomposição das folhas e dos galhos representa justamente o detalhe que pode limitar a proposta apresentada nas redes sociais.

O desenvolvimento de tijolos sustentáveis mostra que alternativas de menor impacto ambiental são possíveis.

A viabilidade de cada solução, porém, depende de composição adequada, controle técnico e resistência compatível com sua utilização.

Você usaria em sua casa um tijolo produzido com folhas e galhos ou preferiria um bloco ecológico de solo-cimento já conhecido na construção civil?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

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