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Pescador de 31 anos entra em cenote no México, perde a saída e passa 15 dias preso a mais de 100 metros de profundidade, no escuro e sem comida, até ser encontrado vivo após sobreviver em uma câmara de ar e beber água que passava pela caverna
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 21/08/2026 às 06:18
Atualizado em 21/08/2026 às 06:19
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Erasto Crisanto Valdez, de 31 anos, desapareceu em 23 de julho após entrar em um cenote de San Francisco La Paz, no México. Perdido a mais de 100 metros de profundidade, passou 15 dias sem comida, respirando em uma câmara de ar e bebendo água da caverna até ser resgatado.
Erasto Crisanto Valdez, de 31 anos, entrou em um cenote enquanto pescava com o pai em San Francisco La Paz, no México, e não conseguiu encontrar o caminho de volta. O pescador permaneceu desaparecido durante 15 dias, em um ambiente sem luz e a mais de 100 metros de profundidade, até ser localizado vivo em 7 de agosto.
Segundo reportagem publicada pelo ND Mais, com informações atribuídas ao governo municipal de Uxpanapa e a veículos mexicanos, Valdez desapareceu em 23 de julho. Durante o período em que ficou preso, não tinha comida e perdeu a noção do tempo, mas encontrou uma câmara de ar onde conseguia respirar e bebeu água que passava pela caverna.
Erasto desapareceu em 23 de julho enquanto pescava com o pai
Erasto estava acompanhado do pai quando entrou na água de um cenote em San Francisco La Paz. O local é uma cavidade natural formada pelo colapso de rochas calcárias e que expõe águas subterrâneas.
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Depois de entrar, o pescador tentou retornar, mas perdeu a orientação dentro da caverna. Mais tarde, já no hospital, contou que permaneceu nadando enquanto procurava uma saída.
Pescador tentou voltar, mas não encontrou mais o caminho
Erasto relatou que percebeu o problema quando tentou retornar pelo trajeto utilizado anteriormente. “Quando virei, não consegui encontrar a saída”, contou.
A partir daquele momento, uma pescaria se transformou em um desaparecimento que mobilizaria equipes durante duas semanas. Sem conseguir sair por conta própria, ele permaneceu no interior da formação subterrânea.
Busca mobilizou equipes por terra, rio e ar
O desaparecimento levou à organização de uma operação envolvendo diferentes frentes de busca. Equipes atuaram em terra, no rio e pelo ar enquanto tentavam localizar o pescador.
Segundo o governo municipal de Uxpanapa, participaram dos trabalhos a Proteção Civil do México, a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria da Marinha-Militar.
Erasto foi encontrado apenas em 7 de agosto
As buscas terminaram em 7 de agosto, 15 dias depois do desaparecimento. Erasto foi encontrado ainda dentro da mesma caverna em que havia se perdido.
O governo municipal informou que ele estava a mais de 100 metros de profundidade. Imagens divulgadas pelas autoridades mostraram o pescador sendo retirado em uma maca e transportado por integrantes das equipes por uma área montanhosa.
Câmara de ar permitiu que pescador continuasse respirando
A sobrevivência durante tantos dias foi explicada pelo próprio Erasto depois do resgate. Dentro da caverna, ele encontrou uma câmara de ar.
Esse espaço permitia que permanecesse com acesso ao ar enquanto estava preso no interior do cenote. O local tornou-se essencial durante o período em que ele não conseguia identificar uma rota de saída.
Água que passava pela caverna virou única fonte para beber
Erasto não tinha comida durante os 15 dias em que permaneceu desaparecido. Ele relatou, porém, que havia água passando pela caverna.
Quando sentia sede ou fome, bebia essa água. Não foi informado que ele tivesse acesso a qualquer outro alimento durante o período em que permaneceu preso.
Escuridão impediu pescador de distinguir dia e noite
O interior da caverna permanecia completamente escuro. Erasto afirmou que não conseguia enxergar e que uma das poucas referências que possuía era o som do lago.
A falta absoluta de luz retirou também qualquer percepção normal da passagem dos dias. Sem conseguir distinguir manhã, tarde ou noite, ele perdeu a noção de quanto tempo havia permanecido no local.
Quinze dias pareceram apenas três para Erasto
Foto: Gobierno Municipal de Uxpanapa 2026-2029/Facebook
A percepção de tempo do pescador ficou tão alterada que os 15 dias vividos no interior do cenote lhe pareceram aproximadamente três.
“Não sei como passei aqueles 15 dias lá dentro”, afirmou depois de ser retirado. A diferença entre o tempo real e aquilo que percebeu ocorreu enquanto permanecia sem referências externas de luminosidade.
Resgate retirou pescador de região com mais de 100 metros de profundidade
Depois de localizar Erasto, as equipes precisaram realizar a retirada do local onde ele havia permanecido durante as buscas.
As imagens divulgadas pelas autoridades registraram o homem em uma maca durante o transporte por uma região montanhosa. O resgate encerrou a operação iniciada após seu desaparecimento em 23 de julho.
Erasto apresentava desidratação grave depois dos 15 dias
Quando foi encontrado, o pescador estava vivo, mas apresentava desidratação grave, conforme informações atribuídas aos veículos mexicanos Excélsior e La Jornada.
Erasto foi encaminhado a um hospital local e permaneceu sob cuidados médicos. Informações mais detalhadas sobre suas condições de saúde foram mantidas em sigilo pelas autoridades.
Hospital recebeu pescador após resgate em 7 de agosto
O atendimento hospitalar começou logo após a retirada do cenote. A prioridade passou a ser acompanhar a recuperação do homem depois de 15 dias desaparecido e sem alimentação.
As autoridades não divulgaram um boletim detalhado sobre sua evolução clínica. A informação confirmada foi que ele havia sido encontrado com vida e levado para receber atendimento.
Pescador voltou para a família depois de 15 dias de buscas
O resgate de Erasto Crisanto Valdez encerrou uma procura que começou em 23 de julho e terminou em 7 de agosto. Aos 31 anos, ele foi localizado a mais de 100 metros de profundidade depois de permanecer sem comida, no escuro e sem conseguir encontrar a saída.
A câmara de ar encontrada dentro da formação permitiu que respirasse, enquanto a água presente na caverna serviu como fonte de hidratação durante o período. Depois da retirada, Erasto foi levado ao hospital e permaneceu sob cuidados médicos.
Na sua opinião, áreas naturais como cenotes e cavernas deveriam ter mais controle de acesso e medidas de segurança para reduzir o risco de acidentes desse tipo? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

