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Petrobras descobre hidrocarbonetos a 175 km do Amapá e reforça estratégia na margem equatorial com operação liberada pelo Ibama, enquanto Magda Chambriard afirma potencial de novas reservas após perfuração de 2.886 metros no poço Morpho, exigindo sondas avançadas e grandes investimentos na exploração

Petrobras descobre hidrocarbonetos a 175 km do Amapá e reforça estratégia na margem equatorial com operação liberada pelo Ibama, enquanto Magda Chambriard afirma potencial de novas reservas após perfuração de 2.886 metros no poço Morpho, exigindo sondas avançadas e grandes investimentos na exploração

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Petrobras descobre hidrocarbonetos a 175 km do Amapá e reforça estratégia na margem equatorial com operação liberada pelo Ibama, enquanto Magda Chambriard afirma potencial de novas reservas após perfuração de 2.886 metros no poço Morpho, exigindo sondas avançadas e grandes investimentos na exploração

Escrito por Paulo Nogueira

Publicado em 29/08/2026 às 15:10

Atualizado em 29/08/2026 às 15:26

Petróleo e Gás

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A descoberta no poço Morpho, no Amapá

A Petrobras confirmou a descoberta de hidrocarbonetos em águas ultra profundas na costa do Amapá, resultado obtido no poço exploratório Morpho, identificado tecnicamente como 1-BRSA-1405-APS. O poço está no bloco FZA-M-59, a 175 km da costa do estado, segundo comunicado da Petrobras.

Na operação, a lâmina d’água é de 2.886 metros, o que coloca o Morpho entre os poços mais desafiadores já perfurados pela companhia fora do eixo tradicional de Santos e Campos. Esse nível de profundidade exige sondas de última geração e equipes especializadas em operações de águas ultra profundas, já indicando o porte do investimento destinado a essa frente exploratória.

O anúncio foi feito pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante coletiva de imprensa. Na ocasião, a executiva apresentou os primeiros resultados da perfuração e reforçou o compromisso da estatal com a exploração da região, tratada como uma nova fronteira de reservas para o país.

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Você provavelmente já ouviu falar da margem equatorial brasileira como a área mais promissora do petróleo nacional depois do pré-sal. A descoberta no Amapá é a primeira confirmação prática dessa aposta em uma bacia que a Petrobras vinha monitorando por anos, mas onde ainda não existia certeza sobre a presença comercial de hidrocarbonetos.

Por que a descoberta reforça a estratégia da Petrobras

A margem equatorial se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e é vista pela Petrobras como o principal vetor de crescimento da produção nas próximas décadas, à medida que os campos do pré-sal amadurecem e começam a apresentar declínio natural de vazão. Confirmar hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59 dá à companhia um argumento concreto para acelerar a exploração numa área ainda pouco testada, se comparada às bacias de Santos e Campos.

Para o Brasil, o resultado impacta diretamente a política de reservas de petróleo, hoje fortemente concentradas no pré-sal. Uma descoberta confirmada em uma nova bacia amplia o horizonte de produção do país no médio e longo prazo e pode atrair investimento de outras empresas para blocos vizinhos na mesma região da margem equatorial.

A operação também é um teste de licenciamento ambiental em uma área sensível. A perfuração do poço Morpho só foi possível após o Ibama conceder a licença necessária, um processo que foi alvo de debate público pela proximidade da foz do Rio Amazonas e de áreas de preservação ambiental na costa do Amapá.

Esse licenciamento é acompanhado de perto pelo mercado porque define se a Petrobras conseguirá avançar em outros blocos da mesma bacia com a mesma velocidade. Um resultado positivo no Morpho tende a fortalecer o argumento da companhia de que é possível conciliar exploração em águas ultra profundas com controle ambiental na região amazônica.

Cronograma, licenciamento e o que ainda falta confirmar

Segundo a Petrobras, a perfuração do poço Morpho começou em 20 de outubro de 2025, logo após a liberação da licença pelo Ibama, e deve durar aproximadamente cinco meses, conforme detalhado em nota técnica publicada pela companhia sobre a perfuração em águas profundas do Amapá.

O prazo é considerado longo mesmo para os padrões da indústria offshore, reflexo direto da lâmina d’água de quase 2.900 metros e da complexidade geológica de uma região ainda pouco mapeada pela companhia. Cada etapa da perfuração em profundidade extrema demanda mais tempo de coleta de dados e testes de segurança antes de qualquer avaliação conclusiva sobre o reservatório.

Até a publicação deste texto, a Petrobras não detalhou o volume estimado de reservas encontradas no bloco FZA-M-59 nem o custo total das operações realizadas até agora. Esses dois pontos, os mais aguardados pelo mercado, dependem de etapas adicionais de avaliação que a companhia costuma divulgar após testes complementares de produção.

Ainda assim, o material divulgado pela estatal já indica os próximos passos previstos: a coleta de dados deve seguir ao longo dos cinco meses de operação e, a partir dos resultados, a Petrobras decidirá se avança para uma fase de avaliação mais ampla da extensão do reservatório encontrado no Morpho.

Para o setor de óleo e gás no Brasil, o desfecho dessa avaliação vai indicar se a margem equatorial realmente entrega o volume de reservas que a Petrobras projeta para sustentar a produção nacional na próxima década. Até lá, a descoberta no Amapá segue como o primeiro sinal concreto de que a aposta da estatal fora do pré-sal pode dar resultado.

Mais detalhes sobre a descoberta, incluindo a coletiva de imprensa completa conduzida por Magda Chambriard, estão disponíveis na Agência Petrobras, canal oficial usado pela empresa para divulgar atualizações sobre a operação no Amapá.

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Fontes

Petrobras faz nova descoberta de gás natural em águas profundas na Colômbia

Em 20 anos, pré-sal levou país a um salto tecnológico. Margem Equatorial é a nova aposta

Petrobras descobre hidrocarbonetos em águas ultra profundas na costa do Amapá

Perguntas e respostas sobre a perfuração em águas profundas do Amapá

VÍDEO – Coletiva de imprensa sobre a descoberta de petróleo em águas profundas do Amapá, na margem equatorial brasileira


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

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