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Petrobras encontra nova acumulação de gás a 1.251 metros de profundidade na Colômbia, perto de Sirius e Copoazu, e descoberta no poço Sandia-1 reforça potencial de uma área que já concentra sucessivos achados em águas profundas
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 03/08/2026 às 11:10
Atualizado em 03/08/2026 às 11:39
Petróleo e Gás
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Poço Sandia-1 fica a cerca de 42 quilômetros da costa colombiana, integra o bloco GUA-OFF-0 e amplia os indícios sobre o potencial de gás natural da região.
Uma nova descoberta de gás natural ampliou a atenção sobre a atuação da Petrobras em águas profundas da Colômbia.
A companhia anunciou, em 3 de agosto de 2026, a identificação de uma acumulação de gás no poço exploratório Sandia-1.
O poço integra o bloco GUA-OFF-0 e está localizado a aproximadamente 42 quilômetros da costa colombiana.
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A operação ocorre em uma lâmina d’água de 1.251 metros, característica de atividades exploratórias realizadas em águas profundas.
Segundo a Petrobras, o resultado reforça os indícios de que essa região pode concentrar grandes volumes de gás natural.
A confirmação desse potencial, no entanto, ainda depende de análises técnicas e laboratoriais.
Caso os estudos confirmem a dimensão da descoberta, o gás poderá ampliar a oferta do combustível e contribuir para a segurança energética da Colômbia.
Descoberta fica perto de outros poços importantes da região
A localização do Sandia-1 chama atenção pela proximidade com outras descobertas realizadas anteriormente pela Petrobras.
O novo poço fica a cerca de 18 quilômetros de Sirius-1 e Sirius-2.
O Copoazu-1, por sua vez, está localizado a apenas 9 quilômetros de distância.
Essa concentração de poços em uma mesma área reforça, segundo a companhia, o potencial exploratório do bloco GUA-OFF-0.
A Petrobras considera esses resultados importantes para compreender melhor as características geológicas da região.
O Sandia-1 passa agora por uma nova etapa de avaliação.
Perfuração começou em junho e terminou no fim de julho
A perfuração do Sandia-1 começou em 12 de junho de 2026.
Os trabalhos avançaram durante junho e julho no bloco localizado em águas profundas colombianas.
A perfuração foi concluída em 29 de julho de 2026.
Poucos dias depois, em 3 de agosto de 2026, a Petrobras comunicou oficialmente a descoberta da acumulação de gás.
Os intervalos nos quais o gás foi identificado seguem em análise.
A Petrobras utiliza perfis de poço para avaliar os trechos encontrados durante a perfuração.
Estudos laboratoriais também serão realizados para determinar o volume e as propriedades da descoberta.
A dimensão efetiva da acumulação, portanto, ainda não foi definida.
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Viviane Alves
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Análises técnicas vão determinar características do gás
A descoberta representa apenas uma das etapas do processo exploratório.
A identificação inicial do gás precisa ser acompanhada por avaliações capazes de caracterizar a formação encontrada.
Os estudos previstos ajudarão a Petrobras a compreender melhor a quantidade de gás presente e suas características.
A companhia ainda não informou um volume definitivo para a acumulação.
Nenhuma projeção de produção foi apresentada até o momento.
A Petrobras também não divulgou prazo para uma eventual fase de desenvolvimento da descoberta.
Petrobras e Ecopetrol dividem participação no bloco
A operação do bloco ocorre por meio de uma parceria entre Petrobras e Ecopetrol.
A companhia brasileira participa do projeto através da Petrobras International Braspetro B.V. – Sucursal Colômbia, a PIB-COL.
A Petrobras atua como operadora do consórcio e possui 44,44% de participação.
A Ecopetrol detém os 55,56% restantes.
As duas empresas participam, dessa forma, das atividades exploratórias realizadas no GUA-OFF-0.
A Petrobras já mantém operações na Colômbia ligadas à exploração de petróleo e gás natural.
Descoberta reforça estratégia exploratória da Petrobras
A atuação no bloco faz parte da estratégia da Petrobras para recompor suas reservas de petróleo e gás natural.
A companhia busca novas áreas exploratórias enquanto mantém parcerias com outras empresas do setor.
A exploração de novas fronteiras aparece como uma das frentes utilizadas pela estatal nesse processo.
A Petrobras afirma que essa estratégia também considera a necessidade de atender à demanda global por energia durante a transição energética.
O Sandia-1 passa a integrar, portanto, o conjunto de descobertas realizadas pela companhia nessa região da Colômbia.
O que acontece agora com o poço Sandia-1
A próxima fase será concentrada na avaliação dos dados obtidos durante a perfuração.
Os estudos laboratoriais deverão esclarecer as propriedades do gás e ajudar na definição do volume identificado.
Os resultados também poderão ampliar o conhecimento sobre o potencial do bloco GUA-OFF-0.
A proximidade de Sandia-1, Sirius-1, Sirius-2 e Copoazu-1 torna essa área especialmente relevante para a estratégia exploratória da Petrobras.
A companhia considera que os resultados encontrados até agora reforçam os indícios de potencial para gás natural em águas profundas colombianas.
A definição sobre a importância efetiva da nova acumulação dependerá, porém, das próximas avaliações técnicas.
Você acredita que a nova descoberta de gás natural da Petrobras na Colômbia pode se tornar estratégica para ampliar a oferta de energia no país nos próximos anos?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

