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Petrobras ergueu o convés de 17 mil toneladas da plataforma P-55 a 47,6 metros em Rio Grande para encaixar o casco inteiro por baixo e reduzir meses de construção
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 06/08/2026 às 19:07
Petróleo e Gás
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A plataforma P-55 foi montada com uma operação de engenharia pesada que uniu casco e convés em terra, reduziu o cronograma e diminuiu os riscos para os trabalhadores
Como levantar 17 mil toneladas quase 48 metros sem um guindaste convencional? Essa foi a questão enfrentada durante a montagem da plataforma P 55, realizada em 2012 no município de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
Mammoet, empresa especializada em içamentos e movimentação de cargas pesadas, participou da operação que elevou o convés até 47,6 metros para permitir a entrada do casco inteiro por baixo.
A solução evitou que as duas partes fossem unidas no mar, reduziu meses do cronograma e diminuiu a necessidade de trabalho em grandes alturas. Para entender o tamanho do içamento, 47,6 metros podem ser comparados, apenas como ilustração, à altura aproximada de um edifício de 15 andares.
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Convés de 17 mil toneladas foi colocado no ar dentro de um dique
O convés da plataforma P 55, também chamado de bloco superior, pesava cerca de 17 mil toneladas. A estrutura foi construída no estaleiro de Rio Grande e precisava ser elevada para liberar espaço suficiente para o casco passar por baixo.
A operação ocorreu dentro de um dique, área usada para construir e preparar grandes embarcações e estruturas marítimas. Nesse espaço, os engenheiros conseguiram controlar melhor o posicionamento da carga e preparar o encaixe com o casco.
O sistema de içamento foi transportado até o canteiro em 160 contêineres. Depois, os pórticos foram instalados nos dois lados do dique para sustentar a estrutura durante a elevação.
O casco entrou por baixo do convés suspenso
O casco da plataforma foi construído em Suape, enquanto o convés avançava em Rio Grande. A fabricação em locais diferentes permitiu que as duas partes fossem produzidas ao mesmo tempo.
Quando o convés alcançou a altura planejada, o dique foi enchido e o casco foi levado até a posição correta. A estrutura inferior entrou por baixo do bloco suspenso, enquanto equipes acompanhavam o alinhamento das duas partes.
Essa técnica é conhecida como deck mating. Em português simples, significa unir o convés ao casco depois que cada parte foi construída separadamente.
Macacos hidráulicos controlaram a subida da estrutura
Os macacos hidráulicos são equipamentos que usam a pressão de um fluido para levantar cargas muito pesadas. Na montagem da plataforma P 55, eles trabalharam junto com torres e cabos para elevar o convés de forma progressiva.
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O controle precisava ser preciso em todos os pontos de apoio. Uma diferença de movimento poderia tirar a estrutura do alinhamento e dificultar a união com o casco.
A configuração também evitou a necessidade de um guindaste convencional com capacidade para movimentar sozinho uma carga de 17 mil toneladas. O peso foi distribuído por um sistema preparado especialmente para o dique.
Construção em paralelo reduziu meses do cronograma
A fabricação separada do casco e do convés permitiu que a Petrobras conduzisse duas frentes de trabalho ao mesmo tempo. Enquanto uma equipe trabalhava em Rio Grande, outra avançava em Suape.
Essa estratégia reduziu o tempo total de construção porque o casco não precisou esperar o término do convés. A união ocorreu somente quando as duas partes estavam prontas para a integração.
Mammoet, empresa internacional de engenharia para movimentação de cargas pesadas, informa que o processo entre o primeiro teste de elevação e o encaixe final foi concluído em menos de duas semanas.
Uma alternativa tradicional poderia exigir meses de trabalho adicional e maior exposição dos profissionais a atividades em altura. A montagem dentro do dique trouxe mais controle para uma etapa que seria ainda mais complexa no ambiente offshore.
Depois do encaixe, começaram as instalações finais
Após a união do casco com o convés, a Petrobras e a empresa Quip avançaram nas instalações finais e na integração dos sistemas da plataforma.
A conclusão dessa etapa abriu caminho para o transporte da P 55 até o campo de Roncador, na costa do Rio de Janeiro, onde a unidade seria preparada para a produção de petróleo.
A operação mostrou como a engenharia pesada pode transformar o próprio dique em uma área de montagem para estruturas gigantescas. O convés de 17 mil toneladas subiu 47,6 metros, o casco entrou por baixo e a construção ganhou velocidade com menor exposição dos trabalhadores.
Se você estivesse diante de uma carga desse tamanho, confiaria mais em um guindaste gigante ou em um sistema de macacos hidráulicos e torres? Compartilhe sua opinião nos comentários.
Fonte
Mammoet
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

