Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Pintores e gesseiros começam a dividir espaço com uma máquina autônoma: o robô EG7 escaneia o ambiente sozinho, aplica acabamento em paredes sem cabos ou marcações e consegue trabalhar em uma área próxima de 93 metros quadrados por hora

Pintores e gesseiros começam a dividir espaço com uma máquina autônoma: o robô EG7 escaneia o ambiente sozinho, aplica acabamento em paredes sem cabos ou marcações e consegue trabalhar em uma área próxima de 93 metros quadrados por hora

9 min de leitura

Pintores e gesseiros começam a dividir espaço com uma máquina autônoma: o robô EG7 escaneia o ambiente sozinho, aplica acabamento em paredes sem cabos ou marcações e consegue trabalhar em uma área próxima de 93 metros quadrados por hora

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 05/08/2026 às 08:48

Ciência e Tecnologia

Canal

Assista o vídeo
Robô EG7 usa inteligência artificial e escaneamento 3D para pintar, lixar e aplicar acabamento em paredes e tetos

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Robô EG7 usa inteligência artificial e escaneamento 3D para pintar, lixar e aplicar acabamento em paredes e tetos, com produtividade média anunciada de aproximadamente 93 metros quadrados por hora.

Uma máquina com rodas, braço articulado e sensores começou a assumir algumas das tarefas mais cansativas realizadas por pintores e profissionais de acabamento. Chamado EG7, o robô pode aplicar tinta, revestimentos, massa para drywall e também lixar paredes e tetos dentro de uma obra.

O equipamento escaneia o ambiente, cria um modelo digital do espaço e calcula como deve mover o braço diante de cada superfície. Segundo a fabricante Okibo, o EG7 consegue executar, em média, cerca de 1.000 pés quadrados por hora, área equivalente a aproximadamente 93 metros quadrados.

Robô EG7 foi criado para o acabamento de paredes e tetos

O EG7 é uma plataforma móvel desenvolvida para trabalhar dentro de edifícios em construção. A máquina reúne uma base com rodas, um braço industrial, sensores, computador, bomba de aplicação e compartimento para armazenar o material utilizado.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Seu trabalho está concentrado nas etapas de pintura, aplicação de revestimentos, acabamento de drywall e lixamento. O equipamento pode atuar tanto em paredes quanto em tetos, realizando movimentos repetitivos que normalmente exigem grande esforço dos trabalhadores.

Robô EG7 usa inteligência artificial e escaneamento 3D para pintar, lixar e aplicar acabamento em paredes e tetos

A Okibo apresenta o robô como uma ferramenta destinada a trabalhar ao lado das equipes. A proposta não é entregar uma obra completa sozinho, mas assumir grandes superfícies enquanto profissionais cuidam do controle, do abastecimento e dos pontos que exigem atenção especial.

Escaneamento 3D permite que o EG7 enxergue o ambiente

Antes de começar o serviço, o robô utiliza sensores para observar o espaço ao redor. O sistema identifica paredes, tetos, distâncias e obstáculos, criando uma representação digital do ambiente em tempo real.

Esse mapeamento é orientado por um programa de inteligência artificial desenvolvido pela Okibo. A tecnologia calcula a posição da máquina e determina como o braço deve se mover para alcançar a área escolhida.

O processo também permite que o equipamento se adapte a espaços que ainda estão mudando. Isso é importante porque um canteiro de obras pode receber materiais, ferramentas e novas estruturas ao longo do dia.

EG7 trabalha sem linhas desenhadas ou sensores externos

Muitos robôs industriais dependem de marcações no chão, pontos de referência ou sensores instalados ao redor da área. O EG7 foi projetado para usar o próprio escaneamento e não precisa que a equipe desenhe linhas especiais antes de iniciar o serviço.

Assista o vídeo

A máquina também não depende de estação total, equipamento usado para medir pontos com grande precisão, nem exige um modelo BIM para executar as tarefas básicas. O planejamento acontece a partir das informações recolhidas pelo próprio robô.

Segundo a fabricante, o equipamento não precisa permanecer conectado à internet, a uma rede Wi-Fi ou a sensores externos durante a operação. Essa independência reduz a quantidade de aparelhos que precisam ser preparados no canteiro.

Pintura e massa são aplicadas por um braço articulado

O braço do EG7 pode receber diferentes ferramentas na extremidade. Uma delas aplica tinta ou revestimento por pulverização, espalhando o produto de maneira planejada sobre paredes e tetos.

Outra configuração permite trabalhar com materiais usados no acabamento de drywall. O robô pode aplicar a massa necessária para preparar as placas antes das etapas de lixamento e pintura final.

O sistema modular permite trocar as ferramentas conforme o serviço. A estrutura que armazena o material também pode ser substituída por um coletor de poeira quando o equipamento passa da aplicação para o lixamento.

Produtividade média anunciada chega a 93 metros quadrados por hora

A Okibo informa que o EG7 consegue finalizar, em média, 1.000 pés quadrados de superfície por hora. Como cada pé quadrado corresponde a aproximadamente 0,0929 metro quadrado, o cálculo resulta em cerca de 92,9 metros quadrados.

Essa produtividade não significa que qualquer parede ficará completamente pronta em exatamente uma hora. O resultado pode mudar conforme o material aplicado, a quantidade de demãos, o formato do espaço e as interrupções necessárias durante a obra.

Robô EG7 usa inteligência artificial e escaneamento 3D para pintar, lixar e aplicar acabamento em paredes e tetos

Em um projeto realizado com a construtora especializada Performance Contracting, a Okibo afirmou que seus equipamentos chegaram a pintar e lixar até 1.500 pés quadrados por hora. Esse número corresponde a aproximadamente 139 metros quadrados, mas representa um resultado específico e não a média oficial do EG7.

Máquina compacta consegue passar por portas comuns

Embora tenha um braço industrial, o EG7 foi projetado para circular por ambientes internos. Sua largura é de 680 milímetros, ou 68 centímetros, dimensão que permite a passagem por muitas portas usadas em edifícios.

O equipamento mede cerca de 1,67 metro de altura e 1,17 metro de comprimento quando está com o braço recolhido. O peso informado na ficha técnica é de aproximadamente 389 quilos.

A base possui quatro rodas com movimento independente. O sistema permite deslocamentos em diferentes direções e ajuda o robô a mudar de posição dentro de salas, corredores e outros espaços limitados.

Braço do EG7 alcança paredes e tetos de até três metros

O braço articulado possui alcance máximo informado de 3.272 milímetros. O alcance considerado efetivo para o trabalho é de aproximadamente 3.048 milímetros, pouco mais de três metros.

Essa medida permite atender muitos apartamentos, escritórios e ambientes comerciais sem utilizar andaimes. A máquina pode trabalhar da parte inferior da parede até o encontro com o teto, desde que a superfície esteja dentro de seu alcance.

Para paredes mais altas, a empresa desenvolveu o EG7+, versão capaz de alcançar até 24 pés, aproximadamente 7,3 metros. Esse modelo foi criado para galpões, centros de dados e outras construções com grandes alturas internas.

Bateria elimina cabos de energia durante a operação

O EG7 utiliza uma bateria com capacidade indicada de 5,38 kWh. A energia alimenta a movimentação da base, o braço, os sensores, o computador e os sistemas ligados à aplicação do acabamento.

Como funciona com bateria, o robô não precisa permanecer conectado a um cabo elétrico enquanto percorre o ambiente. Isso evita que fios sejam arrastados sobre o piso ou atravessem o caminho de outros trabalhadores.

A máquina precisa ser recarregada entre os períodos de uso, mas os dados públicos não informam uma duração única para todas as tarefas. O consumo pode mudar conforme o movimento do braço, o tipo de aplicação e o tempo de trabalho.

Bomba e reservatório acompanham o próprio robô

O sistema de bombeamento fica instalado na máquina e dispensa uma bomba externa ligada por mangueiras longas. A ficha técnica informa vazão máxima de seis litros por minuto e pressão de até 3.300 psi.

O recipiente usado para armazenar tinta, massa ou outro material possui capacidade aproximada de 70 litros. Dessa forma, o produto acompanha o robô enquanto ele se desloca pela área de trabalho.

O reservatório precisa ser abastecido e limpo por pessoas treinadas. Mesmo com a aplicação automatizada, a preparação dos produtos continua exigindo atenção às recomendações de cada fabricante.

Drywall, concreto e tijolos estão entre as superfícies atendidas

A Okibo informa que o EG7 pode trabalhar sobre placas de drywall, paredes de concreto e superfícies de tijolos. A lista também inclui tetos produzidos com esses materiais.

Robô EG7 usa inteligência artificial e escaneamento 3D para pintar, lixar e aplicar acabamento em paredes e tetos

O tipo de ferramenta e o produto aplicado precisam ser escolhidos conforme a superfície. Uma parede de concreto pode exigir preparação diferente daquela realizada sobre uma placa de drywall.

A máquina automatiza o movimento, mas não transforma todos os produtos em materiais compatíveis. Tintas, massas, revestimentos e equipamentos continuam precisando seguir as especificações técnicas da obra.

Operador continua necessário dentro do canteiro

Em projetos reais, o robô trabalha com o apoio de um operador qualificado. Essa pessoa define a tarefa, prepara o equipamento, acompanha o serviço e pode interromper a operação quando encontra algum problema.

Também permanecem atividades como abastecimento, limpeza, manutenção e inspeção do acabamento. A automação se concentra principalmente na aplicação ou no lixamento de grandes superfícies repetitivas.

A expansão da tecnologia cria ainda a necessidade de formar operadores especializados. Em 2026, a Okibo anunciou um projeto para criar um centro de treinamento de profissionais capazes de controlar robôs usados na construção.

Robô reduz trabalhos repetitivos acima da cabeça

Pintar, aplicar massa ou lixar um teto exige que o trabalhador mantenha os braços elevados por longos períodos. O serviço repetitivo pode provocar cansaço e limitar a quantidade produzida ao longo do turno.

O EG7 pode assumir parte desse trabalho pesado, enquanto o profissional acompanha a qualidade e cuida das áreas que a máquina não consegue atender sozinha. A Performance Contracting informou que a tecnologia permite concentrar a equipe em tarefas que exigem maior habilidade.

Trabalhadores envolvidos em projetos da empresa relataram redução do cansaço físico, segundo a Okibo. A companhia também afirma que a automação diminui a necessidade de executar serviços repetitivos em escadas e plataformas elevadas.

EG7 começou a trabalhar em obras nos Estados Unidos

Em 2025, a Okibo anunciou uma colaboração com a Performance Contracting em uma obra em King of Prussia, no estado norte-americano da Pensilvânia. O projeto utilizou robôs nas etapas de acabamento e lixamento de drywall.

Assista o vídeo

Depois do primeiro trabalho, as empresas planejaram levar a tecnologia para a construção de um centro de dados na região de Washington. A parceria passou a usar as máquinas em projetos de grande porte e ambientes com grandes áreas internas.

Em 2026, a Performance Contracting decidiu encomendar novas unidades e ampliar a parceria em nível nacional. A empresa também passou a participar do desenvolvimento e da avaliação de futuras soluções da Okibo.

Nova parceria prevê frota com até dez robôs

Em março de 2026, a Okibo anunciou uma parceria com a Autonomous Workforce AI Solutions para ampliar sua presença no sul dos Estados Unidos. O acordo começou com a implantação de quatro robôs.

As empresas também assinaram um documento com a intenção de elevar a frota para até dez máquinas até o fim do ano. Os equipamentos seriam utilizados em projetos próprios e oferecidos para outras construtoras da região.

A parceria mostra que a tecnologia começou a deixar a fase limitada a demonstrações. As máquinas passaram a integrar planos de trabalho, treinamento e expansão de empresas do setor de acabamento.

Novo sistema promete acelerar ainda mais a pintura

Em fevereiro de 2026, a Okibo apresentou o BLASTER, um aplicador com dois bicos desenvolvido para os modelos EG7 e EG7+. O sistema pulveriza uma faixa maior em cada movimento do braço.

Segundo a empresa, os dois bicos conseguem cobrir a largura de uma placa padrão de quatro pés em apenas duas passagens. A fabricante afirma que o sistema pode aumentar em até cinco vezes a produtividade em pintura e aplicação de fundo.

Uma unidade EG7+ equipada com a tecnologia foi utilizada em uma obra comercial em Jacksonville, na Flórida. Os dados apresentados são da fabricante e podem variar conforme as condições de cada projeto.

Automação começa a mudar o trabalho dentro das construções

O EG7 representa uma nova fase da automação dos canteiros. Em vez de permanecer preso dentro de uma fábrica, o robô circula por ambientes que mudam constantemente e executa serviços diretamente no edifício.

Sua produtividade média anunciada de aproximadamente 93 metros quadrados por hora mostra o potencial da tecnologia para grandes obras. O resultado, porém, depende da tarefa, do material, do espaço e da organização da equipe.

Pintores e gesseiros não desaparecem dessa nova forma de construção. Eles começam a dividir o serviço com máquinas capazes de assumir o esforço repetitivo, enquanto o conhecimento humano continua necessário para preparar, controlar e avaliar cada etapa da obra.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

Sair da versão mobile