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Polônia vai afundar 24 “prédios de concreto” de 4.400 toneladas cada no mar, leva estruturas de até 5 andares em pontão submersível e começa a montar uma muralha marítima de 1,3 km com precisão centimétrica
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 28/08/2026 às 16:33
Atualizado em 28/08/2026 às 16:34
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Treze dos 24 caixões previstos já haviam sido lançados à água em julho, e os dois primeiros ocupavam suas posições definitivas. A barreira protegerá a área destinada ao futuro terminal flutuante de regaseificação de gás natural liquefeito na Baía de Gdańsk.
A construção do quebra-mar para o futuro terminal FSRU de Gdańsk entrou na fase em que estruturas pré-fabricadas de milhares de toneladas deixam a área de produção, passam a flutuar e são conduzidas até o trecho preparado no fundo da baía.
O Urząd Morski w Gdyni, autoridade marítima responsável pela obra, informou que 13 caixões já tinham sido lançados à água em julho e dois estavam instalados definitivamente no trecho central. As unidades então produzidas correspondiam a mais de 55% do comprimento da estrutura planejada.
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Cada caixão pesa cerca de 4.400 toneladas, tem mais de 55 metros de comprimento, 15,5 metros de largura e supera 14 metros de altura, dimensão que o próprio órgão compara à de um edifício de cinco pavimentos.
A produção de uma unidade utiliza aproximadamente 1.758 metros cúbicos de concreto. O tamanho das peças exige uma logística própria desde a fabricação, porque elas não podem ser tratadas como componentes portuários convencionais simplesmente levados por terra até o ponto de montagem.
Pontão submersível permite colocar os caixões na água
Os caixões são fabricados no Basen Wewnętrzny, a bacia interna do Porto de Gdańsk, junto ao cais sul, sobre um pontão submersível. A solução foi adotada porque as condições de profundidade do porto interno não permitem executar de forma convencional todas as etapas necessárias ao lançamento.
Com a estrutura concluída, pontão e caixão precisam deixar juntos a área de fabricação e alcançar o local destinado à colocação na água. A autoridade marítima informou que essa passagem foi precedida por análises detalhadas de navegação devido às dimensões do conjunto e às limitações do espaço portuário.
O pontão pode então ser submerso de maneira controlada para liberar a estrutura, que passa temporariamente a flutuar. Rebocadores conduzem o caixão até a posição prevista no quebra-mar, onde a instalação precisa respeitar o alinhamento definido para a sequência das 24 peças.
O posicionamento exige controle na escala de centímetros, embora cada unidade reúna milhares de toneladas de concreto. Essa precisão é necessária porque os caixões formarão uma estrutura contínua, e não um conjunto de blocos independentes espalhados pelo fundo da baía.
Antes do assentamento, o leito marinho recebe uma base específica para criar condições estáveis de apoio. A preparação do fundo integra uma etapa anterior da obra e precisa acomodar as cargas impostas pelas estruturas à medida que a barreira avança.
Estrutura não termina nos blocos de concreto
Os caixões constituem a parte central do quebra-mar, mas outros componentes também são fabricados para completar a proteção. Entre eles estão elementos da superestrutura, peças de revestimento e blocos destinados a reduzir e dissipar a energia das ondas.
Os serviços ligados ao quebra-mar começaram em 2025 e foram precedidos por intervenções que incluíram dragagem da nova bacia de manobra, trabalhos no canal de aproximação e preparação do terreno onde a estrutura marítima seria apoiada.
A produção seriada permite que diferentes etapas ocorram simultaneamente. Enquanto algumas unidades ainda estão em fabricação no porto, outras podem passar pelo lançamento, reboque ou instalação, evitando que a montagem no mar dependa da conclusão prévia de todos os 24 elementos.
Quando pronto, o quebra-mar terá aproximadamente 1,3 quilômetro e ampliará a área protegida do porto externo de Gdańsk. Sua função será reduzir a exposição às ondas na região em que funcionarão o terminal e as estruturas marítimas associadas ao recebimento de gás natural liquefeito.
Quebra-mar faz parte do terminal FSRU de Gdańsk
FSRU é a sigla em inglês para unidade flutuante de armazenamento e regaseificação. A embarcação recebe gás natural liquefeito transportado por navios, mantém o produto armazenado e realiza a regaseificação necessária para que o gás seja encaminhado posteriormente ao sistema de transporte.
O projeto do terminal é desenvolvido pela GAZ-SYSTEM e terá capacidade de regaseificação de cerca de 6,1 bilhões de metros cúbicos de gás por ano. A infraestrutura reúne a unidade flutuante, instalações marítimas, ligação submarina e componentes conectados à rede terrestre de transmissão.
A GAZ-SYSTEM informa que a unidade FSRU deverá chegar à Baía de Gdańsk no fim de 2027, enquanto o início dos serviços comerciais de regaseificação está programado para o começo de 2028.
Outra frente da obra alcançou um marco com a escavação de um microtúnel de 1,1 quilômetro destinado ao gasoduto submarino. A passagem cruza o subsolo da faixa costeira e permitirá conectar a infraestrutura marítima do terminal à rede instalada em terra.
No quebra-mar, o avanço depende agora da fabricação e colocação das unidades restantes. Cada caixão ainda precisa completar a sequência de lançamento, flutuação, reboque e assentamento até que as 24 estruturas estejam alinhadas na posição prevista para a barreira marítima.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

