Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Ponte ferroviária de 4.200 toneladas e 130 metros é montada, colocada sobre 608 rodas e “dirigida” inteira até a posição definitiva em operação que levou cerca de três horas e terminou com a rodovia liberada 13 horas antes do previsto

Pesquisadores criam laser capaz de carregar drones durante o voo, sem necessidade de pouso

5 min de leitura

Ponte ferroviária de 4.200 toneladas e 130 metros é montada, colocada sobre 608 rodas e “dirigida” inteira até a posição definitiva em operação que levou cerca de três horas e terminou com a rodovia liberada 13 horas antes do previsto

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 07/08/2026 às 11:30

Atualizado em 07/08/2026 às 11:34

Curiosidades

Canal

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Estrutura de 130 metros foi montada ao lado de uma das principais rodovias britânicas e levada inteira até a posição definitiva em operação de cerca de três horas perto de Penrith, na Inglaterra.

Uma ponte ferroviária de 130 metros de comprimento e aproximadamente 4.200 toneladas foi transportada inteira até sua posição definitiva sobre a rodovia M6, na Inglaterra, usando equipamentos autopropelidos com 608 rodas. A movimentação ocorreu em 10 de janeiro de 2026 e levou cerca de três horas.

A nova Clifton Railway Bridge foi instalada perto de Penrith, no condado de Cumbria, como parte da West Coast Main Line. Segundo a Network Rail, a estrutura foi manobrada com precisão milimétrica antes de ser alinhada sobre seus apoios.

O resultado também surpreendeu pelo cronograma. A M6 estava programada para permanecer fechada naquele trecho até as 5h de segunda-feira, 12 de janeiro, mas foi liberada pouco antes das 16h de domingo, 11 de janeiro: 13 horas antes do previsto.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Ponte inteira foi movimentada sobre 608 rodas

Em vez de construir a nova ponte diretamente sobre a M6, as equipes montaram a estrutura em uma área preparada ao lado da rodovia.

Quando chegou a hora da instalação, máquinas conhecidas como SPMTs, sigla em inglês para transportadores modulares autopropelidos, foram posicionadas sob a ponte.

Esses equipamentos são formados por módulos capazes de distribuir grandes cargas por numerosos conjuntos de rodas e de se movimentar de maneira coordenada.

No caso de Clifton, a Network Rail informa que os SPMTs utilizados somavam exatamente 608 rodas.

A estrutura de aço e concreto, com aproximadamente 4.200 toneladas, foi então movimentada lentamente durante cerca de três horas na manhã de sábado, 10 de janeiro.

A Network Rail descreveu o procedimento como uma movimentação com “precisão milimétrica”. As imagens divulgadas pela empresa mostram a ponte sobre os módulos de transporte atravessando a área da M6 até alcançar a abertura deixada pela estrutura anterior.

Construção ao lado da M6 reduziu trabalho sobre a rodovia

A estratégia começou muito antes do fim de semana da instalação.

A Skanska, principal contratada da Network Rail no projeto, informou em outubro de 2025 que a ponte estava sendo montada em um complexo construído especialmente ao lado da M6.

Naquela etapa, a empresa já indicava as dimensões finais de aproximadamente 130 metros e 4.200 toneladas.

A solução permitiu que grande parte da montagem acontecesse enquanto a rodovia continuava funcionando, reservando para o fechamento total principalmente as operações de retirada da ponte antiga e colocação da nova.

A Skanska também trabalhou com a Network Rail para reaproveitar e reforçar estruturas de apoio existentes. O objetivo declarado era reduzir materiais, custos e tempo de execução.

A ponte anterior havia sido construída na década de 1960 e estava próxima dos 60 anos. Segundo a construtora, restrições de peso faziam com que somente um trem por vez pudesse atravessar a estrutura, afetando a operação ferroviária.

M6 foi fechada entre Shap e Penrith

A operação exigiu interromper completamente o trânsito da M6 nos dois sentidos entre os entroncamentos 39, em Shap, e 40, em Penrith.

A National Highways havia programado o segundo grande fechamento para começar às 20h de sexta-feira, 9 de janeiro, com reabertura prevista somente às 5h de segunda-feira, 12 de janeiro.

O trecho recebe cerca de 48 mil veículos por dia, segundo dados divulgados pela Network Rail com declaração do gerente de programa da National Highways, Steve Mason.

Por isso, a operação foi planejada para janeiro, período em que o volume de tráfego é menor.

Mesmo com temperaturas abaixo de zero e condições meteorológicas adversas, os trabalhos avançaram mais rapidamente do que o cronograma previa.

Pouco antes das 16h do domingo, a M6 voltou a receber veículos. As rotas alternativas organizadas durante o bloqueio puderam ser retiradas 13 horas antecipadamente.

Ponte faz parte de investimento de £60 milhões

A substituição da Clifton Bridge integra um investimento de aproximadamente £60 milhões da Network Rail.

A Skanska havia anunciado em abril de 2025 um contrato de £43 milhões para projetar, construir e instalar a nova estrutura.

A Clifton Bridge transporta os trilhos da West Coast Main Line sobre a M6. A National Highways classifica a ferrovia como uma das linhas mais importantes do país, conectando o norte da Inglaterra à Escócia.

Depois que a ponte foi colocada em posição, o trabalho não terminou imediatamente. As equipes ainda precisavam realizar verificações e reinstalar trilhos, sistemas de sinalização e equipamentos de alimentação elétrica da ferrovia.

A linha permaneceu fechada entre Oxenholme e Carlisle enquanto esses serviços eram executados, com a previsão divulgada pela Network Rail de retomada completa na manhã de 15 de janeiro de 2026.

Nova estrutura foi projetada para durar 120 anos

Além de eliminar as limitações da antiga ponte, o projeto foi planejado para ampliar significativamente a vida útil da travessia.

De acordo com a Network Rail, a nova Clifton Bridge possui vida útil de projeto de 120 anos.

A escala da instalação chamou atenção justamente porque, em vez de dezenas de operações de içamento sobre a rodovia, uma estrutura de 130 metros foi preparada praticamente inteira ao lado da M6 e depois movimentada como uma única peça.

Foram cerca de 4.200 toneladas sustentadas por 608 rodas, aproximadamente três horas de deslocamento e um posicionamento que a responsável pela infraestrutura ferroviária britânica classificou como de precisão milimétrica.

Com a etapa principal concluída antes do prazo, uma das consequências mais imediatas apareceu quilômetros além do próprio canteiro: a M6, que deveria permanecer bloqueada até a madrugada de segunda-feira, voltou a funcionar ainda na tarde de domingo.

Tags


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

Sair da versão mobile