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Por quase 20 anos, catadora de materiais recicláveis sustentou a família trabalhando em um lixão ao lado do marido e das duas filhas, decidiu voltar a estudar, se formou técnica de Enfermagem e trocou a rotina entre resíduos pelo atendimento a pacientes em um hospital público da Paraíba

Por quase 20 anos, catadora de materiais recicláveis sustentou a família trabalhando em um lixão ao lado do marido e das duas filhas, decidiu voltar a estudar, se formou técnica de Enfermagem e trocou a rotina entre resíduos pelo atendimento a pacientes em um hospital público da Paraíba

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Por quase 20 anos, catadora de materiais recicláveis sustentou a família trabalhando em um lixão ao lado do marido e das duas filhas, decidiu voltar a estudar, se formou técnica de Enfermagem e trocou a rotina entre resíduos pelo atendimento a pacientes em um hospital público da Paraíba

Escrito por Carla Teles

Publicado em 10/08/2026 às 14:24

Atualizado em 10/08/2026 às 14:25

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Catadora de materiais recicláveis vira técnica de Enfermagem e troca o lixão por hospital público na Paraíba após voltar a estudar. Imagem: Reprodução/CECBrasil

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Julia Guedes trabalhou quase 20 anos como catadora de materiais recicláveis em um lixão ao lado do marido e das duas filhas, decidiu voltar a estudar, concluiu o curso técnico de Enfermagem e passou a atuar como profissional no Hospital Regional Senador Rui Carneiro, em Pombal, no interior da Paraíba.

Durante quase duas décadas, a catadora Julia Guedes ajudou a sustentar a família recolhendo materiais recicláveis em um lixão, onde trabalhava ao lado do marido e das duas filhas. Em algum momento dessa rotina, decidiu que não queria continuar vivendo nas mesmas condições, voltou a estudar e iniciou uma mudança que terminaria com sua formação técnica em Enfermagem e a entrada em um hospital público para atender pacientes.

A trajetória foi apresentada pelo Conselho Federal de Enfermagem, o Cofen, em reportagem publicada em 11 de março de 2024 sobre o livro Retratos do Cuidar. A obra reúne histórias de profissionais da Enfermagem brasileira e identifica Julia como técnica de Enfermagem do Hospital Regional Senador Rui Carneiro, em Pombal, no interior da Paraíba. A fonte não informa o ano exato em que ela deixou o trabalho no lixão nem a data em que concluiu o curso técnico.

Quase 20 anos foram passados trabalhando no lixão

Antes de entrar na área da saúde, Julia tirava seu sustento como catadora de materiais recicláveis. O Cofen informa que essa rotina durou quase 20 anos e era compartilhada com o esposo e as duas filhas, formando uma atividade familiar diretamente ligada à coleta de resíduos.

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A reportagem não detalha quanto a família conseguia ganhar, quais materiais eram recolhidos ou em qual município estava localizado o lixão. O dado confirmado é que a atividade foi a principal fonte de sustento de Julia durante praticamente duas décadas, antes de ela decidir buscar outro caminho profissional por meio dos estudos.

Trabalho também envolvia o marido e as duas filhas

A coleta de materiais recicláveis não era uma atividade realizada individualmente. Segundo o relato apresentado pelo Cofen, Julia trabalhava junto do marido e das duas filhas, o que mostra como a renda obtida naquele ambiente estava ligada à sobrevivência de todo o núcleo familiar.

Esse aspecto torna a mudança ainda mais significativa, porque deixar a rotina como catadora não significava apenas trocar de profissão, mas alterar uma dinâmica familiar mantida durante anos. A fonte não informa como ocorreu essa transição financeira nem em quanto tempo a família deixou de depender do lixão.

Decisão de voltar a estudar começou com uma ruptura pessoal

Catadora de materiais recicláveis vira técnica de Enfermagem e troca o lixão por hospital público na Paraíba após voltar a estudar. Imagem: Reprodução/CECBrasil

O ponto de mudança aparece no relato da própria Julia. Ela contou que, em determinado momento, olhou para a própria situação e percebeu que não queria continuar daquela forma, decisão que a levou a retomar os estudos e buscar formação profissional.

O Cofen não detalha qual era o nível de escolaridade de Julia antes dessa decisão nem quanto tempo ela permaneceu afastada da escola. O que a fonte confirma é que voltar a estudar foi o caminho escolhido para construir uma nova possibilidade de trabalho, depois de quase 20 anos vivendo da coleta de recicláveis.

Curso técnico abriu caminho para a Enfermagem

Julia concluiu um curso técnico de Enfermagem e passou a exercer uma profissão completamente diferente daquela que havia sustentado sua família durante anos. A formação permitiu que deixasse o ambiente do lixão e ingressasse diretamente na assistência em saúde.

A reportagem do Cofen não informa qual instituição ofereceu o curso nem o ano da conclusão. Ainda assim, a passagem de catadora para técnica de Enfermagem representa o principal ponto de transformação documentado na história, porque foi a educação profissional que possibilitou sua entrada no atendimento hospitalar.

Hospital público em Pombal virou novo local de trabalho

Depois da formação, Julia passou a atuar no Hospital Regional Senador Rui Carneiro, localizado em Pombal, município do interior da Paraíba. O estabelecimento aparece no relato como o local onde ela exercia a função de técnica de Enfermagem quando sua trajetória foi registrada pelo Cofen.

A fonte não informa o setor específico em que Julia trabalhava dentro da unidade nem descreve sua carga horária. O que está documentado é que o ambiente de trabalho mudou dos resíduos de um lixão para o atendimento dentro de um hospital, colocando-a diretamente na assistência a outras pessoas.

Mudança profissional não encerrou os estudos

Mesmo depois de conquistar a formação técnica e entrar na área da saúde, Julia continuou estudando. O Cofen informa que ela era bolsista e permanecia em formação, indicando que o curso técnico não representava o ponto final de seus planos profissionais.

A reportagem não identifica qual instituição concedeu a bolsa nem fornece todos os detalhes da formação em andamento. A meta declarada por Julia era tornar-se enfermeira emergencista do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o Samu, ampliando ainda mais sua atuação dentro da Enfermagem.

Sonho seguinte é trabalhar como enfermeira emergencista

Ao contar sua história, Julia deixou claro que pretende continuar avançando profissionalmente. Sua meta é atuar como enfermeira na área de emergência do Samu, serviço voltado ao atendimento pré-hospitalar de urgência.

Esse objetivo mostra que a mudança iniciada quando decidiu deixar a condição de catadora permanece em andamento. Depois de concluir a formação técnica e conquistar espaço em um hospital público, ela passou a mirar uma graduação e uma função que exigem novas etapas de preparação.

História passou a integrar livro sobre a Enfermagem brasileira

A trajetória de Julia aparece no livro Retratos do Cuidar, projeto que reúne fotografias e relatos de 20 enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem de diferentes partes do país. A publicação procura relacionar experiências pessoais às atividades exercidas pelos profissionais no sistema de saúde.

A obra foi desenvolvida em parceria entre a CEC Brasil e o Conselho Federal de Enfermagem, por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, com patrocínio da Johnson & Johnson. O livro está disponível gratuitamente em formato digital e também como audiobook, segundo o Cofen.

Cofen usa trajetória para mostrar caminhos até a profissão

Ao apresentar histórias como a de Julia, o Cofen destacou que os obstáculos enfrentados por profissionais de Enfermagem muitas vezes começam antes mesmo da entrada formal na área. No caso dela, a construção da carreira passou por quase duas décadas no trabalho de reciclagem antes da formação técnica.

A mudança não ocorreu de maneira instantânea nem foi descrita como resultado de uma oportunidade isolada. O elemento central apresentado pela fonte é a decisão de voltar a estudar, criar uma qualificação profissional e continuar buscando novas etapas mesmo depois da primeira conquista.

Da coleta de materiais ao cuidado com pacientes

Por quase 20 anos, Julia Guedes viveu da coleta de materiais recicláveis com o marido e as duas filhas. Depois de decidir que queria outra realidade, retomou os estudos, tornou-se técnica de Enfermagem e passou a trabalhar no Hospital Regional Senador Rui Carneiro, no interior paraibano.

A trajetória da catadora que deixou o lixão para atuar no atendimento hospitalar ainda não terminou, porque Julia continua estudando e pretende se tornar enfermeira emergencista do Samu. Para você, o que mais chama atenção nessa história: os quase 20 anos sustentando a família com recicláveis ou a decisão de voltar a estudar e construir uma nova profissão? Conte sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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