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Poucos brasileiros sabem, mas acredite: uma ponte de 378 metros atravessa o rio e liga o Brasil diretamente a União Europeia
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 14/08/2026 às 10:57
Atualizado em 14/08/2026 às 10:58
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Com 378 metros sobre o rio Oiapoque, a ponte aberta ao tráfego em 2017 conecta a BR-156 a Saint-Georges, território francês na América do Sul que integra oficialmente a União Europeia no extremo norte brasileiro
A Ponte Binacional do Oiapoque transforma o extremo norte do Amapá em uma ligação terrestre direta entre o Brasil e território francês. Com 378 metros sobre o rio Oiapoque, a estrutura conecta a BR-156 a Saint-Georges-de-l’Oyapock, na Guiana Francesa, e está aberta ao tráfego desde 18 de março de 2017.
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Ponte Binacional do Oiapoque conecta Brasil a uma região da União Europeia
A travessia chama atenção pela condição política da Guiana Francesa. O território localizado na América do Sul pertence à França e está entre as nove regiões ultraperiféricas reconhecidas pela União Europeia.
Na prática, quem atravessa a Ponte Binacional do Oiapoque deixa o território brasileiro e entra em uma área francesa integrada à União Europeia.
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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes classificou a estrutura como a primeira ligação terrestre do Brasil com o bloco europeu.
A ponte possui 378 metros de extensão. Segundo o Ministério dos Transportes, o projeto também previu 1,8 km de acessos no lado brasileiro e outros 5,4 km no território francês.
A obra foi concluída em junho de 2011, mas a abertura ao tráfego ocorreu apenas em 18 de março de 2017. Desde então, a ligação rodoviária conecta Oiapoque diretamente a Saint-Georges-de-l’Oyapock.
Rio Oiapoque marca a fronteira desde o Tratado de Utrecht de 1713
A divisão territorial entre as duas margens é muito anterior à ponte. O IBGE registra que o primeiro Tratado de Utrecht, firmado entre Portugal e França em 1713, reconheceu o rio Oiapoque como limite entre a Guiana e a Capitania do Cabo do Norte.
Por mais de três séculos, portanto, o curso d’água permaneceu como referência natural dessa fronteira internacional.
A construção da ligação rodoviária acrescentou uma passagem terrestre a uma região historicamente marcada pela circulação pelo rio.
Quando a ponte entrou em operação, em 2017, o DNIT informou que a nova estrutura substituiria as travessias de balsas realizadas entre as duas margens.
Mesmo com a ligação rodoviária, o rio continua fazendo parte do cotidiano de Oiapoque. Barcos, atividades ribeirinhas e a circulação urbana convivem com a estrada que conduz ao posto internacional.
Viagem pela BR-156 leva até a fronteira com a Guiana Francesa
O acesso terrestre a Oiapoque parte de Macapá pela BR-156. Dados do DNIT registram 551,7 quilômetros entre Oiapoque e o acesso a Macapá pela BR-210/AP.
Para quem pretende atravessar para a Guiana Francesa, as exigências migratórias e de circulação precisam ser consultadas antes da viagem, já que a entrada ocorre em território francês e as regras documentais podem mudar.
A cidade também reúne locais ligados à história, aos povos indígenas e à conservação ambiental. Entre eles está o Museu Kuahí, criado em 2007 como centro de referência, memória, documentação e pesquisa dos povos indígenas do Oiapoque.
Parque Nacional do Cabo Orange amplia roteiro no extremo norte
Outro ponto da região é o Parque Nacional do Cabo Orange, unidade federal criada em 1980. Segundo os dados apresentados pelo ICMBio, o parque protege uma área de 657.318,06 hectares no extremo norte do Amapá.
O planejamento de visitação do ICMBio também menciona a Cachoeira Grand Roche entre os atrativos relacionados à região do parque.
Assim, Oiapoque reúne em uma mesma área a fronteira definida pelo rio desde 1713, a Ponte Binacional de 378 metros, território francês do outro lado da travessia e referências ligadas à memória dos povos indígenas e à conservação ambiental.
Esta matéria foi elaborada com base em informações do IBGE, Ministério dos Transportes, DNIT, EUR-Lex, Secretaria de Cultura do Amapá e ICMBio, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://olhardigital.com.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

