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Primeiro carro elétrico da Ferrari alcança US$ 40 milhões em leilão beneficente, fica apenas US$ 8,4 milhões abaixo de uma histórica 250 GTO de 1962 e chama atenção porque o modelo convencional custa cerca de US$ 640 mil e o exemplar vendido ainda nem terminou de ser montado

Primeiro carro elétrico da Ferrari alcança US$ 40 milhões em leilão beneficente, fica apenas US$ 8,4 milhões abaixo de uma histórica 250 GTO de 1962 e chama atenção porque o modelo convencional custa cerca de US$ 640 mil e o exemplar vendido ainda nem terminou de ser montado

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Primeiro carro elétrico da Ferrari alcança US$ 40 milhões em leilão beneficente, fica apenas US$ 8,4 milhões abaixo de uma histórica 250 GTO de 1962 e chama atenção porque o modelo convencional custa cerca de US$ 640 mil e o exemplar vendido ainda nem terminou de ser montado

Escrito por Carla Teles

Publicado em 26/08/2026 às 14:16

Atualizado em 26/08/2026 às 14:27

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Ferrari elétrica Ferrari Luce vai a leilão e supera expectativas; carro elétrico fica perto da Ferrari 250 GTO em valor histórico. Imagem: Divulgação/Ferrari.

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A Ferrari elétrica Luce teve seu primeiro exemplar de produção arrematado por US$ 40 milhões em Monterey, nos Estados Unidos, em agosto de 2026. O valor ficou US$ 8,4 milhões abaixo de uma Ferrari 250 GTO de 1962 e cerca de 62 vezes acima do preço para o modelo convencional.

A Ferrari elétrica Luce entrou para uma faixa incomum do mercado de colecionáveis antes mesmo de chegar às ruas. O primeiro exemplar de produção, identificado como “Chassis 0”, foi arrematado por US$ 40 milhões em 15 de agosto de 2026, durante um leilão da RM Sotheby’s realizado em Monterey, nos Estados Unidos.

Segundo reportagem publicada pelo Olhar Digital em 17 de agosto de 2026, o veículo foi vendido em caráter beneficente e ainda retornaria a Maranello, na Itália, para conclusão da montagem. O preço alcançado ficou apenas US$ 8,4 milhões abaixo dos US$ 48,4 milhões pagos em 2018 por uma Ferrari 250 GTO de 1962.

Ferrari elétrica superou em dezenas de vezes sua estimativa inicial

Imagem: Divulgação/Ferrari.

O resultado do leilão ficou muito acima da expectativa apresentada antes da disputa. A estimativa inicial para o exemplar inaugural era de US$ 1,1 milhão, mas os lances levaram o valor final aos US$ 40 milhões.

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Isso significa que o arremate superou essa referência em mais de 36 vezes. O veículo também foi colocado à venda sem preço mínimo, permitindo que a disputa entre os interessados determinasse quanto o primeiro exemplar valeria naquela ocasião.

Toda a quantia do arremate será destinada à caridade

A venda teve um componente importante que ajuda a contextualizar o preço extraordinário. A RM Sotheby’s abriu mão da comissão normalmente cobrada do comprador, fazendo com que os US$ 40 milhões correspondam integralmente ao valor destinado à iniciativa beneficente.

O dinheiro será encaminhado à Ferrari Foundation, organização ligada a programas educacionais. Portanto, o resultado não deve ser interpretado simplesmente como uma referência direta do valor comercial de um Luce comum no mercado.

Luce convencional custa cerca de US$ 640 mil

A diferença aparece com mais clareza quando o arremate é comparado ao preço informado para uma unidade convencional. A Ferrari estabeleceu o Luce em € 550 mil, aproximadamente US$ 640 mil na conversão apresentada pela fonte.

Nesse comparativo, o primeiro exemplar da Ferrari elétrica alcançou aproximadamente 62 vezes o preço do veículo convencional. A diferença mostra quanto fatores como exclusividade, caráter inaugural, personalização e finalidade beneficente pesaram naquela disputa.

Exemplar de US$ 40 milhões ainda não estava terminado

Imagem: Divulgação/Ferrari.

Um dos aspectos mais incomuns é que o comprador não saiu do evento com o carro pronto para uso. Apesar do valor milionário, o Chassis 0 ainda precisava concluir sua montagem.

Depois do leilão, o automóvel retornaria a Maranello, sede da Ferrari na Itália. A previsão informada era de que o proprietário recebesse o veículo no primeiro trimestre de 2027, após a finalização do exemplar.

Chassis 0 recebeu configuração diferente dos demais Luce

O automóvel arrematado não corresponde exatamente à configuração de uma unidade comum. Ele foi concebido como um exemplar especial desenvolvido com participação da divisão Tailor Made, responsável pelas personalizações mais exclusivas da fabricante.

Entre seus elementos particulares está a pintura Madreperla Semi Gloss, que pode apresentar tonalidades esverdeadas ou violetas dependendo da incidência de luz. O interior recebeu couro metálico Le Mans em tom Perla combinado com detalhes Grigio Corvara.

Rodas, freios e emblemas também foram personalizados

A diferenciação do carro não ficou restrita à pintura e à cabine. A configuração contempla rodas desenvolvidas especificamente para o exemplar e pinças de freio personalizadas.

O tradicional cavalo empinado da Ferrari também ganhou acabamento próprio, descrito como óptico branco. Esses detalhes reforçam que o Chassis 0 foi preparado para se distinguir das unidades regulares da Ferrari elétrica.

Apenas US$ 8,4 milhões separaram o Luce de uma histórica 250 GTO

Imagem: Divulgação/Ferrari.

O valor de US$ 40 milhões colocou o carro surpreendentemente perto de uma das Ferrari mais valorizadas já negociadas em leilão público. Em 2018, a RM Sotheby’s vendeu uma 250 GTO de 1962 por US$ 48,4 milhões.

A diferença entre os dois resultados é de apenas US$ 8,4 milhões. O contraste chama atenção porque a 250 GTO pertence a uma das linhagens históricas mais disputadas entre colecionadores, enquanto o Luce representa justamente o início da era elétrica da fabricante.

Ferrari já havia estabelecido outro recorde com carro novo

A fabricante vinha acumulando resultados expressivos em vendas especiais. Em agosto de 2025, também durante a programação de Monterey, uma Ferrari Daytona SP3 exclusiva chegou a US$ 26 milhões.

Aquele exemplar havia sido produzido além das 599 unidades originalmente previstas e, na ocasião, foi apresentado como o carro novo mais caro já vendido em leilão. Um ano depois, a primeira Ferrari elétrica elevou esse patamar para US$ 40 milhões.

LaFerrari Aperta já havia sido usada em ação beneficente

A estratégia de associar unidades especiais a grandes arrecadações não começou com o Luce. Em 2017, uma LaFerrari Aperta exclusiva foi vendida em Maranello por US$ 10 milhões.

Naquela operação, os recursos foram destinados a iniciativas de auxílio após terremotos. O histórico mostra como exemplares únicos ou inaugurais podem ser utilizados em leilões beneficentes para alcançar valores muito superiores aos praticados em unidades convencionais.

Elétricos milionários ficaram muito abaixo do Luce inaugural

Imagem: Divulgação/Ferrari.

O preço também se distancia dos valores mencionados para alguns dos veículos elétricos de produção mais caros do mercado. Rimac Nevera e Pininfarina Battista aparecem na faixa aproximada de US$ 2,2 milhões a US$ 2,5 milhões na comparação apresentada pela fonte.

Mesmo sendo automóveis extremamente exclusivos, esses números ficam muito abaixo dos US$ 40 milhões do Chassis 0. Novamente, porém, o caráter beneficente e histórico do primeiro Luce impede que os valores sejam comparados como simples preços de tabela.

Primeira Ferrari elétrica chegou ao mercado após críticas

O resultado milionário ocorreu depois de uma recepção inicial marcada por controvérsia. O Luce havia enfrentado críticas durante sua apresentação em Roma, em maio, e a repercussão foi acompanhada por queda nas ações da empresa, segundo a fonte.

O ex-presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, também manifestou discordância sobre a associação do emblema da marca ao modelo. A reação pública inicial, portanto, esteve longe de ser unanimemente favorável ao projeto elétrico.

Procura pelo Luce contrariou a repercussão negativa

Imagem: Divulgação/Ferrari.

Apesar das críticas, a demanda comercial apresentou outro cenário. A alocação de 2026, com pouco menos de 500 veículos, foi totalmente comercializada em menos de dois meses.

Isso ocorreu antes mesmo das primeiras entregas aos clientes. O desempenho sugere que a controvérsia em torno da Ferrari elétrica não impediu compradores de reservar as unidades disponibilizadas pela fabricante naquele período.

Leilão abriu discussão sobre valor histórico do carro

O preço de US$ 40 milhões também estimulou debates sobre como o Luce poderá ser visto daqui a algumas décadas. Parte da discussão gira em torno da condição de primeiro veículo totalmente elétrico produzido pela Ferrari.

Para colecionadores, exemplares que inauguram ou encerram fases de uma fabricante podem ganhar significado histórico justamente pelo papel que representam. Essa interpretação, porém, permanece no campo das expectativas e não garante valorização futura do automóvel.

Baterias também entram no debate sobre carros elétricos clássicos

A possibilidade de um elétrico moderno se transformar em clássico cria questões diferentes daquelas encontradas em automóveis antigos a combustão. Uma delas envolve a própria degradação das baterias ao longo do tempo.

Comentários citados pela fonte discutiram se um carro elétrico colecionável conseguiria permanecer totalmente original depois de várias décadas. Esse debate ainda não tem uma resposta definitiva, especialmente porque a tecnologia e os processos de restauração poderão mudar significativamente no futuro.

Ferrari elétrica de US$ 40 milhões transforma estreia em marco para colecionadores

A venda do Chassis 0 reúne elementos pouco comuns em uma única operação: primeiro elétrico da Ferrari, exemplar personalizado, arrecadação beneficente, US$ 40 milhões em lances e um automóvel que ainda nem havia concluído sua montagem.

O preço ficou apenas US$ 8,4 milhões abaixo da histórica 250 GTO de 1962 e cerca de 62 vezes acima do valor informado para um Luce convencional. Você acredita que ser a primeira Ferrari elétrica poderá tornar esse exemplar tão importante para colecionadores quanto alguns dos grandes modelos históricos da marca? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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