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Produtor de Santa Catarina inicia colheita de palora (pitaya amarela), uma fruta rara de polpa branca e casca amarela produzida durante o inverno
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 29/08/2026 às 21:48
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A Palora, pitaya amarela originária do Equador, entrou em colheita em Santa Catarina, onde uma propriedade espera produzir cerca de 50 toneladas.
Uma pitaya amarela capaz de produzir durante o inverno começou a ser colhida na terça-feira (25) em São João do Sul, no Sul de Santa Catarina. Em uma propriedade com aproximadamente cinco hectares plantados, a expectativa é retirar cerca de 50 toneladas de Palora nesta safra, variedade ainda cultivada por poucos produtores no estado e que amplia o calendário de produção da fruta para além das pitayas tradicionais de verão.
Na propriedade de Tiago Nascimento, o cultivo começou em 2018. A aposta exige paciência: a Palora demora mais para chegar à fase adulta e apresentar produção significativa, além de ter um período de maturação mais longo entre a floração e o ponto ideal de colheita.
Palora pode levar até 120 dias para chegar ao ponto de colheita
Originária da região de Palora, no Equador, local que também deu nome à variedade, a fruta é conhecida como Selenicereus megalanthus. Sua aparência difere das pitayas de casca rosada ou avermelhada: o fruto apresenta casca amarelo-dourada com espinhos finos e polpa branca, suculenta e aromática.
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O ciclo é uma das características mais marcantes. Enquanto outras pitayas ficam prontas poucas semanas depois da floração, a variedade equatoriana necessita normalmente de 90 a 100 dias, podendo alcançar até 120 dias antes da colheita.
Esse desenvolvimento mais demorado é compensado pela possibilidade de produção em uma época diferente, permitindo ao produtor estender a presença da fruta na propriedade durante o ano.
Produção no inverno diferencia variedade das pitayas tradicionais
No Sul catarinense, a capacidade de produzir no período mais frio ajudou a despertar interesse pela Palora. Em vez de concentrar a atividade somente na temporada das variedades tradicionais de verão, o agricultor consegue trabalhar com outro calendário de colheita.
A fruta também se destaca pelo sabor adocicado. Sua polpa branca é descrita como extremamente suculenta e aromática, característica que se soma à aparência amarela do fruto.
Outro diferencial está na reprodução. A Palora é autofértil e autopolinizável, o que permite a formação dos frutos sem depender de outra planta ou de polinização manual.
Cinco hectares podem render cerca de 50 toneladas
A colheita iniciada em São João do Sul mostra a escala alcançada depois de anos de implantação do cultivo. Com aproximadamente cinco hectares, a propriedade de Tiago Nascimento trabalha com previsão de 50 toneladas para a atual safra.
O resultado ganha relevância porque a variedade ainda é pouco conhecida em Santa Catarina e permanece restrita a um número reduzido de produtores.
O cultivo iniciado em 2018 precisou atravessar justamente uma das particularidades da planta: o tempo maior necessário para amadurecer e alcançar níveis expressivos de produtividade.
Agora, a chegada da safra coloca a Palora como alternativa para produtores interessados em ampliar o período de oferta da pitaya.
Com colheita no inverno, maturação que pode chegar a 120 dias e capacidade de autopolinização, a variedade equatoriana começa a ocupar espaço em uma época em que as pitayas tradicionais de verão já estão fora de seu principal período produtivo.
Fontes
NSC Total
Semente de Tudo
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

