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Professor da periferia de São Paulo transforma caixas de cereal, papelão e fios em favelas em miniatura, cria 15 cenários e rifa duas obras para conseguir pagar a faculdade

Professor da periferia de São Paulo transforma caixas de cereal, papelão e fios em favelas em miniatura, cria 15 cenários e rifa duas obras para conseguir pagar a faculdade

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Professor da periferia de São Paulo transforma caixas de cereal, papelão e fios em favelas em miniatura, cria 15 cenários e rifa duas obras para conseguir pagar a faculdade

Escrito por Noel Budeguer

Publicado em 22/08/2026 às 08:27

Atualizado em 22/08/2026 às 08:28

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Marcos Yamada transformou caixas de cereal, papelão e fios em retratos minuciosos da periferia paulistana, produziu 15 cenários e rifou duas obras para conseguir pagar a faculdade de Educação Física no Brasil.

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Marcos Yamada transformou caixas de cereal, papelão e fios em retratos minuciosos da periferia paulistana, produziu 15 cenários e rifou duas obras para conseguir pagar a faculdade de Educação Física no Brasil.

No Jardim Novo Pantanal, no extremo sul de São Paulo, uma caixa de cereal deixou de ser apenas embalagem e se transformou no ponto de partida para uma trajetória que reúne arte, educação e sobrevivência. Marcos Yamada criou aproximadamente 15 miniaturas inspiradas nas periferias brasileiras e chegou a rifar duas delas para pagar a própria formação universitária.

Uma maquete improvisada durante a pandemia virou um projeto permanente

O começo foi em 2020, enquanto Yamada participava de atividades de arte e educação com crianças da comunidade. Para explicar como funcionava uma maquete, ele montou em casa um pequeno exemplo usando uma caixa de cereal e um pedaço de papelão. A experiência simples abriu espaço para um trabalho que continuaria nos anos seguintes.

Morador do distrito da Pedreira, ele encontrou na paisagem que observava perto do Parque Sete Campos a referência para suas composições. Em vez de reproduzir um endereço específico, passou a construir cenas que lembram casas, bares, barbearias e pequenos comércios presentes em bairros periféricos.

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Segundo reportagem publicada pela Agência Mural em abril de 2023, o artista havia produzido cerca de 15 cenários até aquele momento. As criações também ajudaram a enfrentar a ansiedade que se intensificou durante a pandemia.

Papelão, canudos e fios viram arquitetura periférica

Miniatura criada por Marcos Yamada reproduz fachadas, casas e elementos visuais típicos da periferia paulistana usando papelão, fios e outros materiais reaproveitados.

Os materiais empregados são, em grande parte, reciclados ou reaproveitados: papelão, papel machê, canudos, fios de energia, palitos de sorvete, madeira retirada de fundos de gaveta e argila. Cada elemento ganha nova função para representar fachadas, instalações elétricas e outros detalhes familiares a quem conhece a periferia.

A produção acontece em um pequeno espaço na casa em que Yamada vivia com o filho Yuri e a esposa Darlene. A companheira participa com sugestões desde os primeiros esboços até o acabamento das peças.

O artista também citou como inspiração o trabalho de Marcelino Neto, responsável pelo projeto Quebradinha. O encontro entre os dois reforçou uma ideia central: representar a favela com precisão, dignidade e reconhecimento de seus moradores, sem reduzir esses territórios a estereótipos.

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Duas peças foram rifadas para manter a faculdade

A trajetória artística caminhou ao lado das dificuldades financeiras. Durante a pandemia, Yamada precisou organizar rifas de duas miniaturas para ajudar a pagar a graduação em Educação Física. O dinheiro levantado contribuiu para sustentar um objetivo profissional ligado diretamente ao trabalho que já realizava com jovens do bairro.

Além das maquetes, ele desenvolveu atividades ligadas ao futebol comunitário e já havia organizado saraus, iniciativas culturais e encontros relacionados ao hip-hop. Também atua como rapper e escreveu um livro, mantendo diferentes formas de participação na vida cultural da região.

A reportagem original foi publicada em 17 de abril de 2023. Por isso, a idade, a quantidade de obras e a situação acadêmica descritas correspondem às informações registradas naquela data; não há confirmação pública, nas fontes consultadas, sobre números posteriores.

O projeto mostra como materiais descartados podem se tornar memória visual e instrumento de renda emergencial. Para os moradores que reconhecem nessas pequenas construções a arquitetura da própria vizinhança, cada detalhe também ajuda a contar uma história frequentemente ausente das representações tradicionais da cidade.

Fontes

Fonte principal

Fonte complementar


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Noel Budeguer.

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