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Professor de escola pública passa mais de 15 anos preparando alunos de uma pequena cidade do interior do Piauí, ajuda gerações de estudantes a conquistarem 300 medalhas em olimpíadas de Matemática e transforma Cocal dos Alves em referência nacional de educação

Professor de escola pública passa mais de 15 anos preparando alunos de uma pequena cidade do interior do Piauí, ajuda gerações de estudantes a conquistarem 300 medalhas em olimpíadas de Matemática e transforma Cocal dos Alves em referência nacional de educação

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Professor de escola pública passa mais de 15 anos preparando alunos de uma pequena cidade do interior do Piauí, ajuda gerações de estudantes a conquistarem 300 medalhas em olimpíadas de Matemática e transforma Cocal dos Alves em referência nacional de educação

Escrito por Carla Teles

Publicado em 08/08/2026 às 12:33

Atualizado em 08/08/2026 às 12:34

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Professor Raimundinho transforma escola pública de Cocal dos Alves em referência em Matemática após anos preparando alunos para olimpíadas. Imagem: GOV.Pi

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Raimundo Alves, o professor Raimundinho, leciona no Ceti Augustinho Brandão, em Cocal dos Alves, no Piauí, onde estudantes acumularam 300 medalhas de ouro, prata e bronze em olimpíadas de Matemática entre 2005 e 2023, após mais de uma década e meia de preparação, incentivo e dedicação dentro da escola pública.

O professor Raimundo Alves, conhecido como Raimundinho, ajudou a construir uma trajetória incomum para uma escola pública localizada em Cocal dos Alves, pequena cidade do interior do Piauí. Ao longo de mais de 15 anos de preparação e incentivo, estudantes do Centro Estadual de Tempo Integral Augustinho Brandão passaram a acumular resultados expressivos em olimpíadas de Matemática, chegando a 300 medalhas de ouro, prata e bronze entre 2005 e 2023.

A história foi publicada pelo portal Só Notícia Boa em 23 de outubro de 2024, com informações atribuídas ao Governo do Estado do Piauí. O levantamento apresentado mostra que o desempenho não surgiu de uma única turma ou competição: foram gerações sucessivas de alunos participando de provas como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas, a Obmep, enquanto Raimundinho se tornou uma das principais referências na preparação dos estudantes.

Resultados começaram a se acumular a partir de 2005

Entre 2005 e 2023, alunos de Cocal dos Alves conquistaram dezenas de medalhas de ouro, prata e bronze em competições de Matemática. Somadas, as premiações chegaram à marca de 300, transformando o município em um caso de destaque dentro de uma área normalmente associada a grandes redes de ensino e centros urbanos com maior infraestrutura.

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O resultado foi construído durante mais de uma década e meia, e não a partir de uma conquista isolada. A continuidade das premiações fez com que o Ceti Augustinho Brandão ganhasse reconhecimento nacional por sua participação nas olimpíadas e ajudou a consolidar a imagem de Cocal dos Alves como uma espécie de “terra da matemática”.

Professor Raimundinho virou base da preparação

Imagem: Gov. PI

Raimundo Alves trabalha no Ceti Augustinho Brandão e aparece nos relatos dos estudantes como uma das figuras centrais desse processo. Mesmo evitando atribuir a si próprio todas as conquistas, o professor passou a ser citado pelos alunos como responsável por estruturar boa parte da preparação para as provas e incentivar a participação contínua nas competições.

Pedro Vítor Siqueira, aluno da 3ª série do Ensino Médio e quatro vezes medalhista, afirmou que Raimundinho representa a base da preparação para muitos estudantes. Segundo o jovem, o educador oferece apoio e dedicação durante as aulas, tornando-se também uma referência para quem começa a competir e passa a conviver com colegas que já conquistaram medalhas.

Forma de ensinar aproxima alunos da Matemática

A reportagem descreve Raimundinho como tímido fora das aulas, mas bastante comunicativo quando começa a trabalhar números, cálculos e raciocínio lógico. Essa mudança de comportamento em sala se tornou uma das características reconhecidas pelos próprios estudantes, que destacam a capacidade do educador de conciliar seriedade com momentos descontraídos.

Diesson, também aluno da 3ª série do Ensino Médio e integrante de uma equipe participante da Obmep, definiu o professor como alguém divertido e, ao mesmo tempo, rigoroso quando necessário. Raimundinho, por sua vez, explicou ao Governo do Piauí que procura preparar uma aula que ele próprio gostaria de assistir, associando o desempenho dos estudantes à dedicação cotidiana.

Medalhas criaram uma cultura de novos exemplos

Quando um estudante conquista uma medalha, o resultado não termina na cerimônia de premiação. Dentro do Ceti Augustinho Brandão, alunos mais novos passam a conviver com colegas que já conseguiram bons desempenhos em competições nacionais, criando referências próximas e concretas de que alcançar aquelas posições é possível.

Esse ciclo ajuda a explicar como diferentes gerações conseguiram manter uma sequência de resultados ao longo dos anos. Pedro Vítor, por exemplo, já acumulava quatro medalhas enquanto ainda cursava o Ensino Médio, mostrando como a preparação deixou de depender apenas da expectativa por uma primeira conquista e passou a ser incorporada à rotina acadêmica da escola.

Obmep se tornou parte importante da trajetória

Os estudantes premiados do Ceti participam ativamente da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas e Privadas. A competição reúne alunos de diferentes regiões do país e se tornou uma das principais vitrines para o trabalho desenvolvido em Cocal dos Alves ao longo dos anos.

Na 19ª edição da Obmep mencionada pela reportagem de 2024, aproximadamente 900 mil estudantes, do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, participaram da etapa citada pela fonte. A edição previa 8.450 medalhas nacionais e cerca de 50 mil menções honrosas, evidenciando a dimensão da competição em que os alunos piauienses passaram a obter reconhecimento recorrente.

Escola pública ganhou reconhecimento nacional

O acúmulo de resultados fez com que o Ceti Augustinho Brandão fosse reconhecido nacionalmente entre escolas com desempenho relevante nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática. Para uma instituição localizada no interior do Piauí, a sequência de premiações colocou o município em evidência por um indicador diretamente ligado ao desempenho acadêmico dos estudantes.

Raimundinho atribui o desempenho ao trabalho construído ao longo dos anos e ao esforço coletivo realizado dentro da escola. Para o professor, o sucesso está relacionado à percepção dos próprios alunos de que a equipe educacional procura oferecer o melhor possível, criando um ambiente no qual dedicação e preparação precisam ser mantidas de forma contínua.

Mais de 15 anos transformaram preparação em rotina

A marca de 300 medalhas não surgiu de uma única geração particularmente talentosa. Entre o início da sequência, em 2005, e o levantamento apresentado até 2023, passaram-se diferentes turmas, mudanças de estudantes e novos ciclos de preparação, enquanto o trabalho desenvolvido em torno das olimpíadas permaneceu ativo.

Esse período de mais de 15 anos ajuda a diferenciar o caso de Cocal dos Alves de um sucesso pontual. A permanência do professor Raimundinho como incentivador e a continuidade da participação dos alunos permitiram que o conhecimento acumulado por uma geração servisse de referência para as seguintes, fortalecendo gradualmente a tradição da escola nas competições.

Raimundinho diz nunca ter duvidado da profissão

Ao falar sobre a própria carreira, Raimundo Alves afirmou que teve bons exemplos que contribuíram para sua formação como educador. Ele também declarou nunca ter tido dúvidas em relação à profissão e disse exercer o trabalho com orgulho, destacando especialmente a convivência com os estudantes.

A relação entre vocação e método aparece diretamente nos resultados obtidos pelo Ceti. Em vez de tratar as olimpíadas apenas como eventos anuais, o professor ajudou a transformar preparação, raciocínio lógico e resolução de problemas em elementos recorrentes da experiência escolar, criando condições para que novos alunos continuassem entrando nas competições.

Cocal dos Alves construiu uma referência baseada em continuidade

Uma escola pública do interior do Piauí alcançar 300 medalhas em Matemática entre 2005 e 2023 mostra sobretudo o efeito de um projeto mantido durante muitos anos. As conquistas pertencem aos estudantes que participaram das provas, mas a sequência atravessou tantas turmas que acabou também revelando a existência de um trabalho educacional persistente por trás dos resultados.

Depois de mais de uma década e meia preparando alunos, o professor Raimundinho passou de educador de uma pequena cidade a referência para gerações que aprenderam a enxergar as olimpíadas de Matemática como uma oportunidade concreta. Para você, o que pesa mais em resultados como os de Cocal dos Alves: o talento dos estudantes, a dedicação do professor ou a continuidade de um projeto dentro da escola pública? Conte sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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