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Protesto em Rio Branco: Sindicato fecha portas do Bradesco em ato por salários e direitos em saúde

Protesto em Rio Branco: Sindicato fecha portas do Bradesco em ato por salários e direitos em saúde

Foto: David Medeiros

O Sindicato dos Bancários do Estado do Acre promoveu uma paralisação de duas horas na manhã desta terça-feira (11), em frente à Agência Central do Bradesco, localizada no centro de Rio Branco. O ato, que integra a campanha salarial nacional da categoria, cobrou reajuste salarial, melhorias na assistência à saúde e o fim do enxugamento do quadro de funcionários e agências.

Segundo o diretor do sindicato, César Diniz, o movimento é articulado de forma simultânea em diversos estados para pressionar a instituição financeira diante das pautas dos trabalhadores. A expectativa da categoria é de que a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresente uma contraproposta até a próxima quinta-feira.

Durante a manifestação, o dirigente criticou a redução expressiva no atendimento presencial oferecido pelo banco no estado. Diniz destacou que Rio Branco contava com quatro agências e atualmente dispõe de apenas uma unidade voltada a negócios, além de apontar que postos de atendimento no interior do Acre foram desativados, deixando a população sem alternativas para serviços presenciais.

O sindicato também contesta o contraste entre o faturamento do banco e a política de corte de custos exercida sobre a base. De acordo com Diniz, a instituição registrou lucro de aproximadamente R$ 23 bilhões no último ano, com projeção de se aproximar dos R$ 30 bilhões no período atual, enquanto mantém demissões e propõe o congelamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Denúncias no plano de saúde

Outro ponto crítico levantado pelo movimento refere-se às condições do plano de saúde corporativo. Segundo o representante sindical, a Pró-Clínica permanece como o único hospital conveniado ao Bradesco no Acre. Embora consultas e atendimentos estejam cobertos, os funcionários precisam arcar com custos adicionais de insumos e medicamentos aplicados durante os procedimentos, como soros e injeções.

Diniz informou ainda que, a partir de 1º de julho, novos contratados passaram a pagar também pela inclusão de dependentes. O sindicato cobra esclarecimentos formais sobre as cobranças e avalia a adoção de medidas jurídicas.

Apesar da paralisação, o sindicato ressaltou que as ações foram planejadas para causar o menor impacto possível ao atendimento do público geral.

(Com informações do portal ac24horas)


Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

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