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Quase metade dos acidentes em rodovias federais de SC acontece na BR-101, que registrou 2.063 ocorrências e 66 mortes entre janeiro e junho de 2026, enquanto sequência de trechos entre Biguaçu, São José e Palhoça concentra alguns dos pontos mais críticos do país
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 29/08/2026 às 12:30
Atualizado em 29/08/2026 às 12:31
Economia
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A BR-101 concentrou 48,9% dos acidentes registrados nas rodovias federais de Santa Catarina no primeiro semestre de 2026, com 2.063 ocorrências, 2.234 feridos e 66 mortes. Na Grande Florianópolis, trechos entre Biguaçu, São José e Palhoça aparecem entre os segmentos mais críticos apontados pela Polícia Rodoviária Federal no país inteiro.
A BR-101 registrou 2.063 acidentes entre janeiro e junho de 2026 em Santa Catarina, volume equivalente a 48,9% de todas as ocorrências contabilizadas nas rodovias federais que atravessam o estado. No mesmo período, foram 2.234 pessoas feridas e 66 mortes.
Segundo reportagem do ND Mais, publicada em 29 de agosto de 2026 por Maria Isabel Miranda, com edição de Thaane Otero, os dados são da PRF (Polícia Rodoviária Federal). A concentração dos acidentes é especialmente elevada na Grande Florianópolis, onde uma sequência de trechos da BR-101 aparece entre os pontos de maior criticidade.
BR-101 concentrou 48,9% dos acidentes federais de Santa Catarina
Os 2.063 acidentes registrados no primeiro semestre significam que quase metade das ocorrências nas rodovias federais catarinenses aconteceu somente na BR-101.
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O volume representa uma média de 11,4 acidentes por dia entre janeiro e junho de 2026. A rodovia concentra tráfego de longa distância e deslocamentos locais ao atravessar áreas densamente urbanizadas do estado.
Rodovia teve 2.234 feridos e 66 mortes em seis meses
Os acidentes registrados na BR-101 deixaram 2.234 pessoas feridas durante o primeiro semestre de 2026.
O número de mortes chegou a 66 no período, alta de 8,2% em comparação com os óbitos registrados nos mesmos seis meses de 2025.
Mortes cresceram 8,2% em relação ao primeiro semestre de 2025
A comparação anual mostra piora no indicador mais grave. A PRF contabilizou aumento de 8,2% nas mortes na BR-101 catarinense entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo intervalo de 2026.
A fonte não informa o número absoluto de mortes registrado nos primeiros seis meses de 2025. O dado disponível é a variação percentual até as 66 mortes contabilizadas entre janeiro e junho de 2026.
Julho teve ao menos 18 acidentes e agosto caminhava para superar 25
O levantamento realizado pelo ND Mais indicava que a sequência de ocorrências continuou depois do primeiro semestre.
Julho registrou ao menos 18 acidentes na BR-101. Até a publicação da reportagem, em 29 de agosto, o mês caminhava para terminar com mais de 25 ocorrências.
BR-101 reúne 11 dos 16 pontos mais perigosos de Santa Catarina
O mapeamento da Polícia Rodoviária Federal aponta que 11 dos 16 pontos mais perigosos das rodovias federais catarinenses estão na BR-101.
A maior concentração aparece na região da Grande Florianópolis. Os quatro primeiros segmentos destacados pela reportagem formam praticamente uma sequência entre Biguaçu, São José e Palhoça.
Km 200 ao 210, em São José, é apontado como o trecho mais perigoso do Brasil
O segmento entre os km 200 e 210 da BR-101, em São José, aparece no topo da lista apresentada pela reportagem.
O trecho é apontado como o mais perigoso do Brasil e acumula mais de 500 acidentes por ano. No km 201, também em São José, a reportagem informa que acontecem praticamente dois acidentes por dia.
Km 210 ao 220 ocupa a segunda posição no ranking nacional
Logo depois aparece o trecho entre os km 210 e 220, de São José a Palhoça.
Segundo a fonte, esse segmento ocupa a segunda posição no ranking nacional de criticidade e funciona como continuação direta do fluxo congestionado da região metropolitana.
Biguaçu a São José completa cinturão de maior retenção
O trecho entre os km 190 e 200, de Biguaçu a São José, também figura entre os cinco segmentos mais críticos de Santa Catarina.
A reportagem o descreve como parte do cinturão de maior retenção da Grande Florianópolis, conectado diretamente aos trechos que atravessam São José e seguem em direção a Palhoça.
Km 220 ao 230 mantém sequência de risco em Palhoça
A concentração de pontos críticos prossegue entre os km 220 e 230, já em Palhoça.
O segmento mantém a sequência de alto risco na região metropolitana e aparece logo depois dos trechos de São José e da ligação entre São José e Palhoça no levantamento apresentado.
Itapema aparece entre os cinco piores segmentos do estado
Fora da Grande Florianópolis, o trecho entre os km 150 e 160, em Itapema, completa a relação dos cinco piores segmentos catarinenses citados pela reportagem.
O local é descrito como um ponto de forte retenção e apelo turístico no Litoral Norte, fatores associados ao intenso fluxo de veículos.
Balneário Camboriú também figura historicamente entre os pontos mais perigosos
Outro segmento destacado fica entre os km 130 e 140, em Balneário Camboriú.
Segundo a reportagem, o trecho figura historicamente entre os dez mais perigosos do país, situação associada ao tráfego denso registrado nessa parte do Litoral Norte catarinense.
“Efeito avenida” mistura caminhões, motos e trânsito urbano
Um dos fatores apontados para o elevado número de acidentes é o chamado “efeito avenida”. A BR-101 atravessa áreas densamente povoadas e acaba exercendo simultaneamente funções de rodovia de longa distância e via de deslocamento urbano.
Grandes carretas e caminhões dividem o espaço com motocicletas, pedestres, carros particulares e veículos de aplicativo, aumentando a complexidade do tráfego nos corredores metropolitanos.
Engarrafamentos favorecem colisões traseiras e efeito sanfona
A saturação da rodovia provoca paradas repentinas e engarrafamentos frequentes, segundo a reportagem.
Quando os motoristas não mantêm distância de segurança, essas desacelerações geram o chamado efeito sanfona, apontado como uma das causas das colisões traseiras em sequência.
Curvas, aclives e visibilidade limitada aumentam dificuldade da condução
A geometria de alguns trechos da BR-101 também aparece entre os fatores de risco.
A presença de curvas sinuosas, aclives leves e áreas com visibilidade limitada pode fazer com que motoristas em velocidade encontrem inesperadamente filas ou veículos parados à frente.
Motociclistas estão entre os usuários mais vulneráveis
A forte presença de motocicletas nos deslocamentos urbanos próximos à rodovia adiciona outro elemento de preocupação.
Segundo a reportagem, a vulnerabilidade dos motociclistas aumenta o risco de lesões graves e mortes nos corredores em que o trânsito local se mistura com o fluxo rodoviário.
PRF aponta velocidade, mudanças de faixa e celular entre causas humanas
A Polícia Rodoviária Federal também relaciona os acidentes graves ao comportamento dos motoristas.
Entre as principais causas humanas citadas estão excesso de velocidade quando a pista está livre, mudanças repentinas de faixa sem sinalização e uso do celular ao volante.
Grande Florianópolis concentra sequência dos trechos mais críticos
Os segmentos entre Biguaçu, São José e Palhoça formam a principal concentração de pontos críticos descrita pela reportagem, com quatro intervalos consecutivos de dez quilômetros entre os km 190 e 230.
No primeiro semestre de 2026, a BR-101 como um todo acumulou 2.063 acidentes, 2.234 feridos e 66 mortes em Santa Catarina, enquanto 11 dos 16 pontos considerados mais perigosos do estado estavam localizados na rodovia.
Na sua opinião, reduzir os acidentes na BR-101 depende mais de novas obras de infraestrutura, fiscalização ou mudança no comportamento dos motoristas? Deixe sua opinião nos comentários.
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acidentes na BR-101 em Santa Catarina
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

