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Quase um cemitério: mergulhadores desvendam mistério envolvendo “poço sem fundo” em cidade brasileira

Quase um cemitério: mergulhadores desvendam mistério envolvendo “poço sem fundo” em cidade brasileira

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Quase um cemitério: mergulhadores desvendam mistério envolvendo “poço sem fundo” em cidade brasileira

Escrito por Alisson Ficher

Publicado em 22/08/2026 às 18:28

Atualizado em 22/08/2026 às 18:40

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Mergulho no Poço Escuro, em Planaltina de Goiás, transformou uma antiga lenda local em uma história inesperada envolvendo veículos submersos, um Fiat Palio desaparecido e uma família localizada após a repercussão da descoberta, enquanto a equipe prepara uma nova etapa da operação no local.

Em 19 de agosto de 2026, um mergulho no Poço Escuro, em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, derrubou parte da fama de “poço sem fundo” e revelou um Fiat Palio com registro de furto havia mais de dois anos.

Responsáveis pela exploração, Marcos Bertolina, Daniel Friedman e Guilherme Aguiar entraram na água para investigar a profundidade do local e verificar a possibilidade de existir uma caverna submersa, hipótese ligada às histórias que há tempos circulavam sobre o poço.

Mergulho no Poço Escuro revela “cemitério de carros”

Antes de localizar o Palio, a equipe já havia observado carcaças de automóveis nas proximidades e dentro da água, cenário que levou os mergulhadores a chamar informalmente o lugar de “cemitério de carros” durante a exploração realizada naquela quarta-feira.

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Foi durante a inspeção, porém, que um dos veículos submersos chamou mais atenção por apresentar condição diferente das estruturas enferrujadas encontradas ao redor, o que levou o grupo a verificar com mais cuidado a placa e a procedência do automóvel.

Mergulhadores exploram o Poço Escuro, em Planaltina de Goiás, e encontram um Fiat Palio submerso havia mais de dois anos.

Segundo relato de Marcos Bertolina reproduzido pelo g1, a consulta feita a partir da identificação mostrou que o Fiat Palio tinha registro de furto, fazendo uma expedição motivada por uma lenda local se transformar na busca pelo proprietário.

Ao mesmo tempo, a equipe concluiu durante a exploração que o Poço Escuro não era literalmente sem fundo, contrariando a fama que havia despertado sua curiosidade, embora as fontes consultadas não apresentem uma medição confirmada da profundidade total do local.

Com a repercussão da história nas redes sociais, familiares do proprietário procuraram Marcos e conseguiram relacionar o automóvel encontrado no fundo do poço a Seu Juvenal, cuja ligação com aquele Palio havia começado antes mesmo do episódio do desaparecimento.

Fiat Palio encontrado no poço tinha história incomum

De acordo com o relato repassado aos mergulhadores e publicado pelo g1, Juvenal havia comprado o veículo de uma pessoa apontada como estelionatária e, algum tempo depois, recebeu uma ligação da Polícia Civil para apresentar o automóvel em uma delegacia.

Quando compareceu à unidade policial, Juvenal encontrou o verdadeiro proprietário do Palio, enquanto o veículo ficou retido e passou por uma nova negociação, situação que, segundo Marcos, obrigou o homem a desembolsar dinheiro novamente para permanecer com o carro.

Mergulhadores exploram o Poço Escuro, em Planaltina de Goiás, e encontram um Fiat Palio submerso havia mais de dois anos.

Pouco depois de terminar de pagar pelo automóvel, Juvenal trafegava por uma estrada de chão quando se deparou com um casal discutindo, conforme o relato da filha do proprietário que mais tarde foi repassado à equipe responsável pelo mergulho.

Nesse momento, segundo a versão divulgada pelos mergulhadores e reproduzida posteriormente em reportagens sobre a descoberta em Planaltina de Goiás, um homem correu em direção ao veículo, colocou uma faca no pescoço de Juvenal e ordenou que ele saísse do carro.

Ainda conforme Marcos, o responsável pela abordagem levou o Palio e depois teria jogado o automóvel dentro do Poço Escuro, onde o veículo permaneceu submerso por mais de dois anos até ser localizado durante a expedição realizada em agosto de 2026.

Placa do veículo levou mergulhadores até a família

A identificação da placa acabou mudando o rumo da exploração, pois permitiu que a equipe relacionasse o carro a um registro anterior e divulgasse o achado, movimento que chegou aos familiares de Juvenal e reabriu uma história até então sem desfecho.

Também chamou a atenção dos mergulhadores o estado do Fiat, que, segundo Marcos, estava mais preservado do que outras carcaças vistas no local, apesar do período submerso, diferença que contribuiu para destacar o veículo durante a exploração.

Embora o caso tenha ganhado repercussão, as fontes consultadas não informam se havia investigação policial ativa sobre o destino do carro quando ele foi localizado nem detalham quem teria praticado o crime, impedindo uma identificação confirmada do autor da abordagem.

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Da mesma forma, não há nas duas reportagens usadas para a checagem confirmação documental de que o roubo ocorreu especificamente em 2024, embora ambas indiquem que o Palio estava desaparecido havia mais de dois anos quando foi encontrado em 19 de agosto de 2026.

Mergulhadores planejam retirar Fiat Palio do Poço Escuro

Depois de localizar Juvenal, os mergulhadores decidiram organizar uma operação para reflutuar o Palio e retirá-lo do Poço Escuro, serviço que, segundo Marcos, seria feito pela própria equipe sem cobrança ao proprietário, restando inicialmente apenas a possível despesa com guincho.

Enquanto organizava a retirada, o grupo informou que buscava conseguir um guincho sem custo para Juvenal, e a remoção estava prevista para a semana seguinte à descoberta; até as publicações consultadas, porém, não havia confirmação de que o veículo já tivesse saído da água.

Após duas negociações pelo mesmo automóvel, uma abordagem com faca, mais de dois anos sem saber onde estava o veículo e uma descoberta inesperada durante um mergulho, o que chama mais atenção nessa história: a fama do poço ou o caminho percorrido pelo Palio?


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

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