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Recém-aposentado dos gramados, Marcelo Moreno mobilizou 11 helicópteros e mais de R$ 5 milhões durante enchentes no RS, coordenou dezenas de voos por dia, chegou a movimentar 50 toneladas de alimentos diariamente e levou até bolsas de sangue para transplantes a regiões isoladas

Recém-aposentado dos gramados, Marcelo Moreno mobilizou 11 helicópteros e mais de R$ 5 milhões durante enchentes no RS, coordenou dezenas de voos por dia, chegou a movimentar 50 toneladas de alimentos diariamente e levou até bolsas de sangue para transplantes a regiões isoladas

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Recém-aposentado dos gramados, Marcelo Moreno mobilizou 11 helicópteros e mais de R$ 5 milhões durante enchentes no RS, coordenou dezenas de voos por dia, chegou a movimentar 50 toneladas de alimentos diariamente e levou até bolsas de sangue para transplantes a regiões isoladas

Escrito por Ana Alice

Publicado em 28/08/2026 às 23:54

Atualizado em 28/08/2026 às 23:55

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Marcelo Moreno mobilizou 11 helicópteros e mais de R$ 5 milhões em ajuda às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul em maio de 2024. – Imagem: Montagem/Reprodução

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Poucas semanas depois de deixar os gramados, Marcelo Moreno passou a coordenar uma operação com helicópteros, voluntários e toneladas de doações em meio às enchentes que atingiram centenas de municípios do Rio Grande do Sul.

Pouco depois de deixar os gramados em 2024, Marcelo Moreno passou a ocupar uma função muito diferente daquela que exerceu durante anos nos estádios.

Em meio às enchentes históricas que atingiram o Rio Grande do Sul, o ex-atacante se envolveu diretamente em uma operação que usou helicópteros para transportar alimentos, água, medicamentos e até bolsas de sangue para regiões onde o acesso por terra estava comprometido.

Em menos de um mês, o grupo coordenado por Moreno afirmou ter movimentado mais de R$ 5 milhões e mobilizado 11 helicópteros, além de reunir cerca de 20 voluntários.

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A ação ocorreu principalmente em maio de 2024, quando cidades gaúchas enfrentavam alagamentos, bloqueios de estradas e dificuldades de deslocamento após as chuvas que atingiram praticamente todo o estado.

A história ganhou ainda um novo capítulo posteriormente.

Marcelo Moreno voltou aos gramados em 2026 para uma passagem pelo Oriente Petrolero, clube onde iniciou a carreira, e anunciou em junho daquele ano sua segunda aposentadoria, aos 38 anos.

Marcelo Moreno passou a viver em Porto Alegre após deixar os gramados

Quando as enchentes começaram, Moreno tinha uma ligação direta com o Rio Grande do Sul.

Depois de anunciar a primeira aposentadoria em 2024, o boliviano passou a viver com a família em Porto Alegre.

A esposa, Marilisy Antonelli, nasceu em Guaíba, município vizinho à capital e uma das áreas severamente atingidas pelas inundações daquele período.

Antes disso, o atacante havia construído uma longa relação com o futebol brasileiro.

Ele passou por clubes como Grêmio, Cruzeiro, Flamengo e Vitória, além de ter construído uma carreira internacional e se tornado uma das principais referências da seleção boliviana.

Sua despedida do Cruzeiro ocorreu em 7 de abril de 2024, no Mineirão, semanas antes de a emergência no Rio Grande do Sul atingir seu período mais crítico.

Foi nesse intervalo entre a primeira saída do futebol e o avanço das enchentes que Moreno começou a participar das ações de apoio.

Marcelo Moreno participa de ação de voluntariado durante as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. Crédito: Lucas Rizzatti/SEL.

Um helicóptero deu início a uma operação muito maior

A participação do ex-jogador começou de maneira mais limitada.

Em 15 de maio de 2024, o ge registrou que Moreno havia mobilizado um helicóptero para auxiliar moradores atingidos pelas enchentes, enquanto também atuava na organização e distribuição de donativos em Porto Alegre.

Naquele momento, ele ajudava no Centro Estadual de Treinamento Esportivo, o CETE, que havia sido convertido em espaço de apoio para pessoas desalojadas.

A operação, porém, aumentou rapidamente.

Segundo levantamento publicado pelo ge em 3 de junho, Moreno disponibilizou uma aeronave e conseguiu mobilizar outras dez.

Com isso, 11 helicópteros passaram a fazer parte da logística organizada pelo grupo.

As aeronaves saíam de Porto Alegre levando produtos para pontos onde o transporte rodoviário encontrava dificuldades ou simplesmente não conseguia chegar.

Marcelo Moreno ajudou com helicópteros e mobilizou doações — Foto: Arquivo pessoal/GE

Helicópteros transportavam alimentos, remédios e bolsas de sangue

As cargas não eram formadas apenas por cestas básicas.

Durante as semanas de operação, os helicópteros transportaram água, produtos de higiene, medicamentos e outros materiais considerados necessários para moradores das regiões afetadas.

Em situações de urgência, bolsas de sangue destinadas a transplantes também chegaram a ser transportadas pelas aeronaves, segundo o grupo coordenado por Moreno.

O uso de helicópteros tinha uma explicação prática.

Quando pontes, rodovias e acessos urbanos ficam inundados ou bloqueados, uma viagem terrestre que normalmente levaria poucas horas pode se tornar inviável.

A aeronave permite ultrapassar essas barreiras, embora tenha custos elevados e dependa de condições adequadas para operar.

No auge das atividades, o grupo informou que chegava a movimentar cerca de 50 toneladas de alimentos em um único dia.

Helicóptero recebe donativos no CETE, em Porto Alegre, ponto utilizado para levar mantimentos a cidades atingidas pelas enchentes de maio de 2024. Crédito: Lucas Rizzatti/SEL/Correio do Povo.

Grupo afirmou ter movimentado mais de R$ 5 milhões

O valor citado no título não representa apenas dinheiro entregue diretamente às vítimas.

Segundo a equipe de Marcelo Moreno, a movimentação superior a R$ 5 milhões reunia doações, arrecadações e despesas relacionadas à própria logística da operação.

Entravam nessa conta a contratação de transporte aéreo e a compra de alimentos, água, materiais de higiene e medicamentos.

Na época, cada deslocamento realizado pelas aeronaves tinha custo informado de aproximadamente R$ 9 mil.

O grupo era formado por cerca de 20 voluntários que auxiliavam na organização dos produtos, definição dos destinos e coordenação dos voos.

As aeronaves partiam principalmente de Porto Alegre.

A reportagem publicada naquele período informou ainda que os helicópteros chegavam a realizar aproximadamente 30 voos diários cada durante a operação.

Ajuda chegou a cidades como Canoas, Lajeado e Estrela

As cargas não ficaram concentradas na capital.

Entre os municípios citados como destinos das ações estavam Canoas, Lajeado, Estrela, Eldorado do Sul, São Jerônimo, Progresso e Charqueadas.

A dispersão das entregas ajuda a dimensionar o desafio logístico enfrentado naquele momento.

No fim de maio de 2024, a Defesa Civil já contabilizava 471 municípios afetados, mais de 2,3 milhões de pessoas atingidas e mais de 580 mil desalojados.

O balanço ainda continuaria sendo atualizado.

Em 18 de junho, o órgão estadual informava 478 municípios afetados e 177 mortes confirmadas relacionadas ao período de chuvas, além de centenas de milhares de pessoas que haviam precisado deixar suas casas.

Esses números posteriores ajudam a colocar a mobilização de voluntários, empresas, clubes e figuras públicas dentro da dimensão que o desastre alcançou.

Operação aérea virou parte da rotina durante a emergência

Enquanto os helicópteros realizavam as viagens, Moreno e outros integrantes do grupo acompanhavam a saída das doações.

A organização envolvia receber produtos, separá-los conforme as necessidades e definir quais cidades poderiam ser atendidas em cada deslocamento.

Esse tipo de operação exigia rapidez porque as condições mudavam continuamente.

Uma estrada liberada em determinado momento poderia voltar a ser interrompida pela água, enquanto comunidades isoladas precisavam de alimentos ou medicamentos antes que o acesso terrestre fosse restabelecido.

A proximidade de Moreno com o futebol também ajudou na mobilização de contatos e doações.

Ainda assim, a ação registrada naquele período não foi realizada individualmente pelo ex-atacante.

O próprio levantamento que chegou aos R$ 5 milhões se referia ao trabalho de um grupo de aproximadamente 20 voluntários, além das pessoas e organizações responsáveis pelos recursos arrecadados.

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Primeira aposentadoria de Marcelo Moreno durou dois anos

Quando participou das ações no Rio Grande do Sul, Moreno havia acabado de encerrar uma carreira que parecia definitiva.

A despedida no Mineirão, em abril de 2024, ocorreu diante da torcida do Cruzeiro, clube pelo qual construiu algumas de suas passagens mais marcantes no futebol brasileiro.

Dois anos depois, no entanto, o atacante voltou a jogar.

Em 2026, decidiu defender novamente o Oriente Petrolero, da Bolívia, equipe onde havia começado a trajetória profissional.

A passagem foi curta: segundo o ge, ele marcou seis gols em cinco partidas antes de anunciar novamente o encerramento da carreira, em junho de 2026.

A atualização muda um detalhe importante da história original.

Embora Moreno fosse tratado corretamente como aposentado durante as enchentes de 2024, aquela acabaria sendo apenas sua primeira despedida dos gramados.

A mobilização no Rio Grande do Sul, porém, permaneceu ligada justamente a esse intervalo de sua trajetória, quando, poucas semanas depois de deixar o futebol, o ex-atacante passou a organizar voos destinados a levar ajuda para algumas das áreas atingidas pelo maior desastre climático registrado no estado naquele período.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ana Alice.

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