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“Rei do Bolão” desafia as probabilidades, participa de apostas que acertam o prêmio principal 10 vezes em apenas oito meses, ganha duas Mega-Sena em menos de três meses e revela que repete as mesmas combinações há anos

“Rei do Bolão” desafia as probabilidades, participa de apostas que acertam o prêmio principal 10 vezes em apenas oito meses, ganha duas Mega-Sena em menos de três meses e revela que repete as mesmas combinações há anos

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“Rei do Bolão” desafia as probabilidades, participa de apostas que acertam o prêmio principal 10 vezes em apenas oito meses, ganha duas Mega-Sena em menos de três meses e revela que repete as mesmas combinações há anos

Escrito por Valdemar Medeiros

Publicado em 26/08/2026 às 11:52

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“Rei do Bolão” ganha 2 vezes na Mega-Sena em menos de 3 meses este ano
– Foto: Reoprodução

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Alessandro Montenegro participou de bolões premiados 10 vezes em 2026, incluindo duas Mega-Sena em menos de três meses e uma Lotofácil dois dias depois.

Em 2026, o empresário cearense Alessandro Montenegro, conhecido como “Rei do Bolão”, acumulou uma sequência que parece desafiar as probabilidades. Até 11 de agosto, ele havia participado, por meio de cotas próprias, de bolões que conquistaram 10 prêmios principais nas loterias da Caixa naquele ano, segundo levantamento publicado pelo Metrópoles. Entre os resultados estavam duas apostas vencedoras da Mega-Sena em menos de três meses, incluindo uma que dividiu R$ 336,34 milhões em maio e outra que levou sozinha R$ 164,89 milhões em agosto.

A sequência ganhou um capítulo ainda mais improvável em 11 de agosto de 2026. Apenas dois dias depois de um bolão ligado à lotérica de Alessandro acertar sozinho as seis dezenas da Mega-Sena, outro grupo organizado por ele fez os 15 pontos da Lotofácil.

Alessandro Montenegro transformou bolões em um negócio especializado

Alessandro não é apenas um cliente frequente de loterias. Ele administra a Lotérica Aldeota, em Fortaleza, e construiu uma operação profissional dedicada à organização e comercialização de bolões oficiais.

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Segundo contou ao Metrópoles, a estrutura envolve cerca de 100 colaboradores, que trabalham em sistema de rodízio analisando estatísticas e preparando previamente apostas de modalidades como Mega-Sena, Lotofácil e Quina.

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O empresário também compra cotas dos próprios bolões que organiza. Por isso, quando um desses grupos é premiado, Alessandro participa do rateio correspondente à cota adquirida, da mesma forma que os demais cotistas.

Primeira Mega-Sena veio em um concurso de R$ 336 milhões

Um dos resultados mais expressivos aconteceu em 24 de maio de 2026, no sorteio especial que comemorou os 30 anos da Mega-Sena.

A Caixa confirmou que duas apostas acertaram as seis dezenas 03, 30, 33, 35, 45 e 47 e dividiram um prêmio total de R$ 336.340.053,67. Cada aposta vencedora teve direito a R$ 168.170.026,83. Uma havia sido registrada em Fortaleza e outra no Rio de Janeiro.

O bolão de Fortaleza estava ligado à operação de Alessandro.

Segundo o Metrópoles, a aposta utilizou 20 dezenas e foi dividida em 100 cotas. Cada participante desembolsou R$ 3.139,56 pela cota e ficou com uma parcela superior a R$ 1,6 milhão do prêmio conquistado pelo grupo.

Alessandro possuía uma dessas cotas. Era apenas o começo da sequência que faria seu nome ganhar repercussão nacional poucos meses depois.

Menos de três meses depois, veio outra Mega-Sena milionária

Em 9 de agosto de 2026, aconteceu novamente.

Dessa vez, um bolão registrado na Lotérica Aldeota acertou sozinho a faixa principal de uma Mega-Sena acumulada em R$ 164.895.645,50. A aposta havia sido montada com 15 dezenas e dividida em 100 cotas.

Como o prêmio principal pertenceu exclusivamente àquele bolão, cada cota representava mais de R$ 1,6 milhão, antes das particularidades individuais relacionadas ao recebimento. Alessandro novamente participava com uma cota.

Em aproximadamente dois meses e meio, portanto, bolões organizados pela mesma lotérica haviam aparecido entre os vencedores de dois concursos gigantescos da Mega-Sena.

A aposta de 15 números custava R$ 30.030

A explicação de Alessandro para montar apostas tão grandes passa pela probabilidade.

Uma aposta simples atual da Mega-Sena custa R$ 6 e utiliza seis dezenas. Segundo a Caixa, a probabilidade de acertar a sena com essa configuração é de 1 em 50.063.860.

Ao marcar 15 números, porém, uma única aposta passa a representar milhares de combinações diferentes de seis dezenas.

“Rei do Bolão” ganha 2 vezes na Mega-Sena em menos de 3 meses este ano
– Foto: Reoprodução

A chance de acertar o prêmio principal aumenta para aproximadamente 1 em 10.003.

O problema é o preço. A Caixa informa que uma aposta de 15 dezenas custa atualmente R$ 30.030.

Marcar mais números aumenta a chance, mas também multiplica o custo

Essa diferença ajuda a explicar a lógica econômica dos bolões. Enquanto seria inviável para grande parte dos apostadores pagar dezenas de milhares de reais por uma aposta ampliada, dezenas de participantes podem dividir o custo.

Em contrapartida, também precisam dividir eventual premiação. Matematicamente, não existe contradição.

Uma aposta de 15 números tem probabilidade muito maior de acertar a sena porque compra efetivamente 5.005 combinações diferentes de seis dezenas dentro daquele mesmo volante.

É por isso que custa 5.005 vezes mais do que a aposta simples de R$ 6.

Não é uma combinação específica que se torna “mais sortuda”. O apostador simplesmente passa a cobrir muito mais possibilidades.

Empresário diz que mantém determinadas combinações desde 2019

Há outro aspecto incomum em sua estratégia. Alessandro afirmou ao Metrópoles que não troca necessariamente todos os números depois de cada sorteio.

Segundo ele, determinadas combinações são utilizadas desde 2019 e permanecem nos volantes ao longo dos concursos.

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Quando o prêmio cresce, ele aumenta a quantidade de dezenas utilizada nos bolões.

Em concursos acima de R$ 100 milhões, por exemplo, afirmou trabalhar inclusive com apostas de 20 números.

O empresário diz não basear suas escolhas em datas especiais, sonhos ou números considerados “da sorte”. Sua abordagem, segundo ele, está concentrada em estatísticas, probabilidades e volume de combinações.

Dois dias depois da Mega-Sena, veio a Lotofácil

A sequência de Alessandro ganhou repercussão ainda maior em 11 de agosto de 2026.

Dois dias depois da Mega-Sena de quase R$ 165 milhões, um bolão organizado por ele acertou os 15 números da Lotofácil.

O concurso 3.759 tinha prêmio estimado em R$ 8 milhões e terminou com três apostas vencedoras na faixa principal.

O bolão de Alessandro ficou com R$ 457.476,94, divididos entre 40 cotistas. Cada cota correspondia a R$ 11.436,92.

A aposta havia marcado 17 números e acertado todas as 15 dezenas sorteadas.

Vitória na Lotofácil representou o décimo prêmio principal de 2026

Com aquele resultado, Alessandro chegou a uma marca ainda mais chamativa. Segundo o Metrópoles, foi a décima vez somente em 2026 que ele participou de um bolão vencedor do prêmio principal de alguma modalidade das Loterias Caixa.

Antes da Lotofácil de agosto, o empresário já contabilizava as duas Mega-Sena e outras sete conquistas em modalidades de premiação menor ao longo de aproximadamente cinco meses.

Isso não significa que todos os resultados tenham produzido pagamentos individuais milionários.

Os valores precisam ser divididos entre as cotas de cada bolão, e o tamanho da participação de Alessandro varia conforme o grupo.

Ainda assim, a concentração de premiações em intervalo tão curto explica a repercussão.

Uma aposta de 20 números custa R$ 232.560

O exemplo mais extremo disponível atualmente na Mega-Sena deixa isso evidente. Segundo a Caixa, uma aposta com 20 números custa R$ 232.560.

A probabilidade de acertar as seis dezenas sobe para 1 em 1.292, muito superior aos 1 em 50.063.860 de uma aposta simples.

A diferença parece impressionante até observar o investimento. Esse único bilhete de 20 dezenas equivale a 38.760 apostas simples diferentes.

Portanto, o aumento da probabilidade não surgiu de uma escolha especial das dezenas. O apostador simplesmente adquiriu dezenas de milhares de combinações.

Mesmo estruturas profissionais continuam dependendo do sorteio

Alessandro reconhece esse limite. Ao comentar a décima conquista de 2026, afirmou que a sorte faz parte de qualquer loteria e que ninguém controla o resultado de um sorteio.

Seu trabalho anterior à aposta está na organização dos bolões, estudo probabilístico, seleção das estruturas de jogo e venda das cotas.

Isso pode definir quanto será apostado e quantas combinações serão cobertas.

Não pode determinar quais bolas serão sorteadas. É justamente essa diferença que separa uma estratégia matemática legítima de uma promessa falsa de prêmio garantido.

Dez prêmios em um ano não transformam a loteria em investimento previsível

A sequência do “Rei do Bolão” é extraordinária justamente porque não representa o resultado típico esperado de um apostador.

As duas Mega-Sena chamam atenção pela proximidade temporal.

Em 24 de maio, um bolão ligado à Aldeota dividiu R$ 336,34 milhões com uma aposta do Rio de Janeiro. Menos de três meses depois, em 9 de agosto, outro bolão da lotérica levou sozinho R$ 164,89 milhões. Dois dias depois, em 11 de agosto, veio mais um prêmio principal, dessa vez na Lotofácil.

Ao todo, eram dez participações em bolões vencedores das faixas principais em 2026.

A explicação para as chances maiores está no enorme número de combinações compradas e compartilhadas pelos participantes. O fator que decide quais dessas combinações efetivamente vencem, contudo, permanece fora do controle de Alessandro, de sua equipe e de qualquer apostador.

É esse contraste que torna a história incomum: há método para comprar muito mais possibilidades, organizar grandes bolões e distribuir custos, mas não existe método capaz de saber antecipadamente quais seis números a Mega-Sena colocará no globo.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

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