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Rionegro e Solimões, donos do hit “Na Sola da Bota”, trocam os grandes palcos por fazenda no interior de São Paulo com lago para pesca, criação de animais, pastagens e casa de hóspedes, transformando a propriedade em refúgio da dupla longe da estrada
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 19/08/2026 às 23:36
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Depois de mais de quatro décadas de trajetória no sertanejo, Rionegro e Solimões mantêm no interior de São Paulo uma forte ligação com a vida rural. A fazenda associada aos músicos reúne lago para pesca, grandes pastagens, criação de animais, áreas arborizadas, casa para hóspedes e uma sede de estilo rústico que funciona como refúgio para família, amigos e encontros longe da rotina intensa dos shows.
Depois de mais de quatro décadas cantando pelo Brasil, enfrentando estradas, hotéis, grandes festas de peão e multidões, Rionegro e Solimões encontraram no interior paulista um cenário completamente diferente para desacelerar. Reportagens do R7 e da Caras já mostraram a ligação dos sertanejos com uma propriedade rural cercada por vegetação, pastagens, animais e estrutura de lazer, onde o ritmo dos palcos cede espaço para pesca, churrasco, convivência familiar e vida no campo.
A fazenda ganhou visibilidade justamente porque concentra elementos diretamente ligados às origens e à identidade da dupla: lago particular para pesca, amplos pastos, áreas arborizadas, criação de animais, casa principal com varanda e espaços destinados a hóspedes e colaboradores.
A Caras descreve o imóvel como um refúgio rural usado para descanso e convivência, enquanto o R7 já levou uma equipe de televisão até a propriedade na região de Franca para mostrar uma faceta pouco conhecida dos cantores.
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Fazenda no interior de São Paulo virou contraponto à vida de shows
A propriedade fica no interior paulista, região profundamente ligada à história profissional de Rionegro e Solimões. Em 2019, o programa Domingo Show, da Record, levou Geraldo Luís até uma fazenda associada aos músicos na região de Franca, onde os dois relembraram dificuldades enfrentadas antes da consolidação da carreira.
Mais recentemente, uma reportagem da Caras, publicada em abril de 2026, voltou a destacar o patrimônio rural e descreveu uma estrutura pensada tanto para atividades típicas do campo quanto para lazer.
A publicação menciona grandes áreas verdes, pastagens, lago, criação de animais e espaços destinados ao convívio social.
Lago particular permite transformar os dias de folga em pescarias
Um dos elementos que mais chamam atenção na propriedade é o lago destinado à pesca. Segundo a Caras, ele integra uma área cercada por natureza, amplos pastos e espaços voltados à convivência entre os moradores e visitantes.
A existência do lago reforça o papel da fazenda como refúgio. Depois de semanas marcadas por viagens e compromissos profissionais, a estrutura permite uma rotina bastante diferente daquela encontrada nos bastidores de grandes eventos sertanejos.
O campo passa, assim, a representar mais do que patrimônio. A propriedade funciona como um ambiente no qual os artistas podem receber familiares e amigos, organizar encontros e aproveitar atividades que remetem diretamente à vida interiorana que sempre esteve presente na música da dupla.
Grandes pastagens e criação de animais mantêm a propriedade com identidade rural
A fazenda também possui amplos pastos e criação de animais, conforme descrito pela reportagem publicada pela Caras. Esses elementos diferenciam a propriedade de uma simples casa de descanso construída fora da cidade.
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A residência principal segue uma estética associada às tradicionais casas de campo. A Caras descreve uma varanda extensa, ambientes integrados, presença marcante de madeira, decoração rústica e aproveitamento da iluminação natural.
A proposta contrasta com o ambiente encontrado nos grandes shows, onde iluminação, som, palco e equipes técnicas fazem parte da rotina. Na fazenda, os elementos valorizados são justamente aqueles mais ligados à simplicidade rural.
Essa diferença ajuda a explicar a função emocional atribuída à propriedade. Mais do que demonstrar patrimônio, o imóvel oferece aos sertanejos uma espécie de retorno às referências que acompanharam suas histórias antes de o sucesso transformar completamente suas vidas.
Fazenda possui espaços preparados para receber familiares e amigos
Outro diferencial está na estrutura destinada às visitas. Segundo a Caras, além da sede principal, existem áreas para hóspedes e colaboradores, permitindo que a propriedade receba grupos de familiares, amigos e pessoas próximas à dupla.
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O formato transforma o imóvel em ponto de encontro. Churrascos, pescarias e reuniões no campo aparecem associados à rotina relatada na propriedade, muito distante da dinâmica rápida dos camarins e hotéis encontrados durante uma turnê.
A possibilidade de manter pessoas próximas no mesmo ambiente também ajuda a entender por que o imóvel é apresentado como patrimônio familiar e não apenas como investimento imobiliário. A estrutura foi construída para ser vivida.
Rionegro e Solimões já receberam programa de televisão dentro da fazenda
Em novembro de 2019, o R7 anunciou uma edição do Domingo Show gravada na fazenda relacionada à dupla, na região de Franca. Geraldo Luís visitou os músicos e usou justamente o ambiente rural para conversar sobre as dificuldades do início da carreira.
Durante o encontro, Rionegro relembrou uma fase em que praticamente apenas os próprios artistas acreditavam que a carreira poderia dar certo. Solimões também recordou períodos difíceis enfrentados antes da estabilidade profissional.
O cenário tinha força simbólica. Décadas depois de um começo marcado por incerteza, os dois apareciam diante das câmeras em uma propriedade rural conquistada após anos de estrada, transformando o local em uma representação visual da mudança de vida alcançada com a música.
Antes dos grandes palcos, os dois conheceram uma realidade muito diferente
A história de Rionegro e Solimões começou longe do luxo associado a artistas de sucesso. Os dois vieram de famílias ligadas ao interior e cresceram ouvindo música sertaneja, algo que eles próprios destacaram ao Gshow ao falar sobre a trajetória da dupla.
Em entrevista publicada pela Globo, os cantores afirmaram que o sertanejo fazia parte de suas vidas desde a infância e que o objetivo inicial era simplesmente conseguir viver de música. Naquele momento, não imaginavam que acabariam ocupando uma posição de referência dentro do gênero.
A permanência dessas raízes ajuda a explicar por que a fazenda combina tão naturalmente com a imagem construída pelos dois. A vida no campo não surgiu apenas como um elemento adquirido depois da fama, mas como parte do universo cultural que sempre acompanhou suas músicas.
Mais de 40 anos depois, dupla continua ligada às raízes sertanejas
Rionegro e Solimões já acumulavam mais de 40 anos de trajetória musical quando participaram do Viver Sertanejo, da Globo, em janeiro de 2025. A própria emissora destacou a longevidade dos artistas ao colocá-los ao lado de Luan Pereira, representante de uma geração muito mais nova do gênero.
Mesmo diante das profundas mudanças sofridas pela música sertaneja ao longo desse período, os dois afirmam que procuraram acompanhar novas tendências sem abandonar a essência original. Em entrevista ao Gshow, disseram que sempre preservaram sua “veia caipira sertaneja”.
A propriedade rural encaixa-se diretamente nessa narrativa. Pastagens, animais, pescaria, varanda e encontros entre amigos materializam justamente o universo que continua presente no repertório e na identidade pública da dupla.
“De São Paulo a Belém” mudou definitivamente a trajetória da dupla em 1998
Embora Rionegro e Solimões já trabalhassem havia anos, foi em 1998 que ocorreu um dos principais pontos de virada da carreira. Segundo os próprios artistas, o lançamento de “De São Paulo a Belém” alterou completamente a projeção nacional da dupla.
Ao Gshow, eles relataram que, em apenas alguns meses, suas músicas passaram a figurar entre as mais tocadas do Brasil. O estilo mais festivo também encontrou enorme espaço em festas de peão e exposições agropecuárias.
Esse crescimento colocou a dupla diante de públicos cada vez maiores e ampliou consideravelmente a quantidade de viagens. Décadas depois, a fazenda funciona quase como o oposto dessa etapa de expansão: depois de rodar o país, o campo oferece um ponto fixo para onde retornar.
Relação com festas de peão aproximou ainda mais a dupla do universo agro
O auge nacional de Rionegro e Solimões coincidiu com uma fase em que o sertanejo ganhou enorme presença em rodeios, exposições e grandes festas agropecuárias. Os próprios músicos consideram que sua proposta mais animada ajudou a criar uma interação diferente com o público desses eventos.
Canções festivas passaram a acompanhar multidões em arenas e exposições rurais. A ligação entre repertório sertanejo e cultura do campo, portanto, não permaneceu restrita às letras.
Sucessos como “Na Sola da Bota” atravessaram diferentes gerações
A longevidade de Rionegro e Solimões pode ser percebida pela capacidade de manter músicas conhecidas mesmo diante de sucessivas transformações do mercado. Em 2025, o Gshow ainda apresentava a dupla como dona de sucessos como “Na Sola da Bota”, ao destacar o encontro com Luan Pereira no Viver Sertanejo.
A presença no programa mostrava uma ponte entre gerações. Luan chegou a recordar que, quando era criança, ficava diante da televisão cantando músicas da dupla, evidência de como o repertório alcançou artistas que posteriormente também ingressariam no sertanejo profissional.
A fazenda reforça esse elemento de continuidade. Ao mesmo tempo em que os músicos seguem dialogando com artistas novos, preservam no cotidiano referências tradicionais do campo que os acompanharam desde o início.
Depois de décadas na estrada, fazenda simboliza retorno às origens
A carreira de Rionegro e Solimões é marcada por uma contradição típica de artistas sertanejos que alcançaram projeção nacional: enquanto a música nasceu de referências do interior, o sucesso obrigou os músicos a passar boa parte da vida viajando.
A fazenda permite inverter essa lógica por alguns períodos. Em vez de sair do interior para pegar estradas em direção aos grandes centros, os músicos podem voltar para um ambiente de pastagens, animais, árvores, pescaria e reuniões familiares.
Depois de mais de quatro décadas construindo uma das trajetórias mais duradouras do sertanejo brasileiro, Rionegro e Solimões mantêm no campo um patrimônio que traduz parte da própria história: uma propriedade no interior paulista onde grandes pastos, animais, lago para pesca, varanda, áreas de hóspedes e convivência familiar oferecem justamente aquilo que a vida de milhares de shows raramente proporciona, silêncio, tempo e proximidade com suas raízes.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

