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Rock in Rio vira laboratório de telecomunicações com mais de 120 antenas da TIM, aumento de 45% na estrutura 5G e estreia do 5G Advanced em evento de grande porte, enquanto mais de 100 profissionais e sistemas de inteligência artificial monitoram uma rede preparada para 130 mil pessoas por dia

Rock in Rio vira laboratório de telecomunicações com mais de 120 antenas da TIM, aumento de 45% na estrutura 5G e estreia do 5G Advanced em evento de grande porte, enquanto mais de 100 profissionais e sistemas de inteligência artificial monitoram uma rede preparada para 130 mil pessoas por dia

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Rock in Rio vira laboratório de telecomunicações com mais de 120 antenas da TIM, aumento de 45% na estrutura 5G e estreia do 5G Advanced em evento de grande porte, enquanto mais de 100 profissionais e sistemas de inteligência artificial monitoram uma rede preparada para 130 mil pessoas por dia

Escrito por Carla Teles

Publicado em 26/08/2026 às 17:21

Atualizado em 26/08/2026 às 17:31

Ciência e Tecnologia

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O Rock in Rio 2026 terá mais de 120 antenas da TIM, crescimento de 45% na estrutura 5G e estreia do 5G Advanced em evento de grande porte. Mais de 100 profissionais e sistemas de inteligência artificial vão monitorar uma rede dimensionada para até 130 mil pessoas presentes por dia.

O Rock in Rio transformará a Cidade do Rock em uma operação temporária de telecomunicações capaz de enfrentar a concentração de até 130 mil pessoas por dia. Para a edição de 2026, a TIM instalou mais de 120 antenas inteligentes, ampliou em 45% o número de antenas 5G em relação à edição anterior e preparou a estreia do 5G Advanced diante de um grande público.

A estrutura combina antenas direcionais, capacidade reservada para equipes do evento, inteligência artificial e mais de 100 profissionais acompanhando a rede. O festival funciona para a operadora como vitrine e também como teste de estresse para tecnologias que posteriormente podem ser incorporadas à infraestrutura utilizada pelos clientes.

Mais de 120 antenas formam a rede do Rock in Rio

Imagem: Reprodução.

Para atender à concentração de público, a TIM distribuiu mais de 120 antenas inteligentes pela Cidade do Rock. A estrutura foi planejada para um ambiente em que dezenas de milhares de celulares tentam acessar a rede simultaneamente para enviar mensagens, publicar vídeos, compartilhar localização e utilizar aplicativos.

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No Rock in Rio, essa demanda muda rapidamente ao longo do dia. O público se desloca entre palcos e outras áreas, fazendo com que determinados pontos concentrem muito mais tráfego em alguns momentos. A rede precisa acompanhar esse movimento sem depender de uma distribuição fixa e uniforme de capacidade.

Estrutura 5G cresceu 45% em relação à edição anterior

Um dos principais números da operação está no aumento das antenas dedicadas à quinta geração. Para 2026, a quantidade de antenas 5G aumentou 45% na comparação com a edição anterior.

Esse reforço acompanha uma mudança acelerada no perfil do tráfego dentro do festival. A expectativa da TIM é que o 5G responda por mais de 60% de todos os dados trafegados durante o evento, tornando-se predominante na rede montada para a edição.

Antenas conseguem acompanhar a concentração do público

As antenas utilizadas no festival são descritas como inteligentes porque conseguem direcionar capacidade para áreas onde há maior concentração de pessoas. Em vez de distribuir o sinal da mesma forma para todo o espaço, a infraestrutura pode responder ao deslocamento da multidão.

Isso é particularmente relevante no Rock in Rio, onde dezenas de milhares de pessoas podem deixar uma região e se concentrar próximo a outro palco em pouco tempo. A rede precisa redistribuir recursos conforme a demanda muda ao longo da programação.

Participação do 5G saltou desde 2022

A evolução do tráfego mostra quanto o uso do 5G mudou em apenas algumas edições. Em 2022, aproximadamente 20% do tráfego do Rock in Rio passava pela rede de quinta geração.

Na edição de 2024, essa participação chegou a aproximadamente 40%. Para 2026, a previsão supera 60%, o que significa que em quatro anos o 5G terá passado de parcela minoritária para responsável pela maior parte do tráfego registrado no festival.

Rock in Rio recebe estreia do 5G Advanced diante de grande público

A principal novidade técnica de 2026 será o 5G Advanced, evolução da quinta geração desenvolvida para ampliar desempenho e estabilidade da conexão, inclusive em situações de elevada demanda.

A TIM já havia experimentado essa tecnologia em laboratório e também em um evento fechado ligado à Fórmula 1, em Interlagos. No Rock in Rio, porém, o sistema será colocado diante de uma concentração de público de outra escala, transformando o festival em um teste operacional muito mais exigente.

Tecnologia busca manter estabilidade quando a rede fica pressionada

Em um grande festival, o desafio não está apenas em fornecer velocidade elevada. Milhares de aparelhos podem tentar transmitir dados ao mesmo tempo, principalmente durante apresentações, chegada do público e saída do evento.

É nesse cenário que o 5G Advanced deverá ser observado. A tecnologia foi desenvolvida para manter maior estabilidade mesmo com a rede sobrecarregada. Para utilizá-la, entretanto, o usuário precisa ter um aparelho compatível com esse padrão de conexão.

Rede também reserva espaço exclusivo para equipes do evento

A infraestrutura não atende somente ao público. Parte da capacidade da rede 5G é separada para profissionais responsáveis pela própria operação do festival, evitando que comunicações essenciais disputem espaço diretamente com o tráfego dos visitantes.

Esse recurso cria um canal reservado e prioritário para equipes de trabalho, permitindo que orientações e comunicações operacionais continuem funcionando mesmo quando a utilização da internet pelo público atingir níveis elevados.

Conectividade passou a interferir na própria operação do festival

A importância da rede deixou de estar limitada à possibilidade de postar uma foto ou mandar uma mensagem. No Rock in Rio, diferentes serviços e ativações dependem de conexão para funcionar.

QR codes, aplicativos, localização, experiências conectadas dentro do evento e chamadas de transporte na saída estão entre os usos associados à infraestrutura. Uma falha generalizada de conectividade pode, portanto, atingir atividades que fazem parte da própria dinâmica do festival.

Mais de 100 profissionais acompanham a rede

Mesmo com automação e antenas inteligentes, existe uma equipe dedicada à supervisão da operação. Mais de 100 profissionais participam do monitoramento da rede em tempo real durante o evento.

O acompanhamento começa quatro horas antes da abertura dos portões e permanece até duas horas depois do encerramento do último show. Isso amplia a janela de observação para períodos de chegada e saída, quando grandes fluxos de pessoas também pressionam a infraestrutura.

Inteligência artificial tenta detectar problemas antes do público

Além das equipes humanas, um sistema de inteligência artificial acompanha continuamente o comportamento da rede. A ferramenta verifica variações de desempenho e identifica pontos em que a qualidade começa a cair.

O sistema pode realizar correções automaticamente antes que uma degradação seja percebida pelos usuários. No Rock in Rio, isso significa usar o comportamento real de uma rede submetida a enorme concentração de dispositivos como referência permanente para ajustes.

Festival virou laboratório para tecnologias de telecomunicações

A relação da TIM com o evento acompanha a expansão do próprio 5G brasileiro. Em 2022, poucas semanas após o início comercial da tecnologia no país, o Rock in Rio tornou-se o primeiro grande evento brasileiro com cobertura de quinta geração.

Desde então, cada edição passou a oferecer condições para testar soluções diante de uma demanda incomum. A concentração de aparelhos transforma temporariamente o local em uma espécie de pequena cidade digital, mas com consumo de dados concentrado em poucas horas.

Tecnologias testadas podem chegar depois à rede convencional

Para a operadora, o Rock in Rio funciona como ambiente de experimentação justamente porque coloca a infraestrutura em uma situação difícil de reproduzir no cotidiano. Soluções precisam funcionar enquanto milhares de pessoas mudam de localização e acessam serviços simultaneamente.

As tecnologias experimentadas no festival podem posteriormente ser propagadas para a infraestrutura e para a base de clientes da companhia. O que é testado sob pressão no evento pode servir de referência para a evolução da rede utilizada fora dele.

Rock in Rio coloca 5G Advanced, antenas e inteligência artificial diante de 130 mil pessoas por dia

Com mais de 120 antenas, aumento de 45% no número de equipamentos 5G, participação esperada superior a 60% no tráfego e estreia do 5G Advanced diante de um grande público, o Rock in Rio 2026 também se tornou um teste de engenharia de telecomunicações em larga escala.

Mais de 100 profissionais e sistemas de inteligência artificial completarão uma operação preparada para acompanhar uma concentração de até 130 mil pessoas por dia. Você acredita que tecnologias testadas em eventos gigantes realmente melhoram mais tarde a experiência de quem usa o 5G no cotidiano? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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