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Rússia testa “bunker flutuante” com canhão para proteger portos após ataques com centenas de drones ucranianos
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 16/08/2026 às 21:51
Atualizado em 16/08/2026 às 22:46
Ciência e Tecnologia
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Plataforma PLOT-40 ou PLOT-47 tem cerca de 4,5 metros, parece não possuir motor próprio e pode levar metralhadora pesada ou canhão automático para reforçar a proteção de portos russos contra dron
A Rússia parece estar testando uma nova defesa flutuante, identificada como PLOT-40 ou PLOT-47, equipada com uma arma automática e destinada a reforçar portos e ancoradouros diante do aumento dos ataques realizados com drones ucranianos.
Defesa flutuante tem formato de pequeno bunker sobre quatro flutuadores
A plataforma identificada como PLOT tem aproximadamente 4,5 metros de comprimento por 2,4 metros de largura e utiliza quatro flutuadores cilíndricos como base.
Sobre o pontão há uma pequena estrutura com paredes inclinadas. O conjunto lembra mais uma posição defensiva compacta instalada sobre a água do que uma embarcação convencional de patrulha.
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Na parte superior aparece o que pode ser uma metralhadora pesada de 12,7 mm ou um canhão automático de 20 mm. O equipamento está acompanhado por um sistema de orientação que poderia auxiliar na detecção e no ataque a alvos.
A estrutura também possui aberturas nas laterais, na frente e na traseira. Imagens relatadas pelo The Maritime Executive aparentam mostrar bancos no interior da plataforma.
Ainda não está claro, porém, se o sistema foi projetado para permanecer constantemente tripulado nem qual parcela do processo de identificação e mira de alvos poderia funcionar de maneira automatizada.
Plataforma não parece ter motor e dependeria de outra embarcação
A PLOT aparentemente não possui sistema próprio de propulsão. Essa característica indica que a plataforma precisaria ser rebocada ou posicionada com a ajuda de outra embarcação antes de cumprir sua função defensiva.
A falta de mobilidade reforça a interpretação de que o equipamento funciona como uma posição armada flutuante, e não como um navio capaz de patrulhar áreas extensas por conta própria.
A plataforma também parece apresentar pouca ou nenhuma blindagem. Caso seja diretamente atacada, essa característica pode deixá-la vulnerável, principalmente diante de sistemas não tripulados maiores ou com maior capacidade ofensiva.
O desenho, portanto, combina uma estrutura relativamente simples com uma arma e possíveis sensores posicionados sobre a água, próximos às áreas que precisam de proteção.
Ataques com drones pressionam defesas dos portos russos
O surgimento da defesa flutuante ocorre em um momento no qual a Ucrânia tem utilizado drones com frequência crescente contra ativos navais russos, portos e embarcações relacionadas às exportações de energia do país.
A vulnerabilidade dessas instalações ficou especialmente evidente nos ataques realizados contra Novorossiysk, importante porto russo no Mar Negro, nos dias 11 e 12 de agosto.
Segundo as informações disponíveis, essas ações envolveram centenas de drones e fazem parte de uma sequência de ataques contra alvos marítimos russos.
A proteção de grandes portos representa um desafio porque essas instalações podem ocupar áreas extensas e reunir navios, estruturas destinadas a combustível e outros ativos considerados de alto valor.
As defesas aéreas instaladas em terra, por sua vez, podem não oferecer cobertura completa de todas as rotas utilizadas para acessar portos e ancoradouros.
Canhões próximos à água poderiam criar uma camada adicional de proteção
Analistas argumentam que plataformas armadas instaladas diretamente sobre a água poderiam acrescentar uma nova camada às defesas existentes, aproximando armas e sensores das possíveis rotas utilizadas em ataques.
A construção relativamente simples também poderia permitir um desdobramento mais barato do que o emprego de navios de guerra convencionais ou de sistemas de defesa aérea mais sofisticados.
Ao mesmo tempo, a ausência aparente de propulsão e de blindagem substancial cria limitações para o sistema e pode transformar a própria plataforma em alvo durante um ataque.
Por esse motivo, a PLOT-40 pode representar apenas uma das ferramentas empregadas pela Rússia na tentativa de proteger suas instalações marítimas contra drones.
O sistema também aparece dentro de uma tendência de combinação de diferentes recursos defensivos, incluindo armas, sensores, guerra eletrônica e plataformas de menor custo para responder ao avanço dos sistemas não tripulados no conflito.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

