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Sebastião Salgado e Lélia transformaram uma área devastada de Minas Gerais ao plantar mais de 3 milhões de árvores e recuperar 2.346 hectares de Mata Atlântica

Sebastião Salgado e Lélia transformaram uma área devastada de Minas Gerais ao plantar mais de 3 milhões de árvores e recuperar 2.346 hectares de Mata Atlântica

MG

4 min de leitura

Sebastião Salgado e Lélia transformaram uma área devastada de Minas Gerais ao plantar mais de 3 milhões de árvores e recuperar 2.346 hectares de Mata Atlântica

Escrito por Caio Aviz

Publicado em 14/08/2026 às 12:25

Atualizado em 14/08/2026 às 12:26

Sustentabilidade

Sebastião Salgado e Lélia Wanick entre a vegetação; casal criou o Instituto Terra e impulsionou o plantio de mais de 3 milhões de árvores nativas.

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Sebastião Salgado e Lélia Wanick criaram o Instituto Terra em 1998 e transformaram uma antiga fazenda degradada em projeto de restauração na bacia do Rio Doce

Em 1998, Sebastião Salgado e Lélia Wanick Salgado deram início a um projeto que mudaria a paisagem de uma antiga propriedade da família em Aimorés, Minas Gerais. O casal criou o Instituto Terra com o objetivo de recuperar a vegetação nativa da Mata Atlântica que havia sido perdida durante décadas de degradação ambiental.

O trabalho avançou ao longo dos anos e ultrapassou os limites da propriedade. Segundo informações divulgadas, mais de 3 milhões de árvores nativas foram plantadas e aproximadamente 2.346 hectares de Mata Atlântica haviam sido recuperados até o início de 2025.

Instituto Terra nasceu da tentativa de recuperar a antiga Fazenda Bulcão em Minas Gerais

A iniciativa começou na Fazenda Bulcão, propriedade ligada à família de Sebastião Salgado, no município de Aimorés. A área havia perdido grande parte de sua cobertura vegetal, cenário que motivou Lélia e Sebastião a tentar restaurar a floresta que anteriormente ocupava o terreno.

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Em 1998, o casal fundou o Instituto Terra para organizar esse processo de recuperação. A proposta passou a reunir plantio de espécies nativas, restauração ambiental e proteção de recursos naturais presentes na região da bacia do Rio Doce.

A recuperação da propriedade se tornou o ponto de partida para um projeto maior. Com o avanço das atividades, o instituto ampliou sua atuação e passou a desenvolver ações em outras áreas degradadas da região.

Mais de 3 milhões de árvores nativas foram plantadas durante o projeto ambiental

O reflorestamento tornou-se uma das principais atividades do Instituto. Mais de 3 milhões de árvores nativas da Mata Atlântica foram plantadas desde o início dos trabalhos conduzidos pela instituição.

O plantio buscava recompor áreas que haviam perdido a vegetação original. Ao longo do processo, terrenos anteriormente degradados voltaram a receber cobertura florestal, formando novamente ambientes associados à Mata Atlântica.

O trabalho não ficou restrito às árvores. O Instituto Terra também passou a atuar na recuperação de nascentes e afluentes do Rio Doce, além de desenvolver projetos relacionados à educação e à conscientização ambiental.

Área degradada em Minas Gerais antes do avanço da recuperação ambiental.

Recuperação da Mata Atlântica alcançou 2.346 hectares até o início de 2025

Com mais de duas décadas de atuação, o projeto acumulou resultados expressivos. Até o começo de 2025, cerca de 2.346 hectares de Mata Atlântica já haviam sido recuperados, conforme os números apresentados.

Naquele período, o Instituto Terra também preparava a restauração de uma nova área localizada na bacia do Rio Doce. Dessa forma, o trabalho iniciado dentro da Fazenda Bulcão continuava avançando por outros pontos da região.

As atividades passaram ainda pela recuperação de cursos d’água e pela proteção de áreas diretamente relacionadas ao sistema hídrico local. O objetivo permaneceu ligado à recomposição da vegetação nativa e à restauração dos ambientes degradados.

Projeto também passou a atuar com educação ambiental e recuperação de nascentes

A atuação do Instituto Terra ganhou novas frentes conforme o reflorestamento avançava. Além das árvores, a instituição desenvolveu atividades de educação ambiental e conscientização de comunidades localizadas na região da bacia do Rio Doce.

O trabalho também envolveu a limpeza e a recuperação de nascentes e afluentes. Assim, o projeto passou a relacionar a restauração da floresta à conservação da água presente nos territórios atendidos.

Essa expansão transformou uma iniciativa inicialmente concentrada em uma propriedade particular em um projeto ambiental com atuação regional, mantendo a Mata Atlântica como principal foco da recuperação.

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Financiamento da Vale ao Instituto Terra também provocou críticas ao fotógrafo

Parte das atividades do projeto recebeu financiamento da Vale. A relação entre o Instituto Terra e a mineradora, entretanto, também provocou críticas direcionadas a Sebastião Salgado.

As críticas ganharam relevância por causa da ligação da Vale com o rompimento da barragem que atingiu a bacia do Rio Doce, região onde o próprio instituto desenvolvia trabalhos de recuperação ambiental.

Mesmo diante dessas discussões, o Instituto manteve suas ações de reflorestamento, recuperação de nascentes, educação ambiental e restauração de áreas degradadas da Mata Atlântica.

Sebastião Salgado morreu aos 81 anos após deixar projeto ambiental criado ao lado de Lélia

Sebastião Salgado morreu em 23 de maio de 2025, aos 81 anos. A morte do fotógrafo foi anunciada pelo Instituto, organização fundada por ele e Lélia Wanick quase três décadas antes.

Após a morte de Salgado, a instituição afirmou que continuaria honrando o legado construído pelo fotógrafo. O projeto ambiental permaneceu diretamente associado à recuperação da Fazenda Bulcão e de outras áreas da bacia do Rio Doce.

A trajetória deixou, portanto, uma dimensão que ultrapassa a fotografia. Ao lado de Lélia, Sebastião Salgado participou da criação de um projeto responsável pelo plantio de mais de 3 milhões de árvores e pela recuperação de milhares de hectares de Mata Atlântica em Minas Gerais.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

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