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Segundo maior navio de guerra do Brasil já recebe o G350 na Inglaterra e se aproxima de reforçar a Marinha
Escrito por Paulo Nogueira
Publicado em 08/08/2026 às 16:16
Atualizado em 08/08/2026 às 16:21
Forças Armadas
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Futuro NDM Oiapoque passa por revitalização em Plymouth e poderá transportar helicópteros, veículos, tropas e equipamentos para operações militares ou humanitárias
O futuro Navio-Doca Multipropósito Oiapoque (G350) já começa a exibir sua nova identidade brasileira enquanto passa pelos últimos trabalhos de preparação na Inglaterra. A embarcação deverá tornar-se o segundo maior navio de guerra da Marinha do Brasil, atrás apenas do NAM Atlântico.
Uma fotografia registrada em 3 de agosto de 2026 mostra o navio atracado em Plymouth com o número G350 aplicado ao casco. A mudança representa uma das etapas mais visíveis da transferência do antigo HMS Bulwark para a Esquadra brasileira.
O navio permanece na Base Naval de Devonport, onde passa por revitalização, certificação e preparação de diferentes sistemas. A previsão mais recente divulgada é de que a entrega à Marinha brasileira aconteça até o final de 2026.
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Paulo Nogueira
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Com 176 metros de comprimento e deslocamento aproximado de 18.500 toneladas, o Oiapoque ampliará consideravelmente a capacidade brasileira de transportar tropas, veículos, helicópteros, equipamentos e suprimentos.
Antigo navio britânico já apresenta a identidade brasileira
Antes de ser adquirido pelo Brasil, o Oiapoque operava na Marinha Real Britânica com o nome HMS Bulwark (L15).
A aplicação do indicativo G350 mostra que a antiga identidade britânica está sendo gradualmente substituída pela brasileira. Apesar disso, a embarcação ainda precisa concluir diferentes etapas técnicas antes de iniciar sua carreira no Atlântico Sul.
Os trabalhos realizados na Inglaterra envolvem sistemas de comando e controle, equipamentos de comunicação, propulsão, geração de energia e instalações necessárias para operações anfíbias.
Também passam por preparação o passadiço, o Centro de Operações de Combate, o convoo, a doca interna alagável e os compartimentos destinados ao transporte de militares, veículos e materiais.
Enquanto os serviços avançam, integrantes da Força Naval brasileira participam de treinamentos para operar e realizar a manutenção do navio.
A preparação da tripulação é fundamental porque o Oiapoque possui dimensões, sistemas e características operacionais diferentes de grande parte das embarcações atualmente utilizadas pela instituição.
O que significa NDM Oiapoque?
A sigla NDM significa Navio-Doca Multipropósito. Essa categoria reúne embarcações desenvolvidas para transportar forças militares e apoiar desembarques em regiões costeiras.
Uma das principais características do Oiapoque é sua doca interna alagável. O compartimento pode receber água para permitir o lançamento e o recolhimento de embarcações menores utilizadas no transporte de tropas, veículos e equipamentos.
Com essa estrutura, a Marinha não dependerá exclusivamente de portos preparados para desembarcar pessoal ou materiais. As embarcações menores poderão sair da doca e seguir até áreas costeiras com infraestrutura limitada.
Essa capacidade é especialmente importante em operações anfíbias, nas quais tropas e equipamentos precisam partir do mar em direção ao território.
Além disso, o navio poderá servir como plataforma de comando, apoio logístico e transporte estratégico para diferentes missões realizadas pela Esquadra.
Convoo permite operar dois helicópteros de grande porte
O Oiapoque possui um convoo preparado para receber até dois helicópteros de grande porte simultaneamente.
As aeronaves poderão ser utilizadas para transportar tropas, realizar buscas, retirar feridos e entregar suprimentos em áreas nas quais o acesso terrestre ou marítimo seja difícil.
O emprego conjunto de helicópteros e embarcações de desembarque amplia as possibilidades de atuação do navio. Enquanto as embarcações menores realizam operações pela água, as aeronaves conseguem alcançar regiões mais distantes da costa.
Dependendo da configuração adotada para cada missão, o G350 poderá acomodar aproximadamente 290 tripulantes e cerca de 700 militares embarcados.
A estrutura permite que o navio funcione como uma base móvel para operações prolongadas. Além da tripulação responsável pela embarcação, poderão viajar Fuzileiros Navais, equipes médicas, especialistas e profissionais de apoio.
Navio ampliará a capacidade anfíbia da Marinha do Brasil
A incorporação do Oiapoque deverá fortalecer principalmente o núcleo anfíbio da Força Naval.
Quando chegar ao Brasil, o navio deverá operar ao lado do Navio-Aeródromo Multipropósito Atlântico, do NDM Bahia e do Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Saboia.
Esse conjunto permite transportar tropas e equipamentos, comandar forças-tarefa e projetar a presença brasileira em diferentes pontos do litoral e do Atlântico Sul.
O novo navio também poderá participar de exercícios conjuntos com outras Marinhas. Sua estrutura facilita a integração de aeronaves, embarcações de desembarque, veículos e tropas especializadas.
Outro emprego previsto envolve o apoio logístico a unidades navais que estejam operando longe de suas bases. O Oiapoque poderá transportar alimentos, combustível, equipamentos, peças e outros materiais necessários para sustentar uma missão.
Oiapoque também poderá atuar em tragédias e desastres naturais
Apesar de suas características militares, o futuro navio da Esquadra brasileira também poderá ser utilizado em operações humanitárias.
Sua grande capacidade de transporte permitirá embarcar ambulâncias, hospitais de campanha, veículos de engenharia, medicamentos, alimentos e equipes especializadas.
Em uma situação de enchente, deslizamento ou outro desastre, o navio poderá deslocar rapidamente uma grande quantidade de recursos para a região atingida.
A doca alagável permitirá desembarcar suprimentos mesmo quando portos estiverem danificados. Os helicópteros, por sua vez, poderão retirar feridos e entregar alimentos ou medicamentos em localidades isoladas.
Essa combinação transforma o Oiapoque em uma estrutura capaz de apoiar tanto operações de defesa quanto missões de proteção à população.
O emprego humanitário foi um dos fatores considerados na aquisição da embarcação pelo Brasil. Navios desse porte podem permanecer próximos à região afetada e funcionar temporariamente como bases logísticas.
Compra do antigo HMS Bulwark foi formalizada em 2025
A aquisição do antigo HMS Bulwark foi formalizada em 10 de setembro de 2025, durante a feira de defesa DSEI UK, realizada em Londres.
O navio recebeu o nome Oiapoque em referência ao rio localizado no extremo norte brasileiro, que marca parte da fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.
A escolha mantém a tradição da Marinha de utilizar nomes relacionados a regiões, rios, personagens e elementos importantes da história e da geografia nacional.
Depois da conclusão dos trabalhos em Devonport, o G350 ainda deverá passar pelos procedimentos necessários para sua transferência e incorporação definitiva.
A chegada do navio representará um aumento significativo na capacidade de transporte estratégico da Marinha do Brasil e colocará a embarcação entre os principais meios de superfície da Esquadra.
Com o indicativo brasileiro já instalado no casco, o antigo navio britânico entra em uma fase decisiva de sua transição. O próximo grande marco deverá ser sua saída da Inglaterra e o início de uma nova carreira operacional sob a bandeira brasileira.
Fonte: Poder Naval.
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Marinha do Brasil
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naval
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

