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Seis módulos gigantes, 12 dias de operação e peças de até 3.320 toneladas: novo terminal tomou forma após estruturas viajarem de madrugada por mais de 800 metros até as fundações definitivas

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4 min de leitura

Seis módulos gigantes, 12 dias de operação e peças de até 3.320 toneladas: novo terminal tomou forma após estruturas viajarem de madrugada por mais de 800 metros até as fundações definitivas

Escrito por Fabio Lucas Carvalho

Publicado em 08/08/2026 às 07:42

Atualizado em 08/08/2026 às 08:03

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Novo Terminal F do Aeroporto Dallas-Fort Worth foi dividido em seis megamódulos pré-fabricados; o maior tinha cerca de 84,7 metros de comprimento, e cada estrutura percorreu mais de 800 metros sobre transportadores especiais.

Seis estruturas gigantescas destinadas ao novo Terminal F do Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worth (DFW), nos Estados Unidos, foram construídas em uma área separada e depois transportadas durante a madrugada por uma taxiway. O maior módulo chegava a aproximadamente 84,7 metros de comprimento e tinha peso divulgado de 3.320 toneladas.

A operação ocorreu em agosto de 2025 e terminou no dia 8 daquele mês. Em vez de erguer toda a estrutura diretamente sobre as fundações do terminal, as equipes montaram grandes seções em outro ponto da própria propriedade do aeroporto.

Depois, foi necessário levá-las inteiras até o local definitivo.

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Segundo o DFW Airport, os seis deslocamentos foram realizados à noite ao longo de aproximadamente duas semanas, utilizando transportadores modulares autopropelidos, conhecidos pela sigla SPMT.

Maior módulo tinha quase 85 metros e pesava 3.320 toneladas

As dimensões dão uma ideia da escala da operação. O maior dos seis módulos media 278 pés de comprimento por 136 pés de largura, equivalentes a aproximadamente 84,7 por 41,5 metros.

Seu peso divulgado chegou a 3.320 toneladas. O DFW comparou essa massa à de aproximadamente 12 aeronaves Boeing 787-9 Dreamliner.

As estruturas formaram o esqueleto da primeira etapa do futuro Terminal F. Depois de chegar ao destino, cada módulo foi colocado sobre fundações previamente construídas no terreno definitivo.

O aeroporto afirma que os módulos do Terminal F eram aproximadamente quatro vezes maiores que os utilizados meses antes na expansão do Terminal C, outro projeto de construção modular realizado dentro do complexo.

A primeira fase do Terminal F foi planejada com 15 portões. O projeto mais amplo foi anunciado pelo DFW com investimento estimado em cerca de US$ 4 bilhões e previsão de chegar, em sua configuração final planejada, a 31 portões atendidos pela American Airlines.

Cada estrutura percorreu mais de 800 metros pela taxiway

A distância também chama atenção. A Turner Construction, integrante da joint venture responsável pela primeira fase, informou que cada módulo percorreu mais de meia milha, ou mais de 800 metros, por uma das taxiways do aeroporto.

Segundo a empresa, os seis movimentos foram realizados ao longo de 12 dias.

Não eram peças desmontadas sendo levadas para montagem posterior. Tratava-se de grandes seções estruturais pré-fabricadas que precisavam chegar ao terreno do Terminal F mantendo sua configuração.

Para realizar o deslocamento, foram utilizados SPMTs da Mammoet. Esses equipamentos são formados por plataformas modulares com diversos conjuntos de rodas e sistemas capazes de movimentar cargas extremamente pesadas com controle preciso.

A Turner classificou a iniciativa como a maior operação modular já realizada para um terminal aeroportuário. O DFW, por sua vez, afirmou que os módulos eram os maiores já movimentados para uma expansão de terminal de aeroporto.

Módulos foram construídos dentro da propriedade do aeroporto

Embora tenham sido fabricados fora do local definitivo do Terminal F, eles não vieram de outra cidade ou de uma fábrica distante.

A Mammoet, responsável pelo transporte especializado, informa que as seis estruturas foram construídas em um canteiro de fabricação próximo, dentro da propriedade do próprio aeroporto.

A partir dali, foram levadas uma a uma até o ponto de instalação.

Os SPMTs receberam suportes metálicos sob as estruturas. De acordo com a Mammoet, o sistema permitiu elevar os módulos utilizando o próprio curso vertical dos transportadores antes de carregá-los através da área aeroportuária e posicioná-los no destino.

A escolha da construção modular também permitiu manter duas frentes de trabalho. Enquanto partes do Terminal F eram montadas na área de pré-fabricação, serviços podiam avançar simultaneamente no terreno definitivo.

Para um aeroporto em funcionamento, esse método reduz a quantidade de atividade pesada concentrada diretamente no local onde o terminal será instalado e diminui a interferência das obras nas operações regulares.

Seis viagens noturnas completaram estrutura inicial do Terminal F

O último dos seis módulos chegou ao local definitivo em 8 de agosto de 2025, concluindo uma sequência de deslocamentos que transformou estruturas construídas separadamente em parte do futuro terminal.

Com os módulos posicionados sobre suas fundações, a obra pôde avançar para as etapas seguintes.

A operação reuniu, assim, duas escalas incomuns no mesmo projeto: peças próximas do tamanho de um campo esportivo e milhares de toneladas sendo transportadas inteiras por uma via normalmente associada à circulação de aeronaves.

Em vez de construir cada seção exclusivamente no ponto final, o DFW adotou uma estratégia na qual seis enormes partes do terminal foram montadas separadamente, carregadas por mais de 800 metros durante a madrugada e, finalmente, encaixadas no terreno que receberá o Terminal F.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

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