Após três dias de mobilização em Tarauacá, os barqueiros responsáveis pelo transporte escolar da rede estadual retornaram às suas comunidades sem receber os salários atrasados e sem qualquer resposta concreta do Governo do Estado ou das empresas responsáveis pelo serviço.
Diante da falta de solução, os trabalhadores decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado. Com isso, centenas de estudantes da zona rural continuam sem aulas, já que o transporte fluvial é a única forma de acesso às escolas em diversas comunidades.
Durante a permanência na cidade, os barqueiros intensificaram a mobilização em busca de apoio. Eles visitaram o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, fundaram a Associação dos Barqueiros, estiveram na Câmara Municipal para solicitar apoio dos vereadores e protocolaram uma representação no Ministério Público denunciando os atrasos salariais e os prejuízos causados aos trabalhadores e aos estudantes.
O vereador Chagas Batista, que acompanhou o movimento, criticou a postura do Governo do Estado e classificou a situação como um ato de irresponsabilidade e falta de respeito com os profissionais e as famílias afetadas.
“O Governo do Estado sequer teve a decência de apresentar uma resposta aos barqueiros e às famílias que estão sendo prejudicadas com a suspensão das aulas. Esperamos que reconheça o erro, resolva imediatamente o problema e garanta o pagamento dos trabalhadores. Caso contrário, terá que responder por suas responsabilidades perante a população”, afirmou o parlamentar.
Chagas Batista informou ainda que acionou o Ministério Público para que sejam adotadas as medidas necessárias para assegurar o direito dos estudantes à educação e garantir o pagamento dos profissionais que realizam o transporte escolar.
Sem qualquer avanço nas negociações, os barqueiros retornaram às comunidades mantendo os barcos parados. A categoria afirma que a greve só será encerrada quando os salários atrasados forem quitados e houver garantias de que os pagamentos serão regularizados.

