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Sem emprego e chegando a deixar de comer para garantir comida dos filhos, mãe passou a vender balas escondida nos vagões de trens do Rio de Janeiro, enfrentou os riscos do comércio proibido e acabou encontrando na própria voz uma forma de ganhar dinheiro e sustentar a família cantando para os passageiros

Sem emprego e chegando a deixar de comer para garantir comida dos filhos, mãe passou a vender balas escondida nos vagões de trens do Rio de Janeiro, enfrentou os riscos do comércio proibido e acabou encontrando na própria voz uma forma de ganhar dinheiro e sustentar a família cantando para os passageiros

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Sem emprego e chegando a deixar de comer para garantir comida dos filhos, mãe passou a vender balas escondida nos vagões de trens do Rio de Janeiro, enfrentou os riscos do comércio proibido e acabou encontrando na própria voz uma forma de ganhar dinheiro e sustentar a família cantando para os passageiros

Escrito por Geovane Souza

Publicado em 14/08/2026 às 22:21

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Mãe desempregada passou a vender balas e cantar em trens do Rio para conseguir renda e garantir a alimentação dos filhos. (Foto: Youtube/Hora do Faro)

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Sem emprego e enfrentando dificuldades para colocar comida em casa, Érica buscou renda dentro dos trens do Rio de Janeiro, primeiro vendendo balas e depois cantando para os passageiros; a mudança transformou sua voz em fonte de sustento para os filhos

Sem emprego e pressionada pela falta de dinheiro para alimentar os filhos, Érica encontrou nos vagões dos trens do Rio de Janeiro uma alternativa para tentar colocar comida dentro de casa. O caminho começou com a venda de balas e, mais tarde, ganhou outra forma quando ela percebeu que poderia usar a própria voz para conseguir renda.

A situação chegou ao ponto de Érica deixar de comer para que a comida disponível ficasse para os filhos, segundo o relato apresentado pelo programa Hora do Faro. A história foi exibida originalmente em 7 de maio de 2017 e permaneceu disponível no portal da Record, onde recebeu atualização em março de 2024.

O trabalho dentro das composições estava longe de ser uma escolha confortável. A venda de produtos nos vagões era descrita pela própria reportagem como proibida e arriscada, mas, diante do desemprego, aquela havia se tornado uma das maneiras encontradas por Érica para obter algum dinheiro.

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Foi nesse ambiente, cercada diariamente por passageiros entrando e saindo das composições, que uma habilidade que até então não sustentava a casa começou a ganhar espaço. Aos poucos, as balas deram lugar às músicas e Érica passou a ser conhecida como a “cantora do trem”.

Antes das músicas, a necessidade levou Érica a tentar ganhar dinheiro vendendo balas dentro dos vagões

A trajetória apresentada pela televisão começa em uma situação que atingia diretamente o básico dentro da casa. Sem trabalho, Érica precisava encontrar rapidamente alguma maneira de conseguir dinheiro e passou a circular pelos vagões oferecendo balas aos passageiros.

Não havia salário definido, jornada regular ou garantia de que voltaria para casa com dinheiro suficiente. A renda dependia das vendas feitas ao longo das viagens, em um espaço onde a atividade comercial enfrentava restrições e fiscalização.

O ponto central daquela decisão era a alimentação dos filhos. O próprio título dado pela Record à reportagem destacou que a mãe chegava a abrir mão da própria comida para alimentar as crianças, uma dimensão que ajuda a explicar por que ela continuava entrando nos trens apesar das dificuldades envolvidas.

A reportagem também menciona que a trajetória começou a mudar depois de um “grande susto”. O texto atualmente disponível no portal, porém, não detalha exatamente o episódio, por isso não é possível atribuir ao acontecimento circunstâncias que não estejam documentadas.

Dentro dos mesmos trens onde vendia produtos, Érica percebeu que sua voz também poderia gerar renda

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A mudança ocorreu sem que Érica precisasse abandonar imediatamente o espaço onde já buscava sustento. Os próprios trens passaram a funcionar como palco improvisado.

Em vez de depender somente da venda de mercadorias, ela começou a cantar para os passageiros e receber contribuições espontâneas. Outra publicação feita pela Record naquele período registrou que Érica ganhava a vida cantando nos vagões dos trens do Rio de Janeiro, consolidando o apelido pelo qual sua história ficou conhecida.

Não era uma apresentação convencional, com palco, ingresso ou cachê contratado. O público mudava a cada estação e a remuneração vinha dos trocados entregues por quem acompanhava as músicas durante o trajeto.

A voz, que até então era uma habilidade pessoal, passou a ocupar uma função concreta no orçamento doméstico. Érica encontrou uma maneira de continuar tentando sustentar os filhos sem depender exclusivamente das balas que carregava de vagão em vagão.

A “cantora do trem” acabou chegando à televisão e cantou diante de Lexa e MC Guimê

A história ganhou outra dimensão quando chegou ao Hora do Faro. Érica deixou temporariamente os vagões para se apresentar no programa comandado por Rodrigo Faro e teve sua trajetória mostrada ao público nacional.

Durante a participação, ela cantou diante de Lexa e MC Guimê, que aprovaram sua apresentação. O programa também promoveu uma mudança em seu visual e entregou presentes à cantora, segundo publicação feita pelo R7 após a exibição.

A participação na televisão não apaga o período anterior nem transforma automaticamente uma atividade informal em carreira musical estável. O que o material disponível permite afirmar é que, naquele momento, Érica já havia conseguido substituir parte da renda obtida com a venda de balas pelas contribuições recebidas enquanto cantava.

O caso também chama atenção para uma característica comum aos artistas que ocupam espaços de circulação intensa. Diferentemente de um músico contratado para um evento, quem canta dentro de trens depende diretamente da reação de pessoas que não saíram de casa com a intenção de assistir a um espetáculo.

Apresentações culturais nos transportes do Rio ganharam regras específicas depois da história de Érica

Quando a história de Érica foi exibida, em maio de 2017, o debate sobre artistas dentro de trens e metrôs do Rio já existia. A regulamentação estadual específica para essas apresentações, no entanto, viria posteriormente.

Em 25 de setembro de 2018, mais de um ano após a participação da cantora no programa, foi sancionada no Rio de Janeiro a Lei Estadual nº 8.120. O texto passou a tratar das manifestações culturais em estações de barcas, trens e metrô, incluindo apresentações musicais vocais e instrumentais.

A norma também previu a possibilidade de contribuições espontâneas dos passageiros e estabeleceu regras para organização das apresentações. O contexto jurídico posterior, portanto, não deve ser usado para reescrever a situação enfrentada por Érica em 2017, quando a própria reportagem classificava sua atividade inicial dentro dos vagões como proibida e arriscada.

Essa diferença de datas ajuda a compreender a história sem misturar momentos distintos. Érica começou nos trens pela necessidade de obter renda, em uma realidade marcada pelo desemprego e pela dificuldade de garantir alimentação aos filhos, e acabou encontrando no canto uma maneira diferente de buscar dinheiro no mesmo espaço.

Da venda de balas aos trocados recebidos por cantar, a prioridade continuou sendo colocar comida dentro de casa

A parte mais concreta da trajetória não está em uma promessa de fama, mas na mudança daquilo que Érica fazia diariamente para conseguir renda. Primeiro vieram as balas carregadas pelos vagões. Depois, as apresentações para passageiros desconhecidos.

A exposição no Hora do Faro levou sua história para milhões de pessoas e colocou a cantora diante de artistas conhecidos, mas o ponto de partida continuava sendo doméstico. Era preciso sustentar os filhos e garantir comida dentro de casa.

Anos depois da exibição original, o episódio permanece como registro de uma mulher que buscou alternativas dentro do transporte público até transformar uma habilidade que já possuía em fonte de renda. A documentação disponível não permite afirmar qual foi o rumo profissional de Érica nos anos seguintes, por isso qualquer conclusão sobre uma eventual carreira posterior exigiria novas informações confirmadas.

A história de Érica mostra até onde uma mãe chegou diante da falta de renda e como os mesmos vagões onde começou vendendo balas acabaram servindo de palco para sua voz. O que você faria diante de uma situação como essa? Deixe sua opinião nos comentários e conte o que mais chamou sua atenção nessa trajetória.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Geovane Souza.

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