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Separada da manada na Índia aos 3 anos, elefanta Flavia passou 43 anos sozinha num zoológico de Córdoba, na Espanha, ganhou o apelido de “elefanta mais triste do mundo” e morreu sem nunca ter voltado a viver com outros da espécie

Separada da manada na Índia aos 3 anos, elefanta Flavia passou 43 anos sozinha num zoológico de Córdoba, na Espanha, ganhou o apelido de “elefanta mais triste do mundo” e morreu sem nunca ter voltado a viver com outros da espécie

5 min de leitura

Separada da manada na Índia aos 3 anos, elefanta Flavia passou 43 anos sozinha num zoológico de Córdoba, na Espanha, ganhou o apelido de “elefanta mais triste do mundo” e morreu sem nunca ter voltado a viver com outros da espécie

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 26/08/2026 às 23:45

Atualizado em 26/08/2026 às 23:46

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Flavia foi separada da manada aos 3 anos, viveu 43 anos sozinha no zoológico de Córdoba e morreu aos 47 antes de ser transferida para um santuário.

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Flavia, elefanta asiática separada de sua manada na Índia aos 3 anos, viveu 43 anos no zoológico de Córdoba, na Espanha, sem conviver com outros elefantes. Aos 47 anos, após seis meses de deterioração da saúde e diagnóstico de depressão, foi abatida quando já não conseguia mais se levantar sozinha.

Flavia, uma elefanta asiática, foi separada de sua manada na Índia aos 3 anos e levada para o zoológico de Córdoba, no sul da Espanha, onde permaneceu pelo resto da vida. Durante 43 anos, viveu sem conseguir interagir com outros elefantes, condição que ajudou a torná-la conhecida como a “elefanta mais triste do mundo”.

Segundo reportagem publicada pelo ZAP em 7 de março de 2019, com informações do jornal britânico The Independent, Flavia morreu aos 47 anos depois de apresentar deterioração da saúde durante os seis meses anteriores. A publicação também informa que ela sofria de depressão e que havia um trabalho em andamento para tentar transferi-la para um santuário.

Flavia foi separada da manada na Índia aos 3 anos

Flavia foi separada da manada aos 3 anos, viveu 43 anos sozinha no zoológico de Córdoba e morreu aos 47 antes de ser transferida para um santuário.

A história de Flavia começou longe da Espanha.

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A elefanta foi separada de sua manada na Índia aos 3 anos, capturada e posteriormente levada para o zoológico de Córdoba.

A partir daí, permaneceu em cativeiro durante praticamente toda a vida.

Elefanta passou 43 anos no zoológico de Córdoba

Flavia viveu 43 anos no zoológico localizado no sul da Espanha.

Durante esse período, segundo a organização de defesa dos animais PACMA, ela permaneceu em uma situação de “confinamento e solidão”.

A elefanta não conseguia interagir com outros indivíduos da própria espécie.

Animal ficou conhecido como a “elefanta mais triste do mundo”

A longa permanência isolada fez Flavia ganhar projeção internacional.

Ela passou a ser descrita como a “elefanta mais triste do mundo”, expressão associada à vida solitária no zoológico.

O apelido ganhou ainda mais peso diante dos relatos de depressão e da ausência de outros elefantes em sua rotina.

Saúde se deteriorou durante os últimos seis meses

Nos seis meses anteriores à morte, o estado de saúde de Flavia piorou progressivamente.

Segundo as informações atribuídas ao The Independent, além do desgaste físico, a elefanta também sofria de depressão.

O agravamento da condição levou o zoológico e grupos de proteção animal a discutir alternativas para melhorar seu bem-estar.

Zoológico e PACMA buscavam transferência para um santuário

O zoológico de Córdoba trabalhava em conjunto com a PACMA, organização de defesa dos direitos dos animais.

O objetivo era conseguir transferir Flavia para um santuário, onde sua condição de saúde e bem-estar pudesse ser melhorada.

A mudança, porém, não chegou a acontecer antes da morte da elefanta.

Flavia não conseguia mais se levantar sozinha

Nos momentos finais, a condição física da elefanta havia se agravado de forma significativa.

Em uma coletiva de imprensa na Câmara de Córdoba, Amparo Pernichi, responsável pelas questões ambientais, informou que Flavia já não conseguia se levantar sozinha.

Diante dessa situação, o animal acabou sendo abatido.

Zoológico anunciou morte “com grande tristeza”

Flavia foi separada da manada aos 3 anos, viveu 43 anos sozinha no zoológico de Córdoba e morreu aos 47 antes de ser transferida para um santuário.

A morte foi divulgada oficialmente pelo zoológico em uma sexta-feira.

A instituição afirmou anunciar a perda “com grande tristeza” e publicou uma homenagem com várias fotografias de Flavia.

O zoológico também declarou que toda a equipe do Parque Zoológico Municipal que teve a oportunidade de trabalhar com a elefanta lamentava seu falecimento.

Flavia era considerada um “ícone” de Córdoba

Amparo Pernichi descreveu a elefanta como um “ícone” para toda a cidade.

Segundo ela, a morte foi especialmente difícil para os profissionais que acompanharam Flavia durante sua vida e também durante os momentos finais.

A ligação entre o animal e a cidade havia sido construída ao longo de décadas de permanência no zoológico.

PACMA pediu que outros animais não passem pela mesma situação

Depois da morte de Flavia, a PACMA fez um apelo relacionado à política de manutenção de animais no zoológico.

A entidade pediu para que novos animais não fossem levados ao local e defendeu que aqueles já mantidos em cativeiro não fossem reproduzidos.

Durante todos estes anos [Flavia] esteve sozinha e cativa no zoológico de Córdoba. Esperamos que nenhum animal passe por esta situação novamente”, declarou Silvia Barquero, presidente da PACMA.

Elefantes formam laços familiares fortes em estado selvagem

A situação de Flavia também chamou atenção por uma característica própria da espécie.

Elefantes são animais sociais e conhecidos por desenvolver laços fortes dentro das unidades familiares.

Em estado selvagem, esses animais podem viver até 70 anos, segundo as informações apresentadas pela reportagem.

Flavia morreu aos 47 anos sem ter voltado a viver com outros elefantes

Flavia chegou ao fim da vida aos 47 anos, depois de ter sido retirada de sua manada ainda aos 3 e passado 43 anos no zoológico de Córdoba.

O plano para transferi-la a um santuário não chegou a ser concretizado, e a elefanta morreu sem ter voltado a conviver com outros animais da própria espécie.

Para você, elefantes deveriam permanecer em zoológicos sem a companhia de outros animais da mesma espécie? Deixe sua opinião nos comentários.

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elefanta Flavia


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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