Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Símbolo da enchente que parou o Brasil, o cavalo Caramelo foi resgatado de um telhado em Canoas, adotado oficialmente pela universidade que o salvou e hoje vive livre no campus, onde ninguém pode montá-lo

Símbolo da enchente que parou o Brasil, o cavalo Caramelo foi resgatado de um telhado em Canoas, adotado oficialmente pela universidade que o salvou e hoje vive livre no campus, onde ninguém pode montá-lo

5 min de leitura

Símbolo da enchente que parou o Brasil, o cavalo Caramelo foi resgatado de um telhado em Canoas, adotado oficialmente pela universidade que o salvou e hoje vive livre no campus, onde ninguém pode montá-lo

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 21/08/2026 às 07:27

Atualizado em 21/08/2026 às 07:28

Curiosidades

Canal

Cavalo Caramelo ficou quatro dias sobre telhado em Canoas, foi resgatado na enchente de 2024 e acabou adotado oficialmente pela Ulbra após meses de cuidados.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Caramelo, cavalo que ficou cerca de quatro dias ilhado sobre um telhado em Canoas durante as enchentes de maio de 2024, foi resgatado, tratado pela Ulbra e adotado oficialmente pela universidade em dezembro. O animal, de cerca de oito anos, vive na fazenda-escola e poderá ganhar um santuário no campus.

O cavalo Caramelo, que se tornou um dos símbolos das enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul, foi oficialmente adotado pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) depois de permanecer sob guarda temporária da instituição desde o resgate. O animal havia passado cerca de quatro dias isolado sobre o telhado de uma casa em Canoas antes de ser retirado do local.

Segundo reportagem publicada pela CNN Brasil em 10 de dezembro de 2024, o termo de adoção foi assinado na sexta-feira, dia 6. Caramelo, com cerca de oito anos de idade, continuou vivendo na fazenda-escola da Ulbra, ao lado de outros animais de grande porte, enquanto a universidade projetava construir um santuário para ele.

Caramelo passou cerca de quatro dias ilhado sobre um telhado em Canoas

As imagens do cavalo cercado pela água ganharam repercussão durante o auge das chuvas no Rio Grande do Sul. Caramelo permaneceu aproximadamente quatro dias sobre o telhado de uma residência em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

O animal acabou associado à resistência em meio à enchente. A situação também mobilizou uma operação específica para retirá-lo do local com segurança.

Equipe precisou anestesiar o cavalo ainda sobre o telhado

O resgate aconteceu no início de maio. Para conseguir retirar Caramelo da estrutura, a equipe responsável anestesiou o animal ainda no telhado.

Depois da retirada, a cavalaria da Brigada Militar participou do transporte até o Hospital Veterinário da Ulbra, onde Caramelo começou a receber atendimento especializado.

Cavalo chegou à Ulbra com lesões, exaustão e desidratação

Cavalo Caramelo ficou quatro dias sobre telhado em Canoas, foi resgatado na enchente de 2024 e acabou adotado oficialmente pela Ulbra após meses de cuidados.

A avaliação veterinária identificou desidratação leve, exaustão física provocada pelo jejum prolongado e pequenas lesões na pele.

Os profissionais também observaram lesões musculares e um estado significativo de desnutrição. O quadro exigiu acompanhamento depois dos dias em que o cavalo permaneceu isolado durante a enchente.

Desnutrição severa indicava problema anterior à enchente

A equipe da Ulbra constatou que o desenvolvimento corporal de Caramelo era inadequado para sua idade, condição que, segundo a universidade, indicava desnutrição severa havia um período prolongado.

A avaliação levou os veterinários a entender que os problemas nutricionais não tinham surgido apenas durante os quatro dias no telhado, mas já existiam antes da enchente.

Tutor não resgatou o animal e Ulbra apontou sinais de maus-tratos

Depois do salvamento, Caramelo permaneceu sob guarda temporária da universidade porque, segundo a reportagem, havia sido abandonado pelo tutor e apresentava sinais de maus-tratos.

O veterinário Jean Soares afirmou que o animal havia sido encontrado abandonado e que não fora resgatado pelo responsável. Para ele, casos com evidências de maus-tratos não devem resultar na devolução automática do animal aos tutores originais.

Veterinário defendeu responsabilização em casos de maus-tratos

Cavalo Caramelo ficou quatro dias sobre telhado em Canoas, foi resgatado na enchente de 2024 e acabou adotado oficialmente pela Ulbra após meses de cuidados.

Jean Soares também destacou a necessidade de responsabilização criminal conforme a legislação de proteção animal.

Segundo o veterinário, a combinação de sinais físicos de maus-tratos e abandono indicava negligência grave. A situação foi um dos fatores que mantiveram Caramelo sob os cuidados da Ulbra depois da alta do atendimento inicial.

Adoção oficial foi assinada em 6 de dezembro

A situação jurídica do cavalo mudou meses depois do resgate. Em 6 de dezembro de 2024, foi assinado o termo de adoção responsável do equino, formalizando a permanência de Caramelo na universidade.

O documento teve a assinatura da secretária do Bem-Estar Animal de Canoas, Fabiane Tomazi Borba, do presidente da Aelbra, Carlos Melke, e do vice-presidente, Antônio Romanoski.

Perfil de Caramelo comemorou a assinatura do termo

A formalização foi anunciada também no perfil criado para o cavalo nas redes sociais.

A publicação dizia: “Agora é o oficial! termo de adoção assinado. Vou poder viver solto na Ulbra! Obrigada por todo cuidado até aqui, bom saber que seguirei contando com vocês”.

Fazenda-escola passou a ser a moradia de Caramelo

Após a adoção, Caramelo permaneceu na fazenda-escola da Ulbra, onde já estava desde o período posterior ao resgate.

O espaço abriga também outros animais de grande porte. A universidade anunciou ainda que projetava a construção de um santuário destinado ao cavalo.

Universidade planeja construir um santuário para o animal

O projeto de um santuário foi apresentado pela Ulbra como uma etapa futura dos cuidados com Caramelo.

A proposta ainda estava em planejamento na época da reportagem. Enquanto isso, o cavalo continuava sendo mantido na estrutura da fazenda-escola, sob responsabilidade da instituição que participou de seu atendimento desde maio.

Em agosto, Caramelo participou de desfile em feira agropecuária

Meses depois do resgate, Caramelo apareceu publicamente em uma feira agropecuária realizada em Esteio, também na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Em agosto, o cavalo participou de um desfile acompanhado por Éder da Silveira de Souza, de 34 anos, estudante de Veterinária da Ulbra.

Aluno chamou participação com Caramelo de “honra”

Éder afirmou que conduzir o cavalo no evento havia sido uma experiência marcante.

Ele é o cavalo que se tornou o símbolo de bravura e resistência do nosso estado. Hoje tive uma experiência incrível”, disse o estudante na ocasião.

Caramelo permanece sob responsabilidade definitiva da Ulbra

A assinatura do termo encerrou o período em que Caramelo estava apenas sob guarda temporária da universidade. A Ulbra passou oficialmente a ser responsável pelo cavalo, que continuou vivendo na fazenda-escola depois de se recuperar dos problemas identificados no resgate.

A trajetória entre o telhado de Canoas e a adoção definitiva envolveu quatro dias de isolamento, atendimento veterinário, diagnóstico de desnutrição severa e meses de cuidados. A universidade também manteve o projeto de criar um santuário para o animal.

Para você, a adoção definitiva de Caramelo pela universidade foi a melhor solução depois do abandono e dos sinais de maus-tratos identificados após o resgate? Deixe sua opinião nos comentários.

Tags

cavalo caramelo


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

Sair da versão mobile