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Skatista brasileiro entrou para o Guinness após transformar um prédio de 22 andares em pista: aos 50 anos, Sandro Dias desceu uma rampa de 88,91 metros, alcançou 103,8 km/h, suportou quase quatro vezes o próprio peso e conquistou dois recordes depois de treinar com colete de 40 kg

Skatista brasileiro entrou para o Guinness após transformar um prédio de 22 andares em pista: aos 50 anos, Sandro Dias desceu uma rampa de 88,91 metros, alcançou 103,8 km/h, suportou quase quatro vezes o próprio peso e conquistou dois recordes depois de treinar com colete de 40 kg

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Skatista brasileiro entrou para o Guinness após transformar um prédio de 22 andares em pista: aos 50 anos, Sandro Dias desceu uma rampa de 88,91 metros, alcançou 103,8 km/h, suportou quase quatro vezes o próprio peso e conquistou dois recordes depois de treinar com colete de 40 kg

Escrito por Carla Teles

Publicado em 10/08/2026 às 15:19

Atualizado em 10/08/2026 às 15:20

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Brasileiro entrou para o Guinness: Sandro Dias bateu 103,8 km/h em Porto Alegre e conquistou dois recordes aos 50 anos. Imagem: Reprodução / Guinness World Records

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O skatista brasileiro entrou para o Guinness depois de descer uma rampa de 88,91 metros instalada em prédio de 22 andares em Porto Alegre, atingir 103,8 km/h, suportar força de 3,9 g e garantir dois recordes mundiais aos 50 anos, após meses de preparação com pesado colete de 40 kg.

O brasileiro entrou para o Guinness aos 50 anos depois de transformar uma ideia perseguida durante 13 anos em uma descida extrema pela lateral do Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre. Sandro Dias percorreu uma rampa temporária de 88,91 metros, atingiu 103,8 km/h e enfrentou força de 3,9 g durante o projeto Red Bull Building Drop, realizado em 25 de setembro de 2025 na capital gaúcha.

As informações foram publicadas pelo Guinness World Records em 20 de outubro de 2025, após a organização reconhecer oficialmente dois recordes obtidos pelo skatista brasileiro. O percurso durou cerca de oito segundos e terminou com Sandro conquistando os títulos de maior velocidade em skate sobre uma rampa improvisada e de maior queda em uma estrutura desse tipo, sob acompanhamento oficial durante as tentativas.

Sandro Dias sonhava com o prédio havia 13 anos

Imagem: Reprodução / Guinness World Records

O Centro Administrativo Fernando Ferrari, conhecido pela sigla CAFF, já chamava a atenção de skatistas devido ao desenho inclinado de sua estrutura. Para Sandro Dias, porém, o prédio havia se transformado em uma ideia pessoal muito antes da tentativa de recorde, alimentando durante aproximadamente 13 anos o sonho de realizar uma descida que parecia difícil de transformar em projeto real.

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Quando a estrutura finalmente foi adaptada para o desafio, o edifício de 22 andares deixou de ser apenas cenário e passou a funcionar como parte de uma gigantesca pista de skate. A intervenção foi temporária e exigiu meses de preparação para criar uma superfície adequada à descida sem alterar permanentemente o prédio.

Rampa temporária chegou a 88,91 metros

Imagem: Reprodução / Guinness World Records

A estrutura montada na lateral do edifício tinha formato semelhante a um quarto de círculo e alcançava 88,91 metros de extensão, segundo os dados certificados pelo Guinness. Entre o ponto mais baixo da rampa e a plataforma havia um desnível de 60,33 metros, criando uma descida muito superior às dimensões encontradas normalmente no skate vertical.

Essa escala transformou a tentativa em um problema que envolvia não apenas habilidade esportiva, mas também engenharia, velocidade e controle. Cada metro adicional aumentava a energia acumulada durante a descida, exigindo que o skatista permanecesse estável até alcançar a parte inferior da estrutura.

Brasileiro entrou para o Guinness após quatro tentativas bem-sucedidas

No dia da façanha, Sandro realizou quatro tentativas concluídas com sucesso. Ele começou a partir de aproximadamente 55 metros de altura e aumentou gradualmente o ponto de largada até alcançar cerca de 70 metros na tentativa mais elevada.

Foi nesse processo que o brasileiro entrou para o Guinness, acompanhado pela juíza Natalia Ramirez, responsável por verificar se os critérios estabelecidos para os recordes eram cumpridos. A progressão permitiu testar condições de estabilidade e segurança antes que Sandro enfrentasse a maior altura planejada.

Velocidade chegou a 103,8 km/h em apenas oito segundos

Durante a descida, Sandro Dias atingiu 103,8 km/h, velocidade comparável à de um automóvel circulando em uma rodovia. O percurso completo durou aproximadamente oito segundos, período curto em que o atleta precisou controlar posição corporal, trajetória e estabilidade enquanto acelerava rapidamente pela lateral do edifício.

Em altas velocidades, pequenas oscilações podem se transformar em movimentos difíceis de controlar. O desafio não era simplesmente permanecer sobre o skate, mas impedir que vibrações e alterações mínimas de postura comprometessem toda a descida, especialmente quando o atleta se aproximava da parte curva da rampa.

Corpo enfrentou força de 3,9 g durante a manobra

Os instrumentos utilizados no desafio registraram uma força de 3,9 g durante a descida. Isso significa que, nos momentos de maior exigência, o corpo de Sandro foi submetido a uma carga equivalente a quase quatro vezes seu próprio peso.

Também foi medida uma força de reação do solo equivalente a aproximadamente 280 kg. Esses números ajudam a dimensionar por que o treinamento físico precisava ir além das técnicas tradicionais do skate: músculos, articulações e postura precisavam permanecer estáveis enquanto o corpo enfrentava cargas muito superiores às vividas em uma sessão convencional.

Treinamento começou meses antes com colete de 40 kg

A preparação para o desafio começou em janeiro, vários meses antes da descida oficial. Uma das estratégias utilizadas foi o treinamento com coletes de 40 kg, concebido para acostumar o corpo a cargas mais elevadas e simular parte das exigências provocadas pelo aumento da força G.

Sandro também realizou exercícios de estabilidade em alta velocidade. Em determinados testes, ele foi puxado por uma motocicleta para experimentar velocidades semelhantes às esperadas no evento, permitindo que a equipe estudasse sua postura e o comportamento do skate antes da tentativa no prédio.

Oscilações em alta velocidade eram um dos principais riscos

Uma preocupação importante estava relacionada às oscilações que podem surgir quando um skate atinge velocidades muito superiores às habituais. O fenômeno pode provocar movimentos laterais rápidos e tornar extremamente difícil recuperar o controle.

Por isso, foram realizados testes específicos para reduzir esse risco. A preparação combinou experiência esportiva com análise da estabilidade necessária para atravessar uma superfície inclinada a mais de 100 km/h, condição muito diferente das manobras executadas normalmente em pistas de skate.

Equipamentos de segurança precisaram acompanhar a escala do desafio

A própria rampa recebeu estruturas de proteção nas laterais e na região inferior para diminuir os riscos durante a tentativa. O planejamento considerou também a forma como Sandro seria desacelerado depois de alcançar o trecho final.

O atleta utilizou ainda equipamento de proteção adaptado ao desafio, incluindo proteção para a coluna. A tentativa foi construída para permitir uma façanha extrema dentro de uma estrutura preparada especificamente para controlar parte dos riscos, embora a execução continuasse dependendo diretamente da habilidade do skatista.

Sandro precisou controlar o corpo até o último trecho

No ponto de largada mais alto, Sandro permanecia em posição inclinada sobre a estrutura, com grande parte do percurso abaixo dele. Uma pequena transferência de peso era suficiente para iniciar o movimento e fazer o skate entrar na linha de descida.

A partir daí, a aceleração aumentava rapidamente. Com os joelhos flexionados, o skatista precisava absorver forças crescentes até atravessar a curva inferior da gigantesca rampa, momento em que a carga exercida sobre seu corpo atingia níveis particularmente elevados.

Dois recordes foram confirmados pelo Guinness

Ao concluir a tentativa, Sandro recebeu dois títulos oficiais do Guinness World Records. Um deles reconheceu a maior velocidade atingida em skate em uma rampa improvisada, enquanto o segundo certificou a maior queda realizada nesse tipo de estrutura.

Com isso, o brasileiro entrou para o Guinness em duas categorias na mesma realização. A certificação transformou um projeto concebido inicialmente como uma ambição pessoal em um feito documentado segundo regras específicas de medição e acompanhamento da organização internacional.

Carreira já incluía seis títulos mundiais no vertical

Imagem: Reprodução / Guinness World Records

A tentativa aconteceu quando Sandro Dias já possuía uma carreira extensa no skate. Conhecido como “Rei do 540”, ele conquistou seis Campeonatos Mundiais de Skate Vertical, além de três medalhas de ouro nos X Games e três campeonatos europeus.

Esse histórico ajudava a explicar por que, aos 50 anos, ele ainda estava preparado para enfrentar um projeto tão incomum. A experiência acumulada em décadas de skate vertical fornecia domínio técnico sobre rampas, transições e controle corporal, mas a escala do prédio criava condições inéditas até mesmo para um atleta experiente.

Outro desafio em São Paulo serviu como antecedente

Em 2019, Sandro já havia participado de uma ação envolvendo uma estrutura urbana fora do padrão das pistas convencionais. Na ocasião, ele desceu uma estrutura de aproximadamente 30 metros na Ponte Estaiadinha, em São Paulo.

O projeto de Porto Alegre, entretanto, aumentou drasticamente as dimensões envolvidas. A combinação entre altura, extensão da rampa e velocidade colocou o Building Drop em uma escala muito superior, exigindo preparação específica mesmo para alguém acostumado a desafios verticais.

Prédio precisou receber meses de preparação

A transformação do CAFF em pista não ocorreu de maneira improvisada no sentido de construção repentina. A equipe passou meses preparando uma rampa temporária feita em madeira compensada e adaptando diferentes elementos para permitir a descida.

Foram instalados amortecedores nas laterais e na parte inferior da estrutura para criar uma área de segurança ao final. O objetivo era converter temporariamente a lateral de um edifício administrativo em uma superfície capaz de receber um skatista viajando a mais de 100 km/h.

Materiais da rampa ganharam destino depois do recorde

O projeto estabeleceu que a estrutura temporária seria desmontada depois da conclusão da tentativa. Os materiais utilizados na construção da pista não permaneceriam instalados no prédio.

Segundo o Guinness, a proposta previa reutilizar os materiais para construir duas novas pistas de skate em Porto Alegre. Assim, parte da madeira e dos componentes empregados em um evento único deveria continuar ligada ao esporte depois que o edifício retornasse à configuração original.

Descida exigiu mais do que simplesmente enfrentar a altura

Embora a imagem do prédio de 22 andares seja o elemento visual mais impressionante do desafio, a altura representava apenas uma das dificuldades. A aceleração, a transição da curva, a estabilidade do skate e as forças sofridas pelo corpo eram igualmente relevantes.

Um erro em qualquer dessas etapas poderia comprometer a tentativa. A execução dependia de manter equilíbrio durante segundos em que a velocidade aumentava continuamente, antes de Sandro chegar à parte inferior e encontrar a área preparada para sua desaceleração.

Aos 50 anos, atleta realizou sonho mantido por mais de uma década

Sandro chegou ao evento com 50 anos e uma ideia que havia permanecido em sua cabeça durante cerca de 13 anos. A longevidade do projeto torna a conquista diferente de uma tentativa criada exclusivamente para estabelecer um número estatístico.

Para o atleta, a realização estava ligada à possibilidade de ultrapassar limites depois de décadas de carreira. O brasileiro entrou para o Guinness em uma fase na qual já acumulava títulos internacionais, mas ainda encontrou uma maneira de realizar algo que não havia experimentado anteriormente.

Feito também ampliou visibilidade do skate brasileiro

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Depois do recorde, Sandro destacou que via a conquista como algo capaz de beneficiar o skate para além de sua própria carreira. A repercussão internacional colocou novamente um atleta brasileiro no centro de uma realização de grande impacto visual.

O projeto também recebeu comentários de nomes históricos do esporte, incluindo Tony Hawk. A combinação de edifício, velocidade e recorde ajudou a mostrar até onde as possibilidades do skate podem ser levadas quando infraestrutura, treinamento e experiência esportiva são combinados.

Brasileiro entrou para o Guinness com números difíceis de ignorar

A descida reuniu dimensões que normalmente não aparecem juntas no skate: 22 andares, uma rampa de 88,91 metros, velocidade de 103,8 km/h, força de 3,9 g e uma preparação que incluiu coletes de 40 kg. Aos 50 anos, Sandro Dias transformou esses números em dois recordes oficialmente reconhecidos.

O feito ocorreu depois de anos imaginando aquela estrutura como uma possível pista e de meses preparando corpo, equipamentos e rampa para a tentativa. O brasileiro entrou para o Guinness ao transformar uma construção urbana em cenário para uma descida de apenas oito segundos, mas planejada durante anos. Para você, o que mais impressiona: a velocidade alcançada, a altura do prédio ou o fato de Sandro ter realizado o desafio aos 50 anos? Deixe sua opinião nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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