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Taxista comprou um Toyota Etios 0 km em 2013, superou 1 milhão de quilômetros rodados e ainda mantém o motor original sem nunca ter sido aberto
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 29/08/2026 às 22:41
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Toyota Etios de um taxista ultrapassou 1 milhão de quilômetros rodados, manteve o motor sem abertura e continuou trabalhando mesmo após atingir a marca.
Um Toyota Etios XS 1.5 manual comprado zero-quilômetro em 2013 ultrapassou 1 milhão de quilômetros rodados sem que o motor precisasse ser aberto.
O sedã pertence ao taxista Walter Rivasplata, peruano que vivia no Brasil havia 25 anos e acumulou grande parte dessa distância trabalhando diariamente entre Buritis e Brasília. Mesmo depois da marca histórica, o carro permaneceu em serviço.
A história foi publicada pela UOL em fevereiro de 2020, quando Walter tinha 58 anos. A quilometragem cresceu em uma rotina capaz de colocar de 500 a 600 quilômetros no hodômetro em determinados dias, além de incluir uma viagem internacional até o Peru.
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O uso intenso, porém, não impediu que vários componentes permanecessem por centenas de milhares de quilômetros antes da primeira substituição.
Toyota Etios rodava de Buritis a Brasília praticamente todos os dias
Walter morava em Buritis, enquanto os filhos viviam em Brasília, destino também de grande parte de seus passageiros. Segundo Ramon, filho do taxista, o pai costumava sair por volta das 5h da manhã e chegar à capital federal aproximadamente às 8h.
Depois de levar passageiros, permanecia em Brasília até perto do meio-dia, quando iniciava a viagem de volta com novos clientes. A chegada a Buritis acontecia por volta das 16h. Após descansar, a mesma rotina recomeçava no dia seguinte.
Foi esse trabalho repetido durante anos que levou o Toyota Etios rapidamente às centenas de milhares de quilômetros. Walter sequer havia planejado alcançar o milhão. A possibilidade começou a ganhar força quando o sedã já marcava aproximadamente 800 mil quilômetros.
Motor nunca foi aberto mesmo após uso intenso
A quilometragem acumulada obrigou a substituição de componentes de desgaste, mas o motor permaneceu fechado durante toda a trajetória relatada pela família.
Algumas peças tiveram durabilidade especialmente elevada. Entre as intervenções realizadas estavam:
- primeira troca das pastilhas de freio: aos 250 mil km;
- primeira substituição de velas e cabos: aos 350 mil km;
- platô e disco de embreagem: aos 700 mil km;
- corrente de comando: aos 900 mil km;
- pastilhas de freio: cinco substituições até a marca de 1 milhão;
- velas e cabos: três trocas no período.
Os discos de freio continuavam originais, segundo o relato apresentado à UOL. O estado interno também surpreendia a família, que atribuía parte da conservação ao uso constante de capas nos bancos e de revestimento de vinil sobre o assoalho.
Hodômetro travou em 999.999 km
O próprio painel acabou encontrando um limite antes do restante do carro. Quando o Toyota Etios estava prestes a registrar oficialmente 1 milhão de quilômetros, o hodômetro chegou a 999.999 km e não avançou mais.
A Toyota substituiu o painel por outro e ficou com a peça original para analisar por que o marcador havia parado naquele número.
Com o equipamento novo instalado, o sedã voltou a registrar normalmente a distância percorrida. Na época da reportagem, já havia acumulado mais 500 quilômetros depois da substituição, levando a quilometragem total para além do milhão.
O episódio transformou o painel, e não o conjunto mecânico, em um dos obstáculos encontrados justamente no momento em que o carro atingia sua marca mais simbólica.
Viagem ao Peru terminou com colisão na Bolívia
Nem toda a trajetória ocorreu entre Goiás e o Distrito Federal. Walter também colocou o Etios na estrada em uma viagem até o Peru, ampliando ainda mais a quilometragem do sedã.
Foi durante esse percurso que aconteceu o maior problema enfrentado pelo automóvel nos sete anos relatados. Na passagem pela Bolívia, um caminhão atingiu a lateral do carro e danificou o para-choque.
Mesmo assim, a família afirmou que o veículo nunca deixou Walter sem condições de seguir trabalhando por causa de uma falha mecânica durante sua longa rotina.
A viagem internacional, porém, não entrou para a lista de experiências que a família pretendia repetir. Ramon descreveu o trajeto como cansativo e acompanhado de diferentes dificuldades.
Família pretendia manter Toyota Etios trabalhando
Ultrapassar 1 milhão de quilômetros não significou aposentadoria. Walter pretendia continuar utilizando o sedã profissionalmente por tempo indeterminado.
Ramon chegou a sugerir outra possibilidade: caso a Toyota se interessasse pelo veículo, a família aceitaria uma troca por um automóvel novo para que o Etios de mais de 1 milhão de quilômetros fosse preservado e exposto, permitindo que outras pessoas conhecessem sua história.
Até aquele momento, porém, o destino continuava sendo o asfalto. Depois de sete anos de deslocamentos intensos, corridas entre Buritis e Brasília, uma viagem ao Peru e milhares de horas trabalhando como táxi, o Toyota Etios permanecia rodando.
O marco de 1 milhão de quilômetros chamou atenção não apenas pelo número no hodômetro, mas porque foi alcançado com o motor nunca aberto, discos de freio ainda originais e disposição para continuar acumulando quilômetros.
Fonte
UOL
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

