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Taxista tinha outra corrida marcada, mas escolheu levar uma gestante ao hospital em Venâncio Aires e acabou participando de um parto no banco traseiro: a bebê nasceu poucas quadras depois, não chorou no início, foi enrolada pela avó em um casaco e recebeu alta saudável

Taxista tinha outra corrida marcada, mas escolheu levar uma gestante ao hospital em Venâncio Aires e acabou participando de um parto no banco traseiro: a bebê nasceu poucas quadras depois, não chorou no início, foi enrolada pela avó em um casaco e recebeu alta saudável

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Taxista tinha outra corrida marcada, mas escolheu levar uma gestante ao hospital em Venâncio Aires e acabou participando de um parto no banco traseiro: a bebê nasceu poucas quadras depois, não chorou no início, foi enrolada pela avó em um casaco e recebeu alta saudável

Escrito por Carla Teles

Publicado em 24/08/2026 às 20:06

Atualizado em 24/08/2026 às 20:07

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Taxista leva gestante em Venâncio Aires ao Hospital São Sebastião Mártir, mas parto acontece durante o trajeto. Imagem: Ilustração

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Fernando Taxista priorizou uma chamada para o hospital em 3 de maio de 2023 e, durante o trajeto em Venâncio Aires, viu Lunna nascer no banco traseiro. A bebê foi amparada pela mãe e pela avó, chegou ao HSSM saudável e recebeu alta dois dias depois, junto com a mãe.

O taxista Luís Fernando dos Santos, então com 43 anos, já tinha outra corrida marcada quando recebeu um chamado envolvendo uma gestante que precisava chegar ao hospital, em Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul. Ele decidiu priorizar o atendimento e buscou Ketlyn Moraes Aires, de 23 anos, e a mãe dela, Michele Moraes, de 42. Poucas quadras depois de deixar o condomínio, a corrida deixou de ser apenas um deslocamento até a maternidade.

O caso ocorreu na manhã de 3 de maio de 2023 e foi detalhado pela Folha do Mate em reportagem publicada três dias depois. Ketlyn estava com 40 semanas de gestação, e a filha Lunna acabou nascendo dentro do veículo em movimento, antes que o grupo alcançasse o Hospital São Sebastião Mártir, o HSSM.

Taxista priorizou corrida para o hospital mesmo com outro compromisso

Fernando trabalhava como taxista desde 2018 e já conhecia Ketlyn e Michele de corridas anteriores. Naquela manhã, porém, tinha outro passageiro agendado quando recebeu o pedido para buscar a gestante e levá-la até o hospital.

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Diante da informação sobre o destino e a situação da passageira, o taxista decidiu atender primeiro Ketlyn e a mãe dela. A escolha colocou Fernando diante de uma emergência que evoluiu durante o próprio serviço de transporte, já que o trabalho de parto avançou muito mais rapidamente do que os ocupantes esperavam.

Contrações ficaram mais fortes depois que o táxi deixou o condomínio

Ketlyn havia começado a sentir contrações leves por volta das 5h30. Depois de tomar banho, percebeu que o desconforto aumentava e chamou a mãe, que morava no bloco vizinho do condomínio Altos da Aviação.

Já dentro do carro, deitada no banco traseiro, a gestante sentiu uma contração forte logo na saída do condomínio. A progressão foi tão rápida que apenas algumas quadras separaram aquele momento do nascimento da bebê, antes que o táxi conseguisse alcançar o hospital.

Lunna nasceu no banco traseiro antes de o carro chegar ao hospital

Na esquina das ruas Carlos Wagner e Duque de Caxias, ainda no bairro Aviação, Ketlyn teve outra contração. A bebê nasceu dentro do veículo, e a própria mãe conseguiu ampará-la imediatamente no banco traseiro.

Fernando continuou dirigindo em direção ao HSSM. O taxista relatou que acelerou um pouco o deslocamento, mas procurou permanecer dentro dos limites enquanto levava mãe e filha para receber atendimento médico, já que o nascimento havia ocorrido antes da chegada à unidade.

Bebê não chorou imediatamente e avó improvisou proteção com um casaco

Logo depois do nascimento, Michele procurou na bolsa alguma peça que pudesse ser usada para proteger a neta. Encontrou um casaco de lã rosa e utilizou a roupa para envolver Lunna enquanto o veículo continuava em direção ao Hospital São Sebastião Mártir.

A recém-nascida não chorou imediatamente, segundo o relato de Ketlyn, mas começou a chorar ainda durante o trajeto. A situação improvisada durou poucos minutos, até que o táxi finalmente alcançasse a equipe hospitalar, que assumiria os primeiros procedimentos profissionais.

Cordão umbilical foi cortado ainda dentro do veículo

O táxi parou na entrada do Pronto Atendimento do HSSM. Profissionais de saúde se aproximaram do automóvel e começaram ali mesmo o atendimento à mãe e à recém-nascida.

O cordão umbilical foi cortado ainda dentro do carro, antes que Ketlyn e Lunna fossem levadas para atendimento hospitalar. Segundo a supervisão da unidade citada pela reportagem, a maternidade já havia recebido casos de partos ocorridos em residências ou veículos particulares, mas não tinha registro semelhante envolvendo um táxi.

Lunna nasceu saudável com 2,86 quilos e 48,5 centímetros

Apesar de o nascimento ter ocorrido antes da chegada à maternidade, Lunna foi recebida pelo HSSM em boas condições. A menina nasceu com 2,86 quilos e 48,5 centímetros, conforme as informações divulgadas depois do atendimento.

Mãe e filha permaneceram internadas para acompanhamento. As duas receberam alta na sexta-feira, 5 de maio, dois dias depois do nascimento, sem indicação na reportagem consultada de complicações posteriores relacionadas ao parto ocorrido durante o deslocamento.

Emergência médica começou antes de o passageiro chegar ao hospital

O caso de Venâncio Aires mostra uma situação possível no transporte profissional de passageiros: uma corrida pode começar como um deslocamento convencional e mudar completamente quando uma condição médica evolui antes que o veículo consiga alcançar o atendimento especializado.

No caso de Fernando, o destino já era o hospital, mas o intervalo entre a saída do condomínio e o nascimento foi menor do que o necessário para completar o percurso. A ocorrência colocou o motorista na posição de continuar o transporte enquanto mãe e avó lidavam diretamente com o parto até a chegada à equipe do HSSM.

Motorista profissional virou elo entre passageira e atendimento médico

Taxistas e motoristas de aplicativo transportam passageiros em diferentes condições e, eventualmente, podem se deparar com situações que fogem completamente da rotina de uma corrida. Quando isso acontece, o deslocamento deixa de ter apenas função de transporte e passa a integrar o caminho até o atendimento especializado.

Fernando não realizou procedimentos médicos durante o parto. Sua função permaneceu concentrada em conduzir o veículo até o hospital enquanto Ketlyn e Michele amparavam a recém-nascida, permitindo que a equipe de saúde assumisse o atendimento assim que o táxi alcançou a unidade.

Caso levanta discussão sobre preparação para situações fora da rotina

O episódio também abre uma discussão relacionada à segurança no transporte profissional de passageiros: como taxistas e motoristas de aplicativo podem estar preparados para reagir quando uma emergência médica começa durante uma corrida?

Uma situação envolvendo parto, engasgo ou mal súbito não transforma o motorista em profissional de saúde, mas evidencia a importância de reconhecer quando uma ocorrência exige atendimento especializado e evitar atitudes improvisadas que possam aumentar os riscos. No caso de Venâncio Aires, o objetivo imediato foi concluir o deslocamento até o hospital, onde profissionais assumiram o atendimento.

Mesmo taxista voltou ao hospital para buscar mãe e filha

Fernando reapareceu na história no dia da alta. O mesmo profissional que havia levado Ketlyn em direção ao hospital voltou para buscar a mãe, Lunna e Michele e conduzi-las de volta para casa.

Dessa vez, entretanto, o taxista utilizou seu carro particular. O Chevrolet Onix utilizado como táxi ainda estava passando por higienização depois do parto ocorrido no banco traseiro durante a corrida de dois dias antes.

Parto dentro do veículo também produziu efeitos administrativos

Como Lunna nasceu antes da chegada ao HSSM, o hospital não poderia constar como local do nascimento. A enfermeira supervisora da Maternidade, Centro Obstétrico e Berçário, Camila de Moura Scheibler, explicou à reportagem que a declaração deveria registrar o nascimento como ocorrido em via pública, acompanhada da localização informada pela família.

O horário também precisou ser registrado de forma aproximada, procedimento relatado pela equipe para situações semelhantes. No caso de Lunna, o nascimento foi estimado em torno das 7h, quando o táxi ainda circulava pelo bairro Aviação. O episódio mostra que uma emergência ocorrida durante o transporte pode produzir consequências que permanecem mesmo depois da chegada ao hospital.

Caso coloca preparo para emergências entre os desafios do transporte de passageiros

O que começou como uma decisão operacional, priorizar uma passageira grávida que precisava chegar ao hospital, terminou com uma emergência médica dentro do próprio veículo. Fernando permaneceu ao volante enquanto Michele e Ketlyn lidavam diretamente com o nascimento, até que a equipe do HSSM pudesse assumir os cuidados com mãe e bebê.

Dois dias depois, as duas deixaram o hospital em boas condições, e o mesmo taxista voltou para buscá-las. O episódio também deixa uma questão que vai além daquele parto: você acha que profissionais que transportam passageiros, como taxistas e motoristas de aplicativo, deveriam receber orientações básicas para situações inesperadas como parto, engasgo ou mal súbito? Conte nos comentários.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

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