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Tecnologia brasileira sai do laboratório e usa impressão 3D para criar uma nova geração de enxertos médicos e desafiar mercado dominado por importações

Tecnologia brasileira sai do laboratório e usa impressão 3D para criar uma nova geração de enxertos médicos e desafiar mercado dominado por importações

4 min de leitura

Tecnologia brasileira sai do laboratório e usa impressão 3D para criar uma nova geração de enxertos médicos e desafiar mercado dominado por importações

Escrito por Roberta Souza

Publicado em 24/08/2026 às 21:42

Atualizado em 24/08/2026 às 21:46

Imagem: ilustrativa

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Startup criada a partir de pesquisa universitária desenvolve materiais médicos avançados com polímeros e busca levar inovação brasileira dos laboratórios para o mercado

Uma tecnologia criada no Rio Grande do Sul pode abrir um novo caminho para a fabricação de dispositivos médicos no Brasil. A startup PolimiHealth usa impressão 3D e engenharia de materiais para desenvolver enxertos, próteses e outros componentes médicos feitos com polímeros avançados. As informações foram publicadas pelo Jornal do Comércio em 10 de agosto de 2026, em reportagem de Manuela Cassano.

A empresa nasceu dentro do ambiente universitário da PUCRS. O projeto une pesquisadores das áreas de engenharia e medicina para criar soluções que podem ampliar a produção nacional de tecnologias atualmente dependentes de fornecedores internacionais.

Além disso, a iniciativa acompanha uma tendência global: transformar pesquisas científicas em produtos de alta complexidade capazes de chegar ao mercado.

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Pesquisa universitária dá origem a nova tecnologia para dispositivos médicos

A trajetória da PolimiHealth começou em 2023, a partir de uma pesquisa conduzida na área de Engenharia e Tecnologia de Materiais.

Inicialmente, o estudo analisava revestimentos poliméricos para stents. Entretanto, a pesquisa avançou para uma aplicação mais ampla: a criação de enxertos vasculares produzidos por impressão 3D.

Com a tecnologia de fabricação aditiva, os pesquisadores conseguem criar estruturas camada por camada a partir de modelos digitais.

Foto: Reprodução Olhar Digital

Dessa forma, o processo permite maior controle sobre formato, composição e características dos materiais utilizados.

A tecnologia abre espaço para desenvolver dispositivos mais adaptados às necessidades de cada aplicação médica.

Impressão 3D transforma polímeros em enxertos e componentes médicos avançados

Um dos principais diferenciais do projeto está no uso de polímeros em formato de filamentos para fabricar dispositivos médicos.

Durante a produção, a impressora aquece e deposita o material em camadas até formar a estrutura planejada.

Esse método permite criar componentes como enxertos vasculares, próteses para membros inferiores e stents, segundo informações sobre o desenvolvimento da startup.

Além disso, os pesquisadores precisam avaliar diversos fatores antes de uma possível aplicação comercial.

Entre eles estão resistência mecânica, segurança e compatibilidade do material com o organismo humano.

Por isso, a engenharia dos polímeros se tornou uma das etapas mais importantes do projeto.

Tecnologia busca fortalecer produção nacional de dispositivos médicos

Outro objetivo da PolimiHealth é ampliar a capacidade brasileira de desenvolver tecnologias médicas próprias.

Atualmente, parte dos dispositivos utilizados na área da saúde depende de fornecedores internacionais.

Nesse cenário, soluções criadas no país podem ajudar a aproximar universidades, empresas e o mercado médico.

Além disso, o projeto acompanha o avanço das chamadas deep techs, empresas que utilizam pesquisas científicas e engenharia avançada para criar produtos de maior complexidade.

Esse modelo vem ganhando espaço em setores que dependem de inovação tecnológica, como saúde, indústria e biotecnologia.

Startup avança em testes antes de levar tecnologia ao mercado

A PolimiHealth ainda está em fase de validação dos dispositivos desenvolvidos. Nesse momento, a equipe realiza estudos para avaliar o comportamento dos materiais e verificar a segurança dos polímeros utilizados.

Um dos pontos analisados envolve a degradação do material após o contato com o organismo. Essa etapa é essencial para entender como o dispositivo funciona ao longo do tempo.

Foto: Reprodução Nova Silk

Somente após essas avaliações uma tecnologia médica pode avançar para novas fases de desenvolvimento e possíveis aplicações comerciais.

Impressão 3D aproxima engenharia, medicina e novas soluções tecnológicas

Além dos enxertos, a empresa também desenvolve projetos relacionados à bioimpressão e à medicina regenerativa.

A iniciativa PolimiPrint busca ampliar o uso da tecnologia para novas aplicações envolvendo biomateriais e dispositivos médicos.

Com isso, a impressão 3D deixa de ser apenas uma ferramenta de prototipagem e passa a ocupar espaço em áreas de alta complexidade.

A união entre engenharia de materiais, medicina e fabricação digital mostra como pesquisas desenvolvidas em universidades podem gerar novas soluções tecnológicas.

No futuro, esse tipo de integração pode acelerar o desenvolvimento de dispositivos médicos mais personalizados e produzidos com maior controle sobre seus materiais.

Fonte

Jornal do Comércio


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

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