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Tereza Moura deu 33 anos de aula de Língua Portuguesa no Ginásio Pernambucano, a escola mais antiga do Brasil em funcionamento, e descobriu na despedida o impacto que deixou na vida dos alunos

Tereza Moura deu 33 anos de aula de Língua Portuguesa no Ginásio Pernambucano, a escola mais antiga do Brasil em funcionamento, e descobriu na despedida o impacto que deixou na vida dos alunos

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Tereza Moura deu 33 anos de aula de Língua Portuguesa no Ginásio Pernambucano, a escola mais antiga do Brasil em funcionamento, e descobriu na despedida o impacto que deixou na vida dos alunos

Escrito por Felipe Alves da Silva

Publicado em 21/08/2026 às 19:09

Atualizado em 21/08/2026 às 19:10

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Após 33 anos ensinando Língua Portuguesa no Ginásio Pernambucano, Tereza Moura foi homenageada pelos alunos em seu último dia de trabalho. Foto: Divulgação

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Depois de mais de três décadas em sala de aula, professora foi surpreendida no último dia de trabalho por estudantes reunidos em um corredor para aplaudi-la e percebeu que sua passagem pela escola havia alcançado gerações.

Durante 33 anos, Tereza Moura entrou em salas de aula do Ginásio Pernambucano para ensinar Língua Portuguesa. Foram décadas convivendo com estudantes, colegas e diferentes gerações de uma instituição que atravessou dois séculos da história da educação brasileira.

No último dia de trabalho, porém, a professora foi colocada diante de algo que a rotina nem sempre permitia enxergar: a dimensão do impacto que havia deixado nos alunos.

Na segunda-feira, 10 de agosto, estudantes da Escola Técnica Estadual Ginásio Pernambucano, na Avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro, no Recife, organizaram-se no corredor principal da unidade para recebê-la com aplausos.

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A despedida surpreendeu Tereza.

“Ser surpreendida por uma homenagem tão linda, justamente nesse momento de despedida, foi muito especial”, contou a professora ao Diario de Pernambuco.

Foram 33 anos ensinando Língua Portuguesa na mesma instituição

Licenciada em Língua Portuguesa, Tereza Moura dedicou 33 anos de sua trajetória profissional ao Ginásio Pernambucano. É justamente essa duração que dá outra dimensão à homenagem.

Não se tratava apenas do encerramento de mais um ano letivo. Era o fim de um vínculo profissional construído ao longo de mais de três décadas.

Ao falar sobre a despedida, Tereza reconheceu que a própria rotina de uma professora pode tornar difícil perceber o alcance de seu trabalho enquanto ele acontece.

“A gente passa tantos anos trabalhando, envolvida com os alunos, com a escola, com os colegas, que nem sempre consegue perceber o impacto que deixa”, afirmou ao jornal.

A cena dos estudantes reunidos para aplaudi-la tornou visível justamente aquilo que é difícil medir na carreira de um professor. Notas, provas e anos letivos possuem começo e fim bem definidos; a influência deixada na trajetória de um aluno não cabe com a mesma facilidade em uma planilha.

A despedida aconteceu dentro de uma escola com 200 anos de história

A trajetória de Tereza também se cruza com a de uma instituição singular.

Fundado em 1825, originalmente como Liceu Provincial de Pernambuco, o Ginásio Pernambucano completou 200 anos em 2025. A Brasiliana Fotográfica, projeto da Biblioteca Nacional e do Instituto Moreira Salles, o identifica como a escola mais antiga em funcionamento no Brasil.

Ao longo de sua história, a instituição passou por diferentes endereços e denominações. Em 1855, adotou o nome Ginásio Pernambucano e, em 1866, instalou-se na histórica sede da Rua da Aurora. Em 2020, passou a ser denominada Escola Técnica Estadual Ginásio Pernambucano.

Entre seus antigos estudantes estão nomes como Clarice Lispector, Ariano Suassuna, Joaquim Nabuco, Josué de Castro, Celso Furtado e Epitácio Pessoa.

Tereza passou 33 desses mais de 200 anos dentro da instituição.

É uma proporção que ajuda a dimensionar sua trajetória: enquanto a escola preservava uma história iniciada ainda no Brasil Imperial, a professora construía ali sua própria história, turma após turma.

“Faço parte da história de tantos alunos e ex-alunos”

O último dia de trabalho encerrou o vínculo profissional de Tereza com o Ginásio Pernambucano, mas não a relação construída durante essas três décadas.

Ao Diario de Pernambuco, a professora resumiu a despedida em uma palavra: gratidão.

Ela afirmou que deixa formalmente a atividade profissional, mas continua ligada a uma escola que se tornou parte de sua formação como professora e como pessoa. O reconhecimento de que também passou a integrar a história de antigos estudantes, disse, é algo que levará consigo.

O corredor de aplausos, portanto, acabou funcionando como uma espécie de resposta tardia a uma pergunta que muitos professores talvez nunca consigam responder durante a carreira: até onde chegou aquilo que ensinaram?

Para Tereza Moura, a resposta apareceu justamente quando os 33 anos em sala de aula chegaram ao fim.


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

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