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Tiveram a ideia de levar 5 gatos para acabar com uma infestação de ratos na Ilha Marion, mas eles se multiplicaram e deram origem a uma operação de R$ 127 milhões

Tiveram a ideia de levar 5 gatos para acabar com uma infestação de ratos na Ilha Marion, mas eles se multiplicaram e deram origem a uma operação de R$ 127 milhões

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Tiveram a ideia de levar 5 gatos para acabar com uma infestação de ratos na Ilha Marion, mas eles se multiplicaram e deram origem a uma operação de R$ 127 milhões

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 04/08/2026 às 11:39

Atualizado em 04/08/2026 às 11:40

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Imagem: Ilustração

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Após gatos introduzidos em 1949 devastarem aves marinhas, projeto prepara operação com helicópteros e iscas para eliminar ratos em 30 mil hectares da Ilha Marion a partir de testes previstos para 2027 no inverno austral

Um projeto de US$ 25 milhões, cerca de R$ 127 milhões, pretende eliminar os ratos na Ilha Marion, território subantártico a 2.300 quilômetros da África. A operação busca proteger aves marinhas ameaçadas por uma crise ambiental iniciada em 1949, quando cinco gatos foram introduzidos para combater os próprios roedores.

Imagem: Reprodução

Cinco felinos deram origem a uma população de mais de 2 mil

Os felinos foram levados por funcionários de uma estação meteorológica para controlar ratos que infestavam as instalações.

Sem predadores naturais, porém, os gatos se reproduziram rapidamente e passaram a caçar as aves que viviam na ilha.

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Antes da introdução, a Ilha Marion funcionava como santuário para petréis, albatrozes-errantes e outras aves marinhas.

Essas espécies evoluíram durante milhares de anos sem mamíferos terrestres predadores e não desenvolveram mecanismos naturais de defesa.

Muitas também faziam seus ninhos diretamente no solo. Na década de 1970, a população de gatos já ultrapassava 2 mil animais, que chegaram a matar cerca de 450 mil aves por ano.

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Erradicação dos gatos levou 14 anos

Diante da devastação, as autoridades iniciaram em 1977 um programa para eliminar os felinos. A estratégia reuniu captura intensiva, caça noturna e aplicação do vírus da panleucopenia felina como ferramenta de controle biológico.

A operação durou mais de uma década. O último gato foi eliminado em 1991, quatorze anos após o começo do programa.

A retirada dos felinos, entretanto, abriu espaço para uma nova explosão populacional. Os ratos, levados à ilha por baleeiros durante o século XIX, passaram a se multiplicar sem predadores que limitassem sua presença.

Ratos na Ilha Marion ameaçam 19 espécies

Segundo o Mouse-Free Marion Project, os roedores atacam ovos, filhotes e até aves adultas. A situação ameaça provocar a extinção local de 19 das 29 espécies de aves que fazem seus ninhos no território.

Para enfrentar o problema, o Departamento de Silvicultura, Pesca e Meio Ambiente da África do Sul e a BirdLife South Africa criaram um projeto de erradicação estimado em US$ 25 milhões.

A ação deverá cobrir cerca de 30 mil hectares de terreno vulcânico. Helicópteros orientados por GPS distribuirão iscas envenenadas em faixas sobrepostas durante o inverno austral, buscando alcançar todas as áreas ocupadas pelos animais.

Teste de 975 hectares será realizado em 2027

Antes da aplicação em toda a Ilha Marion, os responsáveis realizarão um teste em aproximadamente 975 hectares entre abril e maio de 2027.

A etapa servirá como preparação para a maior operação de erradicação de roedores planejada em uma única ilha.

Os recursos virão do governo sul-africano e de fundações internacionais. Conforme os responsáveis, mesmo uma pequena quantidade de sobreviventes poderia reconstruir a população de ratos e comprometer o investimento e o esforço de restauração ambiental.

Esta matéria foi elaborada com base em informações do Mouse-Free Marion Project, do Departamento de Silvicultura, Pesca e Meio Ambiente da África do Sul e da BirdLife South Africa, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://oglobo.globo.com/


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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