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Trabalhadores vestem exoesqueleto que sustenta marteletes de até 17 quilos, faz máquinas brutais de demolição parecerem quase sem peso e promete transformar horas de perfuração pesada em um trabalho muito menos exaustivo
Escrito por Valdemar Medeiros
Publicado em 03/08/2026 às 21:42
Ciência e Tecnologia
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Exoesqueleto da Hilti sustenta ferramentas de até 17 quilos, redistribui o peso e reduz o esforço durante perfurações e demolições pesadas.
Uma tecnologia que lembra equipamentos de filmes futuristas começou a chegar aos canteiros de obras para enfrentar um dos trabalhos mais pesados da construção civil: segurar marteletes e perfuradores durante longas jornadas. O EXO-T-22, desenvolvido pela Hilti, funciona como um exoesqueleto portátil capaz de sustentar ferramentas de até 17 quilos. O equipamento utiliza um braço mecânico e um sistema eletrônico que ajusta continuamente a distribuição da carga.
O trabalhador continua controlando completamente a ferramenta, escolhendo onde perfurar, quebrar ou remover o concreto. A máquina apenas sustenta grande parte do peso, reduzindo o esforço concentrado nos braços, ombros e região lombar.
Exoesqueleto da Hilti sustenta ferramentas de até 17 quilos
O EXO-T-22 foi desenvolvido para trabalhos pesados de perfuração e demolição em paredes. Sua capacidade máxima declarada é de 17 quilos, suficiente para sustentar diferentes modelos de marteletes e perfuradores.
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A ferramenta é conectada ao braço articulado por meio de suportes ajustáveis. O sistema mantém o equipamento equilibrado enquanto acompanha os movimentos realizados pelo trabalhador durante a execução.
O exoesqueleto não aumenta a potência do martelete nem realiza o serviço sozinho. Sua função é impedir que o profissional precise sustentar continuamente todo o peso da máquina.
Braço mecânico cria sensação de ferramenta praticamente sem peso
Um software adaptativo ajusta a sustentação conforme o peso da ferramenta e sua posição. Essa compensação cria o efeito descrito pela fabricante como manuseio em “gravidade zero”.
Na prática, a ferramenta continua pesando até 17 quilos, mas grande parte dessa carga deixa de ser suportada diretamente pelos braços. O profissional passa a concentrar força no controle e no direcionamento do equipamento.
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A diferença pode ser mais percebida em trabalhos contínuos contra paredes, nos quais o martelete precisa permanecer elevado e pressionado contra o concreto durante períodos prolongados.
Peso do martelete é transferido para a região dos quadris
O sistema é preso ao corpo por uma estrutura ajustável apoiada principalmente na cintura. O objetivo é transferir a carga para regiões capazes de distribuí-la de maneira mais equilibrada.
Sem o equipamento, braços, ombros e coluna sustentam o martelete enquanto também resistem à vibração e controlam seus movimentos. Essa combinação pode acelerar a fadiga durante tarefas repetitivas.
Com o exoesqueleto, o profissional continua recebendo parte dos esforços da operação, mas não precisa lutar constantemente contra todo o peso da ferramenta suspensa.
Exoesqueleto pode reduzir fadiga durante demolições pesadas
A demolição manual de paredes exige movimentos repetidos e o uso prolongado de equipamentos pesados. Conforme o trabalhador se cansa, pode se tornar mais difícil manter postura, precisão e ritmo.
Ao sustentar a ferramenta, o EXO-T-22 foi projetado para diminuir a sobrecarga nos ombros e na região lombar. A redução do cansaço também pode ajudar o operador a manter maior controle sobre o martelete.
A fabricante não apresenta uma porcentagem universal de aumento de produtividade. O resultado depende da tarefa, da ferramenta utilizada, da experiência do profissional e das condições encontradas na obra.
Equipamento pesa 7,75 quilos e possui braço dobrável
O exoesqueleto completo pesa aproximadamente 7,75 quilos. Embora pareça elevado, esse peso é distribuído pelo corpo e não permanece concentrado nos braços do trabalhador.
O braço articulado pode ser dobrado para facilitar o transporte entre obras. O equipamento também possui ajustes para adaptar a estrutura ao corpo e à posição exigida pelo serviço.
A tecnologia utiliza a plataforma de baterias Nuron, de 22 volts. A alimentação elétrica permite que o sistema eletrônico faça os ajustes necessários para manter a ferramenta equilibrada.
Marteletes continuam sendo controlados pelo trabalhador
O exoesqueleto não identifica paredes, não escolhe pontos de demolição e não decide a profundidade de uma perfuração. Todas essas tarefas permanecem sob responsabilidade do profissional.
O trabalhador também continua controlando pressão, velocidade, posicionamento e segurança. Conhecimento técnico e experiência são indispensáveis para evitar danos a estruturas, instalações e acabamentos.
A tecnologia funciona como uma ferramenta de apoio físico. Em vez de substituir o trabalhador, ela busca ampliar sua capacidade de executar atividades pesadas com menos desgaste.
Suportes permitem conectar diferentes formatos de ferramentas
A Hilti oferece suportes com diferentes formatos para prender marteletes e perfuradores ao braço mecânico. As cintas flexíveis são ajustadas ao corpo da ferramenta antes do início do trabalho.
Os suportes possuem anéis metálicos e sistemas de fixação destinados a manter o equipamento firme e nivelado. A configuração deve ser escolhida conforme o modelo utilizado na obra.
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Esse sistema amplia a versatilidade do exoesqueleto, mas exige preparação adequada. A ferramenta precisa ser instalada corretamente para não comprometer equilíbrio, controle ou segurança durante o uso.
Tecnologia é voltada a perfuração e demolição de paredes
O EXO-T-22 foi projetado principalmente para atividades pesadas realizadas em superfícies verticais. Entre elas estão demolição de concreto, remoção de revestimentos e perfurações prolongadas.
O sistema pode ser especialmente útil quando a ferramenta precisa permanecer elevada por muito tempo. Nessas situações, o peso exerce pressão constante sobre braços, ombros e costas.
Para trabalhos rápidos ou em espaços extremamente limitados, a estrutura pode não oferecer a mesma vantagem. A escolha depende da duração, da posição e da repetição exigida pela tarefa.
Exoesqueleto não elimina riscos de vibração e partículas
Sustentar o peso da ferramenta não elimina todos os riscos encontrados em demolições. Marteletes continuam produzindo vibração, ruído, poeira e fragmentos projetados durante o rompimento do concreto.
O trabalhador ainda precisa utilizar os equipamentos de proteção exigidos para a atividade. Também deve respeitar limites de exposição, procedimentos de segurança e pausas determinadas pela organização da obra.
O exoesqueleto reduz parte da exigência física, mas não transforma o trabalho pesado em uma atividade sem riscos. Planejamento e proteção continuam indispensáveis no canteiro.
Máquinas começam a mudar o trabalho braçal na construção civil
A chegada de exoesqueletos mostra que a automação da construção não ocorre apenas com robôs que substituem tarefas completas. Parte das novas tecnologias é criada para aumentar a capacidade física dos próprios trabalhadores.
Máquinas de projeção de argamassa, robôs de marcação, equipamentos de perfuração automática e braços mecânicos já assumem etapas repetitivas ou sustentam cargas que antes ficavam inteiramente sobre o corpo humano.
No caso do EXO-T-22, o pedreiro ou operador continua indispensável. A diferença é que agora ele pode controlar um martelete de até 17 quilos sem precisar sustentar sozinho toda essa carga durante horas de trabalho.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Valdemar Medeiros.

