3 min de leitura
Três Boeing 777 de 120 toneladas cruzam 1.250 km em 14 dias sobre reboques hidráulicos, 78 linhas de eixos e caminhões 6×6 na Arábia Saudita em operação que exigiu que mais de 120 linhas elétricas fossem desligadas
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 05/08/2026 às 14:48
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Comboio especial saiu do Aeroporto de Jeddah e atravessou cidades, vilas e áreas rurais até o Riyadh Boulevard, usando 78 linhas de eixos hidráulicos e desligando mais de 120 linhas elétricas ao longo do trajeto
Três fuselagens de Boeing 777, seis asas e outros componentes percorreram 1.250 quilômetros por estradas da Arábia Saudita em uma operação de 14 dias. O transporte saiu do Aeroporto de Jeddah e terminou no Riyadh Boulevard, onde as antigas aeronaves serão transformadas em atrações.
Assista o vídeo
Boeing 777 exigiram estrutura criada para o projeto
Cada fuselagem pesava aproximadamente 120 toneladas e media cerca de 70 metros de comprimento, 6 metros de largura e 8 metros de altura. As dimensões impediram o uso de equipamentos rodoviários convencionais.
Além das três estruturas principais, o comboio transportou seis asas e peças complementares. A carga atravessou grandes cidades, pequenas vilas e áreas rurais, exigindo uma rota capaz de comportar o peso, a largura e a altura dos componentes.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
O destino era um projeto no Riyadh Boulevard. Em vez de permanecerem armazenadas no aeroporto, as estruturas dos antigos Boeing 777 serão reaproveitadas como atrações no local.
Comboio utilizou 78 linhas de eixos hidráulicos
Para movimentar as fuselagens, a CEVA Almajdouie Logistics utilizou 78 linhas de eixos de reboques hidráulicos, acopladas a caminhões 6×6. A configuração distribuiu as centenas de toneladas por diferentes pontos da estrada.
Os engenheiros calcularam a posição dos eixos para evitar concentração excessiva de peso. O planejamento buscava proteger o asfalto e diminuir os riscos para pontes e outras estruturas encontradas durante o trajeto.
As seis asas foram acomodadas em 15 reboques especiais extensíveis de plataforma baixa. Esses equipamentos ajudaram a manter as peças estáveis durante curvas, desníveis e passagens por trechos urbanos.
Mais de 120 linhas de energia foram desligadas para os Boeings 777
A altura das fuselagens representou um dos principais obstáculos da operação. Mais de 120 linhas de energia precisaram ser temporariamente desligadas para permitir a passagem segura do comboio.
A equipe escolheu estradas com menor movimento para reduzir interrupções, custos e riscos. O planejamento analisou largura das vias, curvas, tráfego, desníveis e obstáculos instalados sobre as pistas.
Autoridades participaram da operação de 14 dias
O transporte teve apoio do Ministério dos Transportes e da Saudi Electric. Os órgãos auxiliaram na liberação das estradas e nas intervenções necessárias na rede elétrica ao longo dos 1.250 quilômetros.
A coordenação buscou evitar interrupções prolongadas no trânsito e reduzir os impactos no fornecimento de energia das localidades atravessadas pelas cargas.
A operação foi conduzida pela CEVA Almajdouie Logistics, joint venture controlada majoritariamente pela CEVA Logistics, reunindo engenharia de transporte pesado, planejamento de rota e equipamentos desenvolvidos para cargas de grandes dimensões.
Esta matéria foi elaborada com base em informações da CEVA Almajdouie Logistics, com dados, números e informações preservados conforme o material consultado.
Fonte
https://www.cevalogistics
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

