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Três brasileiros vão partir de Fortaleza até Gana em viagem de 42 dias no mar com robô que mergulha a 4,5 mil metros e investigará formação submarina de mil quilômetros no Atlântico

Três brasileiros vão partir de Fortaleza até Gana em viagem de 42 dias no mar com robô que mergulha a 4,5 mil metros e investigará formação submarina de mil quilômetros no Atlântico

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Três brasileiros vão partir de Fortaleza até Gana em viagem de 42 dias no mar com robô que mergulha a 4,5 mil metros e investigará formação submarina de mil quilômetros no Atlântico

Escrito por Romário Pereira de Carvalho

Publicado em 07/08/2026 às 16:06

Atualizado em 07/08/2026 às 16:07

Ciência e Tecnologia

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Imagem: Reprodução

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Expedição internacional de 42 dias reunirá 25 cientistas de cinco países para mapear formação submarina de mil quilômetros, coletar amostras e transmitir mergulhos do robô SuBastian em alta definição diretamente das profundezas do Atlântico equatorial

Três pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) partirão de Fortaleza rumo a Gana para uma expedição de 42 dias pela Zona de Fratura Romanche, no Oceano Atlântico. A missão reunirá 25 cientistas de cinco países e utilizará um robô submarino capaz de alcançar 4,5 mil metros de profundidade no fundo do mar.

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Zona de Fratura Romanche tem cerca de mil quilômetros

A expedição internacional “The Gap” ocorrerá entre 15 de setembro e 29 de outubro, em parceria com a Schmidt Ocean Institute, organização filantrópica sediada nos Estados Unidos.

O principal alvo será a Zona de Fratura Romanche, formação no fundo do mar com aproximadamente mil quilômetros de extensão, composta por uma sequência de montanhas e vales.

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A região fica ao longo da linha do Equador, aproximadamente a meio caminho entre a costa nordeste brasileira e o oeste do continente africano.

Segundo o professor Angel Perez, as profundezas dessa área ainda não foram investigadas com apoio de tecnologias modernas.

A missão pretende produzir evidências científicas que ampliem o conhecimento disponível sobre o local.

Imagem: Reprodução

Robô SuBastian poderá descer a 4,5 mil metros no fundo do mar

Os pesquisadores realizarão um mapeamento em alta resolução e estudos da coluna de água. Também serão observados o fundo oceânico, seus habitats e a biodiversidade encontrada durante a exploração.

Uma das principais ferramentas será o SuBastian, robô operado remotamente, conhecido como ROV, capaz de mergulhar até 4,5 mil metros.

O equipamento também coletará amostras submarinas que poderão subsidiar estudos futuros. Dados, imagens, informações e materiais obtidos durante a expedição serão disponibilizados ao público.

Perez afirma que a Zona de Fratura Romanche está sob influência de uma região de alta produtividade na superfície.

A hipótese é que essa característica também alcance as profundezas e sustente comunidades que possam exigir ações de conservação em alto-mar.

Imagem: Divulgação

Univali terá três pesquisadores na missão internacional

Angel Perez, mestre em Oceanografia Biológica, doutor em Biologia e professor da Escola Politécnica da Univali, será o cientista-chefe da expedição.

A universidade também será representada pelos oceanógrafos e técnicos de laboratório Lucas Gavazzoni e Flávia Masumoto.

Durante a viagem, Lucas fará a coleta de dados para sua tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental da universidade.

Mergulhos de oito horas serão transmitidos ao vivo

Parte da exploração poderá ser acompanhada pelo público. Os mergulhos realizados pelo SuBastian serão transmitidos em tempo real, em alta definição, pelo canal oficial da Schmidt Ocean Institute no YouTube.

As incursões terão cerca de oito horas de duração e contarão com narração em português e inglês, permitindo acompanhar diretamente a exploração das profundezas do Atlântico.

Esta matéria foi elaborada com base em informações da Universidade do Vale do Itajaí e da Schmidt Ocean Institute, com dados, números e declarações preservados conforme o material consultado.

Fonte

https://economiasc.com/20


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

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