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Trocados pelos aplicativos, taxistas de Campo Grande estacionam na porta do hospital e oferecem corridas grátis a doadores de sangue e pacientes que saem das consultas

Trocados pelos aplicativos, taxistas de Campo Grande estacionam na porta do hospital e oferecem corridas grátis a doadores de sangue e pacientes que saem das consultas

5 min de leitura

Trocados pelos aplicativos, taxistas de Campo Grande estacionam na porta do hospital e oferecem corridas grátis a doadores de sangue e pacientes que saem das consultas

Escrito por Bruno Teles

Publicado em 27/08/2026 às 11:48

Atualizado em 27/08/2026 às 11:49

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Taxistas de Campo Grande reuniram 80 carros em ação no Hospital Regional e ofereceram corridas grátis a doadores de sangue e pacientes após consultas.

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Taxistas de Campo Grande ofereceram corridas em frente ao Hospital Regional Rosa Pedrossian, no Aero Rancho, em 31 de janeiro de 2020. A mobilização reuniu 80 táxis, começou voltada a doadores de sangue e foi ampliada a pacientes que saíam de consultas, enquanto a categoria buscava reconquistar passageiros dos aplicativos.

Taxistas de Campo Grande organizaram uma ação com corridas gratuitas em frente ao Hospital Regional Rosa Pedrossian, no bairro Aero Rancho, na manhã de 31 de janeiro de 2020. A iniciativa começou voltada a doadores de sangue, mas foi ampliada para pacientes que deixavam consultas médicas e contou com a participação de 80 táxis.

Segundo reportagem publicada pelo Campo Grande News em 31 de janeiro de 2020, assinada por Aline dos Santos e Clayton Neves, a mobilização também buscava aproximar novamente os taxistas da população depois da perda de clientes para plataformas de transporte por aplicativo. A categoria mantinha ainda um aplicativo próprio com 30% de desconto nas corridas.

Oitenta táxis participaram da ação em frente ao Hospital Regional

Taxistas de Campo Grande reuniram 80 carros em ação no Hospital Regional e ofereceram corridas grátis a doadores de sangue e pacientes após consultas.

A mobilização ocorreu das 8h às 10h diante do Hospital Regional Rosa Pedrossian.

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Ao todo, 80 táxis participaram da iniciativa no bairro Aero Rancho.

Os motoristas ficaram disponíveis para levar gratuitamente pessoas atendidas pela ação.

Benefício começou para doadores e foi ampliado a pacientes

A proposta inicial era oferecer transporte sem cobrança para quem fosse ao hospital doar sangue.

Durante a organização, porém, os taxistas decidiram ampliar o público.

Pacientes que saíam de consultas médicas também passaram a poder utilizar as corridas gratuitas.

Taxistas tentavam se reaproximar de passageiros perdidos para aplicativos

A ação ocorreu em um período em que os profissionais enfrentavam perda de clientela para diferentes plataformas de transporte.

Segundo a reportagem, todos os pacientes entrevistados que voltaram de táxi naquele dia haviam chegado ao hospital em carros solicitados por aplicativos.

A mobilização, portanto, também serviu para lembrar aos passageiros que os táxis permaneciam disponíveis em Campo Grande.

Alberto Pereira Luiz trabalha como taxista há 38 anos

O taxista Alberto Pereira Luiz, de 66 anos, participou da ação e levou gratuitamente duas mulheres até o bairro Tijuca.

Ele trabalhava havia 38 anos na profissão.

Levei duas senhoras para o Tijuca. Fomos conversando bastante e elas gostaram muito da ação. Esse é um caminho para que os taxistas se aproximem da população. É importante que as pessoas saibam que os taxistas passam por curso, são treinados”, afirmou.

Passageiras elogiaram corrida gratuita até o Tijuca

Alberto contou que as duas passageiras reagiram positivamente à iniciativa.

O motorista usou a experiência para defender uma aproximação maior entre a categoria e os moradores da cidade.

Para ele, ações desse tipo também ajudavam a divulgar a formação e o treinamento exigidos dos taxistas.

Kelly gastou R$ 20 no aplicativo para levar a mãe ao hospital

Kelly Nava havia utilizado uma plataforma de transporte para levar a mãe, Janete Barbosa, até o Hospital Regional.

A corrida de ida custou R$ 20.

Na volta para o Jardim Panamá, mãe e filha conseguiram um táxi gratuitamente por causa da mobilização.

“Veio em boa hora”, disse passageira sobre transporte gratuito

Kelly avaliou que a iniciativa poderia incentivar usuários a considerar novamente os táxis.

Veio em boa hora, isso foi ótimo. Os táxis são os veteranos, mas devidos aos valores comecei a usar o aplicativo. Isso é um incentivo para que as pessoas voltem a usar os táxis”, afirmou.

O depoimento refletia justamente a dificuldade relatada pela categoria diante dos preços e da expansão dos aplicativos.

Mãe e filha pagaram R$ 25 no aplicativo e voltaram de táxi

Célia Pires Morinigo, de 52 anos, e Eliza Morinigo, de 20, moravam em Bonito e estavam hospedadas em uma pensão próxima ao Hospital Universitário, em Campo Grande.

Mãe e filha pagaram R$ 25 pelo deslocamento até o Hospital Regional em um carro solicitado por aplicativo.

Na saída, fizeram o trajeto de volta gratuitamente em um táxi participante da ação.

Passageiras disseram que medida ajudava pacientes

Célia e Eliza elogiaram a iniciativa dos motoristas.

É uma medida muito boa, que auxilia os pacientes”, afirmaram.

A experiência das duas reforçou o contraste observado naquele dia: chegada por aplicativo e retorno gratuito em táxi.

Taxista com 30 anos de profissão aproveitou para doar sangue

A mobilização também teve participação direta dos próprios profissionais na doação.

Aparecida Batista, de 58 anos, taxista havia 30 anos, aproveitou a ação para doar sangue.

Ela trabalhava havia dois anos em frente ao Hospital Alfredo Abrão e disse acompanhar de perto as dificuldades enfrentadas por pessoas que procuram atendimento.

“Vejo a necessidade das pessoas”, disse Aparecida

Aparecida relacionou a participação na mobilização à rotina profissional na porta do hospital.

Trabalho há dois anos em frente ao Hospital Alfredo Abrão e vejo a necessidades das pessoas”, afirmou.

A fala foi dada enquanto a taxista também participava como doadora de sangue.

Coopertáxi anunciou novas ações sociais

O presidente da Coopertáxi, Flávio Panissa, informou que outras iniciativas semelhantes seriam realizadas.

A intenção para uma próxima mobilização era ampliar ainda mais a participação dos doadores.

Na próxima, a intenção é buscar as pessoas para vir doar sangue”, afirmou Panissa.

Aplicativo próprio oferecia 30% de desconto nas corridas

A categoria também buscava competir com as plataformas digitais utilizando um aplicativo próprio.

Fernando Yonaka, que estava prestes a assumir a presidência do Sindicato dos Taxistas, explicou que havia diferença de preço conforme o canal utilizado pelo passageiro.

“No call center, é mais caro porque tem toda uma logística. No aplicativo, o custo é menor, com 30% de desconto”, afirmou.

Taxistas criticavam demora na regulamentação dos aplicativos

Os dirigentes também reclamaram do tempo levado para que as regras destinadas aos motoristas de aplicativo entrassem efetivamente em vigor.

Panissa citou uma prorrogação de mais 90 dias e demonstrou preocupação com novos adiamentos.

Teve a questão da prorrogação por mais 90 dias. Depois pedem outro aumento de prazo, já já tem eleição e nunca vai ter efetividade”, afirmou.

Categoria pretendia repetir ações após mobilização no hospital

A iniciativa realizada no Hospital Regional terminou com passageiros atendidos gratuitamente, taxistas participando da doação de sangue e dirigentes anunciando novas ações sociais.

A Coopertáxi informou que pretendia repetir o modelo, enquanto a categoria continuava tentando recuperar espaço diante das plataformas de transporte e divulgava seu próprio aplicativo com 30% de desconto.

Para você, ações como corridas gratuitas em hospitais podem aproximar novamente os taxistas da população diante da concorrência dos aplicativos? Deixe sua opinião nos comentários.

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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

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