Ícone do site Portal Estado do Acre Notícias

Trump abre janela de 90 dias para importar mais carne bovina, tentar derrubar preços nos EUA e medida pode colocar o Brasil em posição estratégica no mercado americano

Trump abre janela de 90 dias para importar mais carne bovina, tentar derrubar preços nos EUA e medida pode colocar o Brasil em posição estratégica no mercado americano

4 min de leitura

Trump abre janela de 90 dias para importar mais carne bovina, tentar derrubar preços nos EUA e medida pode colocar o Brasil em posição estratégica no mercado americano

Escrito por Viviane Alves

Publicado em 21/08/2026 às 10:31

Atualizado em 21/08/2026 às 10:37

Agronegócio

Canal

Donald Trump anunciou uma flexibilização temporária nas regras de importação de carne bovina para ampliar a oferta nos Estados Unidos e tentar reduzir os preços internos.

Seja o primeiro a reagir!

Prefira o CPG no Google

Medida anunciada por Donald Trump pretende aumentar a oferta de carne bovina nos Estados Unidos, aliviar preços e pode abrir uma oportunidade importante para o Brasil

Uma mudança temporária nas regras de importação de carne bovina foi anunciada nos Estados Unidos nesta sexta-feira, 21 de agosto de 2026, colocando o comércio do produto novamente no centro das atenções.

O presidente americano, Donald Trump, informou que o país flexibilizará por 90 dias os limites para entrada de carne bovina, principalmente daquela utilizada na produção de carne moída.

A medida busca aumentar a oferta dentro do mercado americano e, consequentemente, ajudar a reduzir os preços pagos pelos consumidores nos Estados Unidos.

ARTIGO CONTINUA ABAIXO

Veja também

Ainda não está definido, porém, quais países poderão aproveitar a nova regra nem de que forma o limite adicional será distribuído durante o período anunciado.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, a Abiec, o setor brasileiro ainda aguarda informações oficiais sobre os detalhes da decisão.

Nova regra pode mudar condições de acesso da carne brasileira

Atualmente, o Brasil participa de uma cota de importação compartilhada com outros países que também fornecem carne bovina aos Estados Unidos.

Esse volume costuma ser preenchido logo nas primeiras semanas de cada ano, reduzindo posteriormente as vantagens tarifárias disponíveis para os exportadores brasileiros.

Após o esgotamento da cota, a carne bovina brasileira ainda pode entrar no mercado americano, porém passa a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%.

Uma eventual ampliação desse limite que inclua o Brasil, portanto, poderá melhorar as condições comerciais para as exportações nacionais.

Segundo a Abiec, qualquer avaliação mais precisa depende da divulgação das normas oficiais pelos Estados Unidos.

A entidade afirma que ainda é necessário compreender como a flexibilização funcionará e quais países estarão efetivamente contemplados.

Brasil já ocupa posição relevante no mercado americano

A possível abertura adicional ocorre em um momento no qual os Estados Unidos já possuem forte importância para a indústria brasileira de carne bovina.

Atualmente, o mercado americano é o segundo maior destino da carne bovina exportada pelo Brasil.

Entre janeiro e julho de 2026, o país enviou 233,8 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos, segundo dados da Abiec.

O volume representa crescimento de 17,1% em comparação com o mesmo período de 2025.

A receita das exportações também avançou de maneira significativa durante o período.

As vendas alcançaram US$ 1,54 bilhão, resultado 33,1% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Recomendado para você

Curiosidades

Casal compra 30 hectares de pasto na Austrália, planta mais de 34 mil árvores nativas em quatro anos e transforma antiga fazenda em novo habitat para coalas

Mais de 34 mil árvores nativas plantadas em 17,5 hectares começam a transformar uma antiga fazenda de gado em área de recuperação para coalas e outras espécies.

Uma antiga propriedade rural…

Viviane Alves

0

Cerca de 50 frigoríficos brasileiros já estão habilitados

A presença brasileira no mercado americano também é sustentada por uma estrutura relevante de empresas autorizadas a realizar os embarques.

Atualmente, aproximadamente 50 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas a exportar carne bovina para os Estados Unidos.

A flexibilização anunciada por Trump poderá, portanto, ganhar importância para essas unidades caso o Brasil esteja entre os países beneficiados.

O efeito concreto da decisão, entretanto, continuará dependendo dos critérios que ainda serão divulgados pelo governo americano.

A Abiec mantém cautela e afirma que os detalhes oficiais precisam ser conhecidos antes de qualquer projeção sobre aumento das vendas brasileiras.

Setor aguarda definição sobre os 90 dias de flexibilização

A decisão anunciada em 21 de agosto de 2026 cria uma nova expectativa para o comércio de carne bovina durante os próximos três meses.

O objetivo declarado pelo governo americano é ampliar temporariamente a disponibilidade do produto no país e tentar aliviar os preços no mercado interno.

A participação brasileira ainda não foi confirmada, embora uma eventual inclusão possa tornar o acesso ao mercado americano mais competitivo.

O principal ponto de atenção será a definição sobre como funcionará o limite adicional e quais fornecedores poderão utilizar essa abertura.

Enquanto isso, o setor brasileiro acompanha os próximos passos dos Estados Unidos e aguarda uma comunicação oficial para calcular os possíveis impactos.

O que pode mudar para a carne brasileira?

A resposta dependerá diretamente das regras que serão detalhadas pelo governo americano.

Caso o Brasil seja contemplado, a ampliação da cota poderá melhorar as condições de entrada da carne bovina nacional e reduzir o peso da tarifa extra-cota.

Os números recentes mostram, ao mesmo tempo, que os Estados Unidos já representam um mercado importante para o produto brasileiro.

A combinação entre 233,8 mil toneladas exportadas, US$ 1,54 bilhão em receitas e cerca de 50 frigoríficos habilitados reforça a dimensão dessa relação comercial.

A expectativa agora está concentrada nos detalhes da medida e na possibilidade de o Brasil participar da flexibilização durante os próximos 90 dias.

Na sua opinião, uma ampliação da cota americana pode abrir espaço para um avanço ainda maior da carne bovina brasileira nos Estados Unidos? Deixe sua opinião!


Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

Sair da versão mobile