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Uganda começa a retirar girafas ameaçadas do maior parque do país e levá-las por 106 quilômetros para protegê-las da exploração de petróleo
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 04/08/2026 às 11:01
Petróleo e Gás
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Animais percorreram 106 quilômetros até uma reserva de 166 quilômetros quadrados, onde ajudarão a recuperar a biodiversidade e formar uma nova população longe das pressões crescentes sobre o habitat original
Uganda iniciou a transferência de 12 girafas-da-núbia do Parque Nacional das Cataratas de Murchison para a Reserva de Vida Selvagem de Ajai, a 106 quilômetros de distância. A operação busca ampliar o habitat da espécie ameaçada, reduzir riscos ligados à exploração de petróleo e recuperar a biodiversidade da reserva.
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Girafas-da-núbia deixam área pressionada pela exploração de petróleo
A operação começou em uma terça-feira e deve durar alguns dias. Guardas florestais conduziram os animais até caminhões preparados para a viagem, com galhos de árvores disponíveis para alimentação durante o deslocamento.
As Cataratas de Murchison concentram uma população importante da espécie, mas a região também abriga uma parcela estimada em 40% das reservas de petróleo de Uganda.
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Nos últimos meses, houve aumento das atividades de perfuração, incluindo a circulação de maquinário pesado dentro do parque nacional. A exploração ocorre apesar de anos de oposição apresentada por ambientalistas.
Em junho de 2023, a TotalEnergies iniciou oficialmente a perfuração na área do projeto Tilenga, localizada dentro do parque. Uganda pretende produzir seu primeiro petróleo na região.
Patrick Atimnedi, comissário adjunto de serviços veterinários da Autoridade de Vida Selvagem de Uganda, afirmou que novas populações em áreas protegidas podem reduzir os riscos caso o habitat atual sofra danos significativos.
Segundo ele, petróleo e gás, desenvolvimento turístico, mudanças climáticas, expansão da vegetação nativa e espécies invasoras estão reduzindo o espaço disponível para a vida selvagem, especialmente para as girafas.
Os animais podem atingir até 6 metros de altura e pesar até 2.000 quilos. Para Atimnedi, estabelecer uma população inicial a aproximadamente 100 quilômetros de distância representa uma decisão adequada de conservação.
Reserva de 166 quilômetros quadrados recebe as girafas após revitalização
O novo lar das girafas é a Reserva de Vida Selvagem de Ajai, uma área de 166 quilômetros quadrados fundada em 1937.
A reserva já abrigou uma população diversificada de animais, mas sua fauna foi dizimada no início da década de 1980 pela caça furtiva e pelo longo período de insegurança no país.
A chegada das girafas integra um processo de restauração ecológica. Rinocerontes-brancos-do-sul, búfalos, zebras e centenas de kobos-de-uganda também estão sendo reintroduzidos no local.
Wilson Katamigwa, guarda florestal sênior responsável pela reserva, afirmou que os animais transferidos anteriormente estão se adaptando, multiplicando-se e ocupando diferentes partes da área.
Segundo ele, vários animais estão prenhes e já se espalham por regiões localizadas dentro e fora da cerca elétrica.
Turismo e participação das comunidades locais
Parte da reserva está sendo cercada, enquanto o número de guardas foi ampliado para proteger os animais contra caçadores furtivos. As comunidades próximas também receberam informações sobre a importância da conservação.
Moradores da região recebem uma parcela das receitas geradas pelo turismo. Após a conclusão da transferência, integrantes das comunidades serão convidados a conhecer as girafas, extintas naquela área há décadas.
Katamigwa afirmou que o objetivo é fortalecer a economia local e inserir o distrito de Madi Okollo na atividade econômica gerada pelo turismo.
Moses Ayoti, morador da região, demonstrou entusiasmo ao acompanhar a chegada das girafas. Ele afirmou que a comunidade está informada, mantém vigilância elevada e deverá ajudar a cuidar dos animais.
A expectativa das autoridades é que Ajai se consolide como uma área destinada à recuperação das populações de animais selvagens, apesar das pressões humanas e naturais enfrentadas pela conservação em Uganda.
Esta matéria foi elaborada com base nas informações fornecidas no material-base, com dados, números e declarações preservados conforme o conteúdo consultado.
Fonte
https://apnews.com/articl
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

